Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

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domingo, 29 de agosto de 2010

Artistas recusam atuar em colonatos judeus em território palestino

Mais de 50 artistas bem conhecidos em Israel assinaram uma petição onde garantem que não vão actuar no colonato judeu de Ariel ou noutros locais da Cisjordânia. Ariel é uma das maiores povoações ilegalmente construídas em território palestiniano, com 18 mil habitantes. No documento os actores, realizadores, e dramaturgos afirmam que se os habitantes de Ariel quiserem ir ao teatro vão ter que viajar até Tel Aviv. Esta posição está a gerar grande controvérsia em Israel, a dias do recomeço das negociações directas em Washington, em que a questão dos colonatos é umas das mais difíceis. O dramaturgo e encenador Joshua Sobol, um dos artistas signatários da petição, explicou ao jornalista Nuno Felício a sua posição.
2010-08-29


http://www.rtp.pt/noticias/?t=Artistas-recusam-actuar-nos-colonatos-judeus-em-territorio-palestiniano.rtp&headline=46&visual=9&article=371066&tm=7

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Movimento internacional BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções

Ooooooooooooba... está funcionando o movimento internacional de boicote cultural contra Israel, a julgar pela matéria publicada no portal do jornal O Globo de hoje, http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/08/24/artistas-como-elvis-costello-meg-ryan-fazem-boicote-cultural-israel-917467574.asp

Recentemente assinamos, juntamente com vários movimentos de solidariedade ao povo palestino um apelo ao excelente músico brasileiro, Hermeto Pascoal, para que seja mais um a aderir a esse boicote de artistas e cancele sua participação no Red Sea Jazz Festival em Eilat/Israel, cujo teor segue abaixo:

"CARTA ABERTA AO MÚSICO BRASILEIRO HERMETO PASCOAL"

Caro Hermeto Paschoal,

Nós, que conhecemos o seu trabalho e admiramos o seu talento, temos orgulho do fato de você ser um brasileiro e projetar internacionalmente o nome do nosso país de forma tão positiva. Entretanto, ficamos surpresos quando recebemos mensagens de alguns estudantes e intelectuais europeus, comunicando sua decisão de realizar uma performance no Red Sea Jazz Festival em Eilat/israel.
Juntamente com pessoas de consciência em todo o mundo, temos feito enormes esforços no sentido de aliviar o sofrimento do povo palestino que vem sendo vítima, há mais de sessenta anos, de um genocídio praticado por Israel. Nos últimos anos, as atrocidades de Israel contra o povo palestino têm se agravado enormemente, a ponto do chamado estado judeu ser hoje o país mais repudiado do mundo.
Enquanto a maioria dos políticos, governos dos países mais poderosos do mundo e a mídia se calam diante da maior injustiça que já se cometeu contra um povo: roubo de suas terras, expulsão de seu país, limpeza étnica, destruição de seus lares, matança indiscriminada, prisão em massa e tortura institucionalizada entre muitas outras atrocidades; povos de várias nacionalidades se unem em solidariedade à dor dos palestinos usurpados, tentando fazer ecoar seu grito por socorro, por justiça e por paz através do movimento internacional pacífico do BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções.
Ilan Pappe , reconhecido intelectual israelense e presidente do Departamento de História da Universidade de Exeter, Inglaterra, disse em uma entrevista que: “Durante a década de 1980, o BDS da África do Sul incluiu um boicote cultural em que músicos e artistas de todo o mundo se recusaram a realizar suas apresentações no estado de apartheid. Além do apoio internacional à população negra subjugada na África do Sul , naquela época , essa política foi instituída para expressar que nenhum diálogo real -econômico , acadêmico ou cultural , poderia ter lugar em conjunto com as atrocidades do apartheid. “
Em relação a Israel, a campanha do BDS internacional assume uma enorme importância, tendo em vista que a realidade vivida pelos palestinos nos territórios ocupados por Israel é ainda mais dramática: além do apartheid imposto pela construção do muro de separação na região chamada Cisjordânia, Israel impõe ao povo de Gaza um cruel cerco que, transformou esta pequena faixa de terra mais densamente povoada do mundo em um campo de concentração a céu aberto.
Colocar sua arte, seu talento e seu brilho a serviço de um dos mais repudiados regimes políticos, o apartheid e fascismo, significa legitimizar esses regimes e dar suporte aos crimes contra a humanidade praticados por Israel contra o povo palestino , desrespeitando as leis internacionais, principalmente a Quarta Convenção de Genebra em seus artigos que tratam dos Direitos Humanos.
Nesse sentido, queremos demove-lo de participar de um Festival de Jazz que tem como conseqüência trágica a legitimidade do holocausto palestino. Por favor, se recuse a cumprir tal papel. Muitos artistas no mundo tem se recusado a ganhar prestigio sacrificando valores humanos muito caro nos dias de hoje, como a solidariedade, a dignidade, a fraternidade ....
Aproveitamos a oportunidade para convidá-lo a se juntar a nós na luta pelos Direitos Humanos, por justiça, paz e liberdade para o povo palestino e para todos os povos oprimidos do mundo.
"O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética”.- Mahatma Gandhi
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles. Contra eles “- Mahatma Gandhi
“O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje, hoje, só eles estão calados.” The Independent

