Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Clip gravado com Ghazi Shahin

video

Esse vídeo é um pequeno presente que fazemos ao sr. Ghazi Khamel Shahin, cantor palestino de grande expressão em todo o mundo àrabe. Desde outubro de 2007 vive no Brasil a espera de um dia poder voltar para a sua querida Palestina, finalmente livre da criminosa invasão sionista.

Neste vídeo clip, gravado na cidade de Paranapiacaba/SP, uma de suas músicas "Darib almarrata" - tradução "Caminho da estação"

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carta do MOPAT ao Presidente Lula

Exmo. Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva
Como movimento popular independente que atua no Brasil em defesa dos direitos elementares do povo palestino, consideramos louvável a iniciativa de reconhecimento do Estado palestino – somando-se a mais de cem países e à própria ONU (Organização das Nações Unidas), que desde sempre condenou a ocupação ilegal de territórios por Israel em 1967.
A importância de o Brasil tomar a dianteira se torna evidente quando vemos que outros países do continente têm seguido seus passos.
Considerando seu papel enquanto liderança na região, contudo, não podemos deixar de expressar preocupação com ações governamentais que são contraditórias ao gesto simbólico.
Ao mesmo tempo em que reconhece o Estado palestino, o Governo brasileiro se configura num dos principais parceiros comerciais da potência ocupante, o que lhe assegura vantagens competitivas e propicia que continue sua política de segregação.
Em 2008, segundo informações constantes do site da Embaixada de Israel no Brasil, esse comércio bilateral movimentou valor superior a US$ 1,5 bilhão.
Além de ratificar o Tratado de Livre Comércio Israel-Mercosul, o Brasil tem firmado acordos de cooperação tecnológica e militares com aquele destino.
Tais, sustentam a situação atual em que direitos humanos fundamentais dos palestinos são violados cotidianamente.
Nessa linha, a Polícia Federal adquiriu dois VANTs (veículos aéreos não tripulados) israelenses para monitoramento da fronteira e prevê a compra de pelo menos outros dez até final de 2014, integrando investimentos da ordem de R$ 655 milhões.
Não é demais alertar que aeronaves do gênero foram utilizadas nos recentes ataques a Gaza, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que culminaram na morte de cerca de 1.400 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e na demolição de dezenas de casas.
Vários outros acordos têm sido sinalizados tendo em vista a realização neste país da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. Desde 2005, o Brasil assumiu a quarta posição entre os importadores de armas de Israel no mundo.
Ampliaram-se ainda os mercados e o número de empresas em diversos setores estratégicos, como telecomunicações e agronegócio.
O que vai na contramão do chamado da sociedade civil palestina por boicotes, sanções e desinvestimentos ao Estado ocupante até que esse cumpra as leis internacionais e sejam garantidos os direitos inalienáveis do povo palestino.
Para que o louvável gesto do Governo brasileiro não se dilua no tempo, entendemos como crucial que se atrele a ações concretas que pressionem pelo fim da ocupação sionista, a mais longa da era contemporânea.
Assim, deve vir conjugado com a ruptura imediata desses acordos e o desinvestimento em tecnologias que sustentam a opressão, segregação e usurpação de territórios.
Aproveitando a sinalização positiva dada por esse Governo, ao final de seu mandato, reivindicamos que lidere esse movimento por justiça e direitos humanos.
Iniciativas do gênero abalaram a estrutura do apartheid na África do Sul e obrigaram ao reconhecimento dos direitos da população negra naquele país, no ano de 1990.
Certos de que o Brasil pode fazer a diferença no caso palestino,

agradecemos e subscrevemo-nos.

Movimento Palestina para Tod@s

domingo, 28 de novembro de 2010

Programação no Brasil das atividades da Semana de Solidariedade ao Povo Palestino

Camaradas
São 63 anos de opressão sobre o povo palestino, realizado violentamente pelo Estado Nazi-Sionista de Israel! E você? Você é a voz do Povo Palestino!! Faça a diferença! Participe das atividades da Semana Palestina na sua cidade e nos ajude a construir a Palestina Livre!

