Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A guerra é inviável tanto para o Líbano quanto para a Palestina, menos para Israel


Passeando por algumas comunidades de orkut, ou até por sites ligados a organizações árabes, dá pra perceber, mesmo que de maneira pouco enfática, um clamor por parte de umas pessoas para que o Hizbolah e os outros países árabes entrem na guerra para defender a Palestina. Segundo a mídia mundial, foram lançados do Líbano, alguns mísseis aos territórios israelenses e que Israel imediatamente, "revidou". A defesa aos palestinos deve acontecer, claro. Mas entrar na guerra seria o mesmo que cometer suicídio. Não vou aqui cair no descrédito de fazer distinção entre civis e militantes, como adoram fazer os jornalistas brasileiros, sobretudo da globo, Folha, Estado de São Paulo. Principalmente entre os palestinos, essa distinção, se não é ridícula, é no mínimo imprecisa. Até mesmo porque, nenhum meio de comunicação se atreve em chamar os palestinos que combatem Israel com mais afinco, de soldados. Eles são chamados de militantes. Os militantes são movidos por questões ideológicas, os soldados nem sempre. O exército israelense também não faz essa distinção, ataca qualquer um, a torto e a direito, dizendo que se os "militantes" se preocupassem com os "civis", não teriam "iniciado" o lançamento de mísseis, que não se esconderiam em "áreas residenciais", com suas famílias. Hoje pela manhã, (08/01/09), num discurso totalmente pró-Israel, o jornal Bom Dia Brasil, da Globo (assim como a grande maioria das emissoras brasileiras), que sempre coloca o governo israelense como sujeito da ação, ao se referir ao fato de que está havendo um cessar-fogo por três horas diárias para que as organizações de paz e solidariedade possam apoiar as vítimas, a entonação dos jornalistas foi quase comovente: "Israel mantém cessar-fogo por três horas", só faltou eles dizerem, "vejam como Israel é bonzinho", ou quando se referem a queda econômica: "Israel sofre perdas econômicas com a guerra", enfim toda e qualquer notícia, é dada colocando Israel como sujeito de ação. Pobres israelenses, estão lucrando menos com a guerra. Nenhuma menção ao fato de que os palestinos vivem em extrema miséria, com taxa de desemprego que chega a aproximadamente 40% da população, que a economia sofre embargos a todo o tempo, que as oliveiras, principal fonte de renda de muitas pessoas são podadas com a desculpa de que servem de esconderijo de terroristas, nenhuma menção ao fato de que as barreiras de Israel proibe a entrada de coisas básicas, como remédios e alimentos, isso mesmo antes da guerra deflagrar-se, desde que o Hamás ganhou as eleições em 2006. Como se os palestinos também não cessassem o fogo durante as três horas, por mais que seu cessar-fogo seja permanente, devido a falta de equivalência nas armas que ambos os lados possuem. Até mesmo quando os palestinos são atacados e a ONU se pronuncia dizendo que não havia "militantes", como no caso do ataque a escola que deixou cerca de 4o mortos, é como se Israel fosse vítima por ter atacado uma escola e matado 40 pessoas, como publicou a Folha de São Paulo e depois voltou atrás, dizendo que a ONU desmentia a versão israelense.

Vale lembrar que Israel é uma potência bélica, apoiada pelos EUA e União Européia, que 20% de seu PIB é revertido para investimento em armas, que a sociedade israelense (com exceção de uma minoria), apóia o governo, que a educação israelense passa pelo exército. Caso a Liga Árabe resolva entrar em guerra como é o desejo de algumas pessoas, ou até mesmo o Hizbolah no Líbano, as coisas só piorariam. Mais e mais pessoas morreriam e esse estado "cruel, racista e imoral", como considera a própria ONU, sairia ganhando, como já aconteceu na Guerra dos Seis Dias, em Yom Kippur, como já aconteceu no Líbano em 1982 e em 2006. E como vem acontecendo diariamente, desde 1948.

Basta! Que haja solidariedade, manifestações de ação direta, pacifistas, abaixo-assinados, discussões, mas que os países árabes não entrem na guerra, aliás, alguns países árabes como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes estão muito ocupados contando seu dinheiro oriuno do petróleo.

Fora Israel!

Chega de massacre!

Devolva o território que usurpou dos palestinos!
Wagner Pereira

3 comentários:

Shamir V disse...

Israel me embrulha o estômago... Sobre a mídia ser tendenciosa, até num programa esportivo eu vi entrevistarem jogadores que moram em Israel e se calarem a respeiro dos que moram na Palestina.

Anônimo disse...

Eu sou judeu e não concordo com o que o estado de Israel está fazendo. Isso é genocídio, isso é nazismo. Não podemos aceitar isso. A terra dos palestinos deve ser devolvida. Chega de cercas e muros! Oriente médio socialista para todos! Fora burguesia imperialista genocida!

T.

Basílio P. disse...

Entrar na guerra seria um absurdo, mas tem muita coisa que os países árabes e não só ele podem fazer contra ela. Talez a mais eficaz seria "fechar as torneiras do petróleo" (from Sr. Armando) e uma série de restrições econômicas aos EUA e Europa, duvido que se houvesse um esforço por parte de alguns países em retringir negócios com as grandes potências, se a merda da ONU não tomaria uma atitude. Mas como sempre, as empresas e governos estão acima das pessoas, "foda-se se tem gente morrendo na guerra, ou onde quer que seja, o importante são as taxas de lucro..."