PARA ABRIR OS OLHOS – O sítio que lhe indicamos abaixo é um pequeno exemplo do sofrimento do povo palestino, no último período. Se houver interesse em conhecer a tragédia desde o início da ocupação, por favor, entre no sítio somostodospalestinos.Blogspot.com , lá encontrará indicações de sítios com tal conteúdo.
Não deixe de ver essa “pequena amostra” do tratamento que os sionistas, ocupantes da Palestina dão aos civis, às mulheres e, sobretudo às crianças:

http://giwersworld.org/antisem/GAZA-pics/index.html


Assinam:

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro e Niterói
Comitê Democrático Palestino do Brasil - CAPAI
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Frente em Defesa do Povo Palestino
Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino
Centro Cultural Árabe Palestino do Rio Grande do Sul
CLP: Comitê pela Libertação da Palestina
Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino
Comitê de Solidariedade com a Palestina de Portugal
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PSOL – Nova Iguaçu
MORENA cb - Movimento Revolucionário Nacionalista - círculos bolivarianos
Sociedade Divulgadora do Rio de Janeiro
Sociedade Islâmica de Rio de Janeiro
Conferencia Cultural Árabe Brasileira
Centro Cultural Árabe Brasileiro
Associação Islâmica de São Paulo
Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo
Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo
União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil
Juventude Novos Palmares
Revolutas
MTD-RJ pela base - Movimento de trabalhadores desempregados /RJ
Movimento Mulheres pela P@Z!
MST
Rede para Difusão da Cultura Árabe-brasileira Samba do Ventre
Marcha Mundial de Mulheres
FDIM - Federação Democrática Internacional de Mulheres
CSP-Conlutas - Coordenação Nacional de Lutas
Instituto Jerusalém do Brasil
Mopat - Movimento Palestina para Tod@s
Coletivo Libertário Trinca
Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo (CEAr-USP)
Gabo Sequeira, trovador
Mauri Antonio da Silva -Professor de Sociologia e Secretario Geral da Associação dos Docentes de Ensino Superior de Santa Catarina
Movimento nacional quilombo raça e classe da Conlutas
UJC - União da Juventude Comunista
MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia- RJ
Nita Freire - educadora, viúva de Paulo Freire
Ciranda Internacional da Informação Independente.

domingo, 22 de agosto de 2010

As fotos "souvenir" dos soldados israelenses (20/08/2010. The Guardian)

http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2010/aug/17/israel-palestinian-territories#/?picture=365837207&index=2

As fotos abaixo são de soldados israelenses no Facebook posando com prisioneiros palestinos e corpos. Os soldados dizem que são apenas "fotos de recordações" e a ex-soldada eden abergil disse à rádio do IDF que "ainda não entendo o que fiz de errado, não há violência nem intenção de humilhar. Eu só tive a minha foto com eles no fundo para lembrar a experiência. Não foi uma declaração política ou de qualquer tipo. Tratava-se de recordar a minha experiência no exército e o que ele é"

Ou SEJA, mais uma vez atestamos que a lavagem cerebral é brutal e definitivamente os palestinos não são seres humanos para eles... as fotos abaixo que
eles chamam de "souvenir" estão no facebook dos soldados e foram publicadas pelo The Guardian, semana passada.