Semana de Solidariedade ao Povo Palestino no Brasil Programação abaixo: FLORIANÓPOLIS/SC
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira
Horário: 16:30h
Local: Sala 331 - Centro de Filosofias e Ciências Humanas - CFH- UFSC - Trindade - Florianópolis
Atividade: Cinedebate com o filme: VALSA COM BASHIR trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Ak_2NWhr_g4
Organização: UJC - ujcpcbsc@googlegroups.com e carobellag@gmail.com
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Dia: 30 de novembro de 2010 - terça-feira
Horário: 19h
Local: Câmara de Vereadores - Plenário do Centro Legislativo Municipal - Rua Anita Garibaldi, 35 - Centro
Atividade: Sessão Solene e Ato político com convidados e autoridades
Lei 34/40 PMF – 1990 - 29 de novembro - Dia Municipal de Solidariedade ao Povo Palestino em Florianópolis Lei nº 13850 - 2006 - Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino em Santa Catarina
Organização: Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino - comitepalestinasc@yahoo.com.br
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FOZ DO IGUAÇU – PR
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira Horário: 18h
Local: Câmara dos Vereadores de Foz do Iguaçu
Atividade: Ato de Solidariedade ao Povo Palestino. O encontro vai reunir autoridades políticas, religiosas e civis de Foz do Iguaçu e Ciudad Del Este. Em Foz, a cidade abriga centenas de palestinos, maioria possui família ou amigos no território oprimido. Estará presente o representante dos países da Liga Árabe no Brasil, embaixador Bachar Yagui.
Organização: Sociedade Árabe Palestina Brasileira de Foz do Iguaçu
contato Jihad Ali 045 99151819
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SÃO PAULO/SP
Dia: 29 de novembro de 2010 – segunda-feira
Horário: 14h
Local: sala 263 do prédio da Letras - USP
Exibição do documentário: Palestina Espera (Palestine is waiting, EUA-Palestina, 2001, cor, 10 min -documentário) Direção: Annemarie Kattan Jacir Há mais de 5 milhões de refugiados palestinos, muitas vezes indesejados, vivendo em condições-limite em todo o mundo. Participação: Maren Mantovani Analista política, diretora de Relações Internacionais da Campanha Palestina contra o Muro do Apartheid e Representante para a América Latina do Comitê Nacional Palestino por Boicotes, Sanções e Desinvestimento (BNC)

Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira
Horário: 19h Local: Auditório Franco Montoro - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - Av. Pedro Álvares Cabral, 201
Atividade: Ato político com convidados e autoridades, exibição de curta-metragem e poesias árabes. Participação de representante do movimento Stop the Wall.
Organização: Frente em Defesa do Povo Palestino frentepalestina@yahoo.com.br

Dia: 4 de dezembro de 2010 - sábado
Horário: 16h
Local: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542
Atividade: Exibição dos filmes: Ponto de Encontro (Encounter Point) - Direção: Júlia Bacha e Ronit Avni. Documentário, 85 min, 2008 e Nós e os Outros (Selves and Others, A Portrait of Edward Said) - Direção: Emmanuele Hamon. Documentário, 54 min, 2003.
Haverá debate com a participação de companheiros que participaram do Fórum Mundial da Educação na Palestina
Realização: Núcleo de Estudos Edward Said - Instituto da Cultura Árabe, Oboré e Matilha Apoio: Frente em Defesa do Povo Palestino contato@icarabe.org
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Campinas/SP
Dia: 29 de novembro de 2010 – segunda-feira
Locais e atividades: Câmara Municipal de Campinas – homenagem à data Parque da Paz e Memorial Yasser Arafat – visitação pública Colóquio – Mostra Afro-brasileira – Secretaria Municipal de Educação Realização: Instituto Jerusalém do Brasil institutojerusalembr@terra.com.br
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PORTO ALEGRE/RS
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira
Horário: 19h Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul – Praça Mal. Deodoro, 101 – Centro – Porto Alegre
Atividade: Sessão com convidados, Embaixada da Autoridade Palestina na República Federativa do Brasil e Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) Organização: Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino comitepalestinars@gmail.com
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RIO DE JANEIRO/RJ
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira Horário: 18h
Local: IFCS-UFRJ (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro) - Largo de São Francisco
Atividade: Ato político em defesa do povo palestino. Lançamento da Campanha Mundial de BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel e da Campanha de Boicote Acadêmico e Cultural. Exposição do livro “Impressões de uma brasileira na Palestina”
Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino, vivaintifada@gmail.com
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AÇÃO MIDIÁTICA
Divulgação do balanço da maratona na Semana contra o muro e das atividades do dia 29 de novembro
Coordenação: Ciranda Internacional da Informação Independente e Movimento Palestina para Tod@s http://www.ciranda.net/ e http://www.palestinalivre.org/.

