Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

LUTO


Sr. Palestina morre de pneumonia na Santa Casa de Mogi das Cruzes - SP

O descaso para com os palestinos que estão no Brasil, sobretudo em Mogi das Cruzes - SP, só poderia culminar em uma coisa: a morte.
Foi exatamente isso que ocorreu com a Sr. Nusha, mãe de Hossan, palestino que veio como refugiado em 2007 com mais 107 concidadãos para o Brasil, sendo que cerca de 55 vieram morar em Mogi das Cruzes, com promessas de emprego, moradia, aula de português e, sobretudo, condições dignas de vida; ledo engodo!
A Sr. Nusha estava em Mogi das Cruzes há mais ou menos três meses, viera trazer, juntamente com a irmã Haisha, o menino Aihan, filho de Hossan e tinha um estado de saúde debilitado já.
Em outra ocasião, outra palestina a Sr. Huda perdeu o bebê no 5º mês de gestação e teve o útero retirado, tudo por causa do descaso por parte das autoridades e do Cáritas (entidade financiada pela ONU para assegurar a permanência dos palestinos). Até mesmo uma simples acessoria para tirar um documento, abrir uma conta... o cáritas não apóia, muito menos dar aulas de português, arrumar emprego...como prometido.
Por conta disso os palestinos de Mogi junto com pessoas ligadas a movimentos sociais e/ou sensíveis a causa estão formando um Comitê para reivindicar o que é direito e punir os responsáveis por todo sofrimento. Este caso não ficará impune!

sábado, 4 de julho de 2009

DEMOLIR A PRÓPRIA CASA OU PAGAR POR ISSO, A OPÇÃO QUE ISRAEL DEIXA AOS PALESTINOS


DEMOLIR A PRÓPRIA CASA OU PAGAR POR ISSO, A OPÇÃO QUE ISRAEL DEIXA AOS PALESTINOS. Gara 23/06/2009. Rebelión 24/06/2009.

"Vocês querem que aceitemos a destruição da nossa casa e que, além do mais, paguemos por isso?". Fátima Ghosheh está indignada. Obrigada a destruir a própria casa no setor leste de Jerusalém, além disso, tem que pagar pela demolição. "Chegaram às sete da manhã para demolir", conta esta mãe de quatro filhos. "Disseram-nos que eles mesmos preferiam fazê-lo porque queriam que os pagássemos", acrescenta.
Segundo explica, a prefeitura deu a opção deles próprios derrubarem a casa ou pagar 100.000 shekels (18.250 euros) pela demolição.
Muitas famílias palestinas da Cidade Velha de Jerusalém, sob ocupação israelense, têm recebido ordens semelhantes da prefeitura pelo fato de suas casas terem sido construídas ou reformadas "sem autorização". Na verdade, "apresentamos uma solicitação para a obra. O problema é que negam sistematicamente os alvarás aos palestinos".
"As construções sem alvará são ilegais", trata de justificar a prefeitura de Jerusalém. A ONU afirma que, no setor leste de Jerusalém, foram expedidas 1.500 ordens de demolição de casas palestinas. Segundo o porta-voz do prefeito Nir Barkat, eleito em novembro de 2008, estas ordens não "não são dirigidas somente aos palestinos, mas a todos os moradores, de forma igualitária".
"Mas é óbvio que há discriminação!", responde Meir Margalit, do Comitê Israelense contra a Destruição de Casas. "Há uma discriminação clara e sistemática por parte das autoridades políticas israelenses", exclama com indignação. Teoricamente, os parâmetros para distribuir os alvarás de construção são os mesmos para todos. Contudo, a prática revela que há um plano para expandir o território [israelense] pelo qual os alvarás de edificação na chamada "área verde" são sistematicamente rechaçados. A maior parte do setor leste de Jerusalém encontra-se nesta área, da qual está excluída a região oeste da cidade, sublinha Margalit.
Se isso não bastasse, Israel está vendendo propriedades de refugiados palestinos que se viram forçados a abandonarem suas casas na Nakba [Catástrofe], conforme denunciou Adalah, uma ONG que defende os direitos dos palestinos nos territórios de 1948, e que qualificou esta medida como "o último ataque contra os direitos de propriedades dos refugiados palestinos". A venda destas propriedades contraria a legislação israelense e internacional.