Fotos de soldados com os seus "troféus" são comuns, diz o grupo Breaking the Silence(Quebrando o Silêncio). Não ver os palestinos como seres humanos é a posição padrão para muitos na Força de Defesa israelense.















Soldado com arma apontada para um palestino.O homem na terra pode já estar morto






















Um soldado de folga tem sua foto tirada ao lado de um prisioneiro amarrado e vendado







Um palestiniano capturado é levado a bordo de uma ambulância - mas não antes de seu captor aproveitar a oportunidade de tirar uma foto de souvenir

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Terrorismo do estado brasileiro contra quem tenta mobilizar ajuda aos palestinos em situação de refúgio no Brasil

A notícia no link abaixo é antiga, mas a atitude de descaso e negligência do governo brasileiro contra os palestinos em situação de refúgio no Brasil continua a mesma e a matéria mostra que não há a menor intenção do governo brasileiro de apurar e punir os verdadeiros responsáveis pelas negligências, prova que o governo não só silencia como participa das arbitrariedades da ACNUR-Brasil e demais entidades executoras do programa de reassentamento ao perseguir e desqualificar quem se sensibiliza e se solidariza com o sofrimento do povo palestino e tenta ajudá-los.

Mostra também que o governo não desconhece todas as denúncias que tem sido feitas contra as entidades executoras do programa.

http://www.portalaz.com.br/noticias/brasilia/137840/UntitledFrame-4

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Refugiados palestinos - os números do caos.


A situação dos palestinos em situação de refúgio no Brasil está um caos por conta da irresponsabilidade e incompetência dos governantes brasileiros. Os que estão em Mogi das Cruzes, onde moro e estou acompanhando dia a dia, estão a beira da miséria absoluta. Os que estão no Sul do País e em Brasília, tenho notícias de que também estão em situação igual ou pior.

A ajuda financeira que recebem da ONU é irrisória e só será paga até dezembro próximo e não cobre sequer o aluguel das casas em que moram. 21 pessoas consideradas mais vulneráveis (segundo critérios da ACNUR-Brasil), estão recebendo apenas R$ 100,00 por criança, R$ 350,00 por adulto vulnerável e para as famílias em que há adultos vulneráveis é paga uma ajuda de custo de R$ 400,00 para o aluguel. Os poucos que estão trabalhando, estão em empregos temporários, sem certeza de renovação de contrato, alguns a cada dois meses, outros a cada seis meses.

O total dos recursos mensais da ONU, dividido pelo número de famílias aqui em Mogi (que são doze) resulta na média de R$ 391,00/família/mês ou R$ 120,00/pessoa/mês. Considerando que quase todos têm problemas graves de saúde, inclusive dois casos confirmados de câncer, moram em casas alugadas, pequenas e cheias de umidade. Há pelo menos um caso de uma família de seis pessoas, marido esposa e quatro crianças de 1 a 10 anos, desesperada, sofrendo pressão diariamente para sair da casa por não conseguir pagar o aluguel.

Diante dessa realidade, apelo para que nos ajudem, a ajudar essas famílias. As autoridades públicas que muito poderaim fazer por eles, os abandona, mas nós, militantes da causa palestina não podemos abandoná-los também. A ninguém é possível viver com dignidade com um rendimento mensal tão reduzido, ainda mais em se tratando de pessoas que já passaram por tantos traumas que os levaram a tornarem-se refugiados de uma guerra covarde e desigual que os expropriou o pouco que tinham.

Entre em contato conosco e se possível venha visitar para conhecer de perto a situação e prestar algum tipo de apoio.