Sua presença é fundamental! Queremos convidar a todos os partidos, sindicatos, movimentos sociais e populares, além dos companheiros e companheiras para prestar um dia de solidariedade ao perseguido povo palestino que há 63 anos resiste heroicamente ante todas as arbitrariedades (bombas, humilhações, perseguições políticas, torturas legalizadas...) cometidas pelo Estado terrorista de Israel.

29 de novembro é dia de Manifestação de Solidariedade Internacional com o Povo Palestino, realizadas simultaneamente em várias capitais do mundo.
Nesta data o território histórico da Palestina foi arbitrariamente dividido, favorecendo a criação do Estado de Israel.
Território onde havia uma sociedade construída por árabes, e que a partir daí passaram a ser vítimas da limpeza étnica promovida pelas milícias sionistas.
No ano de 1948, quase a totalidade das terras palestinas (cerca de 94%) foram tomadas militarmente pelo Estado de Israel.
Hoje mais de seis milhões de palestinos vivem em campos de refugiados espalhadas pelos países árabe e no mundo.
Ainda hoje, Israel controla 65% da Cisjordânia e 40% da Faixa de Gaza, com seu exército e sua força paramilitar (os colonos) implementando um regime de terror cujos métodos de crueldade se assemelham aos dos nazistas alemães.
Até quando ficaremos indiferentes aos veículos militares e tratores invadindo bairros e destruindo casas onde moram os palestinos? Até quando vamos permitir a construção de outros “muros da vergonha” como o que Israel está construindo dentro do território da palestina ocupada, transformando-a num verdadeiro campo de concentração, vigiado sistematicamente, usurpando terras e destruindo a teia social palestina?
É preciso somar forças e nos solidarizarmos com a heróica luta do povo palestino que teimosamente insiste em dizer não a essas arbitrariedades.

É necessário e urgente dizer que “terrorismo” não é resistir (usando quaisquer formas de luta) ao Estado terrorista de Israel. Terrorismo é impedir um povo de desfrutar de sua própria terra, é impedir a existência de uma pátria livre do colonialismo e do imperialismo. Terrorismo é matar crianças com bombas e mísseis disparados de helicópteros e aviões nos bairros onde vive a população civil palestina. Terrorismo é barrar uma mãe grávida num posto policial ou do exército, impedindo que a mesma tenha a atenção necessária na hora do nascimento de seu filho.

VENHA CONHECER MELHOR A HISTÓRIA DESSA LUTA!

Palestina livre!
Viva a Intifada!
Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
http://www.vivapalestina.com.br/http://www.palestinalivre.org/

sábado, 27 de novembro de 2010

Uma história na Palestina 3

por Rafiqa Salam
Palestina, novembro de 2010
comitepalestinasc@yahoo.com.br

De todas as cidades que conheci, teve uma que, particularmente, mexeu muito comigo. É um sentimento estranho, nunca tinha estado lá, e agora eu pisava num lugar que não existia, mas já existiu. Esse paradoxo eu só vivi por um instante, na verdade por um dia que parecia, pelo seu peso, ter mais do que 24 horas. O que dizer dos sentimentos dos palestinos que vivem cotidianamente esse paradoxo!
Vivem num país que existe, mas o mundo já o tirou do mapa! Fazem seus afazeres diários, como qualquer povo, amam, tem suas famílias, trabalham, comercializam, mas têm que segurar nas mãos uma cédula que traz a bandeira do país invasor... Parece difícil entender por que não ter uma moeda com as lindas cores preta, branca, verde e vermelha da bandeira Palestina? Impossível mesmo é aceitar que eu pisava num lugar que era uma cidade viva e agora é um descampado. Um lugar que tem a existência do hoje calcada na eliminação do ontem.... Que, para se consolidar, teve que expulsar, desalojar e arrancar famílias de suas casas, mas não de suas raízes históricas!
Ando por terras que querem que eu enxergue um Parque Nacional , autopistas perfeitas, áreas de lavouras e assentamentos judaicos, querem que eu veja o Estado de Israel! Mas só consigo ver o bater dos corações palestinos, como uma cadência, animadora, anunciando o retorno.... Vejo ali a Palestina livre... Mas meu devaneio é quebrado pela voz do motorista, chamando para voltar, temos hora para entrar e sair!
Temos que sair da Palestina de 1948, passar pelo checkpoint e entrar no que restou da Palestina pós-1967, complicado de entender, imagina de ver!! Aliás, como entender a ocupação sionista de Israel? O único país no mundo que se denomina Estado, oficialmente, inclusive no nome: Estado de Israel. Um nome que agrega ação: é um Estado que sempre está em mudança de estado – e não estou fazendo trocadilho.
Avanços na expansão territorial: Israel tem suas fronteiras em constante movimento! Não tem uma Constituição! Não tem nenhuma lei que descreve a sua área físico-geográfica, pois ela é proporcionalmente elástica à sua força de ocupação... Ocupa áreas da Palestina, Síria, Líbano... Já ocupou Egito, Jordânia e até águas internacionais!! A cidade que mexeu comigo, até 1948, se chamava Qaqun.
Uma linda aldeia, com campos de terras férteis, plantações, casas simples que eram o lar de 2 mil pessoas, tão perto do Mar Mediterrâneo, a apenas 8km de distância. E saber que foi justo por essas águas que os grupos terroristas judeus como Haganah e Stern expulsaram à força e com violência brutal os nativos, palestinos que até hoje sonham com o regresso a sua terra natal! Um sonho impedido pelo pesadelo de não poderem pisarem onde eu estava.
Depois de viverem como refugiados em cidades próximas como Tulkarem, Nablus e terras mais longínquas, mas não mais tranquilas, como Síria, Líbano, Kuwait e Jordânia, achei que fotos, pedras e terra poderiam ser compartilhados com aqueles que dali nunca saíram. Então, bem longe dali, vi o amor, que transcende a tudo, se materializar.
Vi um palestino que nasceu em Qaqun e, aos 13 anos, juntamente com sua família, foi forçado a sair e abandonar sua casa e terras. Ele, que está impedido de pisar onde nasceu, abriu um lindo sorriso e beijou a sua terra! A terra de Qaqun agora em suas mãos! Sua filha lhe presenteou com a terra de Qaqun! Mãos calejadas, apertando as mãos de sua filha, que trouxe para ele mais do que alegria, trouxe o retorno a sua terra natal! Senti em meu coração que fui abençoada por essa linda cena, revigorada, desejo também ser testemunha da Palestina livre!

Palestina livre! Viva a Intifada! Resitência até a vitória!Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"http://www.vivapalestina.com.br/http://www.palestinalivre.org/

sábado, 20 de novembro de 2010

Resposta ao embaixador israelelense

Públicado no espaço TENDÊNCIAS/DEBATES da edição de 19/11/2010, a magistral e didática resposta que reproduzo na íntegra abaixo:

Israel não respeita direitos do povo palestino
ARLENE CLEMESHA e BERNADETTE SIQUEIRA ABRÃO

_____________________
Israel tem em seus presídios
mais de 6.000 civis palestinos
(incluindo crianças), a maioria
deles sem acusação formal ou
mesmo processo judicial
_____________________

Em artigo nesta Folha ("Direitos humanos em mãos erradas", "Tendências/Debates", 10/10), o embaixador israelense queixou-se do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, em que relatórios têm sido aprovados, denunciando graves violações de direitos humanos por parte do governo israelense nos territórios palestinos ocupados da Cisjordânia e da faixa de Gaza.
De fato, apenas nos primeiros seis meses de 2010, foram registradas na Cisjordânia a demolição de 223 edifícios e a expulsão de 338 palestinos de suas casas.Quinhentas e cinco barreiras violam o direito de ir e vir, impedindo o acesso da população a escolas, a locais de trabalho e a hospitais, para procedimentos vitais como diálise, cirurgias do coração e cuidado neonatal intensivo.
Seguindo a lógica de anexar o máximo de terras com o mínimo de palestinos, o trajeto tortuoso do muro enclausurou Belém e Qalqilia, expulsou 50 mil palestinos de Jerusalém Oriental e anexou 10% das terras mais férteis da Cisjordânia. As colônias israelenses, também ilegais, expandem-se a todo vapor sobre territórios palestinos.
A justificativa de Israel para a violação de direitos humanos -zelar pela "segurança" de seus cidadãos- não se sustenta, sendo tais atos a própria origem da revolta palestina.
Os "mísseis" citados pelo artigo do embaixador são armas de fabricação caseira, usadas em desespero por um povo sem Estado, que sofre a mais longa ocupação militar da história moderna, submetido a bombardeios, a incursões militares, a assassinatos dirigidos e a toques de recolher.
O artigo também cita um prisioneiro militar israelense, omitindo o fato de que Israel tem em seus presídios mais de 6.000 civis palestinos (incluindo crianças), a maioria deles sem acusação formal, processo judicial ou direito de defesa.
Alega-se que Israel estaria sendo alvo de injustiças por parte do CDH em consequência do relatório do juiz Richard Goldstone sobre os crimes de guerra cometidos durante o bombardeio que massacrou 1.397 pessoas em Gaza (incluindo 320 crianças e 109 mulheres).
Assim, deturpa-se o caráter heroico da flotilha de ativistas humanitários do mundo todo, incluindo israelenses e uma mulher sobrevivente do Holocausto, que arriscaram suas vidas para quebrar o bloqueio ilegal a Gaza.
O objetivo da flotilha era chamar a atenção do mundo para o problema? Sim. Era e continuará sendo uma provocação? Apenas se considerarmos o termo um desafio aberto, para que a humanidade impeça a continuidade do cerco a Gaza, onde 80% da população sofre de má nutrição crônica, as crianças apresentam estresse e distúrbios psicológicos causados pelos ataques, pelo sofrimento e pelas constantes bombas sonoras lançadas por Israel sobre a pequena faixa costeira.
O mesmo governo israelense que se queixa do CDH emitiu, no dia 10/ 10, um projeto de lei que, se aprovado, exigirá de todo não judeu de Israel um juramento de "lealdade ao caráter judeu do Estado".
Cerca de 20% da população, de origem palestina cristã, muçulmana ou outra, terá de aceitar o caráter judeu do Estado de Israel ou emigrar, aumentando o número de refugiados, que ultrapassa 9 milhões. As consequências disso, para a Palestina e para o mundo, não valem um debate no Conselho de Direitos Humanos da ONU?
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ARLENE CLEMESHA, professora de história árabe na USP e diretora do Centro de Estudos Árabes da mesma universidade, é representante da sociedade civil do Brasil no Comitê da ONU pelos Direitos do Povo Palestino.
BERNADETTE SIQUEIRA ABRÃO, jornalista, formada em filosofia pela USP, é pesquisadora da questão palestina, ativista de direitos humanos e autora, entre outros livros, de "História da Filosofia" editora Moderna).

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

SEMANA PALESTINA NO BRASIL

Atividades em solidariedade ao povo palestino
Acompanhando calendário global, organizações da sociedade civil brasileira, juntamente com a comunidade árabe-palestina no País, realizam a Semana de Solidariedade ao Povo Palestino. Atividades centrais ocorrerão em vários estados no dia 29 de novembro próximo (confira agenda abaixo). A data marca o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino – conforme resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) nº 32/40 de 1977. Anualmente, em todo o mundo, ocorrem inúmeras manifestações no período. No Brasil, é também lei em várias localidades. Em 29 de novembro de 1947, portanto há 63 anos, em Assembleia-Geral da ONU , foi aprovada a Resolução nº 181, que decidiu pela partilha do território da Palestina histórica para o estabelecimento de um estado judeu e um árabe, sem qualquer consulta aos habitantes locais. Como consequência, o Estado de Israel foi implementado em 15 de maio de 1948 e o da Palestina não foi assegurado, culminando na nakba (catástrofe), em que foram expulsos mais de 700 mil palestinos de suas casas e centenas de vilas foram destruídas. O resultado é a ocupação mais longa do período contemporâneo, que tem sido aprofundada, ao arrepio das leis e convenções internacionais. Uma das maiores injustiças de que se tem notícia. Consequentemente, todos os direitos inalienáveis do povo palestino têm sido desrespeitados, como à autodeterminação, à saúde, à educação, a transitar livremente. Um muro em construção desde 2002, que corta a Cisjordânia ao meio – projetado para ter 720 metros de extensão e 9 metros de altura –, e centenas de checkpoints e assentamentos sionistas, além de estradas exclusivas proibidas a palestinos, são símbolos do apartheid que se configura no território ocupado. Em Gaza, o lugar mais densamente povoado do mundo, com 1,5 milhão de pessoas que se espremem em cerca de 360km2, um bloqueio criminoso tem feito com que grasse a fome e a miséria, numa punição coletiva que deveria ser ainda mais impensável em pleno século XXI. O território palestino, mediante esses aparatos, é mantido sob a forma de bantustões à la África do Sul. É hoje impossível, por exemplo, ir da Cisjordânia a Gaza. Diante da barbárie, realizar atividades em 29 de novembro faz-se urgente. É uma forma de o mundo levantar suas vozes e clamar pelo fim imediato da ocupação na Palestina. A semana de solidariedade pretende contribuir para dar visibilidade a essa questão e lembrar que, dia após dia, famílias são separadas, plantações são destruídas, crianças são impedidas de ir à escola e mães, de dar à luz com dignidade. Mais do que isso: soma-se às iniciativas em que a comunidade internacional é chamada à responsabilidade pela drástica situação na Palestina e cobrada a dar continuidade a ações concretas que pressionem e levem à mudança dessa realidade. Participe! É por direitos humanos e justiça!

Semana de Solidariedade ao Povo Palestino no Brasil

FLORIANÓPOLIS/SC
Dia: 30 de novembro de 2010 - terça-feira Horário: 19h Local: Câmara de Vereadores - Plenário do Centro Legislativo Municipal - Rua Anita Garibaldi, 35 - Centro Atividade: Sessão solene e Ato político com convidados e autoridades Lei 34/40 PMF – 1990 - 29 de novembro - Dia Municipal de Solidariedade ao Povo Palestino em Florianópolis Lei nº 13850 - 2006 - Dia Estadual de Solidariedade ao Povo Palestino em Santa Catarina Organização: Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino comitepalestinasc@yahoo.com.br

BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC
Semana de Difusão da Cultura Árabe-Palestina 22 a 29 de novembro de 2010 Dia: 24 - quarta-feira Horário: 19h Local: Biblioteca Pública Municipal Machado de Assis - 3º Avenida, esquina com Rua 2.500 Atividade: cerimônia de abertura do evento com a presença de amigos, convidados e autoridades. Entrega de certificados de participação no concurso escolar "Paz para a Palestina". Exibição do filme: "Palestina - A história de uma terra" (Simone Bitton) Dia: 25 - quinta-feira Horário: 9h Local: Auditório BI 4 - Curso de Relações Internacionais – Univali - Campus Balneário Camboriú Tema: Palestina: história, cultura, religião e atualidades Palestrantes: Fairuz Saleh Bujaa - advogada, integrante do Grupo Palestino Terra / Miriam Ramoniga - advogada, mestre em Direito e professora de Direito Internacional / Saleh Bujja - palestino (80 anos) residente no Brasil há 60 anos / Queila Martins - coordenadora do curso de Relações Internacionais da Univali / Márcia Sarubbi - professora do curso de Direito e Relações Internacionais da Univali Dia: 25 - quinta-feira Horário: 17h Local: Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú Atividade: Acompanhamento da votação da legislação municipal que institui o "Dia 29 de novembro como o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino no município de Balneário Camboriú - SC" Dia: 26 - sexta-feira Horário: 20h Local: Restaurante Pharol - Av. Atlântica - Barra Sul, 5.740 Atividade: Jantar árabe - comidas típicas da gastronomia árabe, músicas, apresentações de danças folclóricas Dia: 27 - sábado Horário: 18h Local: Livraria Nobel - Av. Alvim Bauer, 250, sl. 04 – Centro Atividade: Cultura e lazer, exposição de livros, sugestão de roteiros de viagem, apresentações de dança do ventre e degustação de pastas e doces árabes Organização: Instituto Amigos da Cultura ramoniga@hotmail.com http://www.amigosdaculturasc.com/

SÃO PAULO/SP
Semana do Povo Palestino
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira Horário: 19h Local: Auditório Franco Montoro - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - Av. Pedro Álvares Cabral, 201 Atividade: Ato político com convidados e autoridades, exibição de curta-metragem e poesias árabes. Participação de representante do movimento Stop the Wall. Organização: Frente em Defesa do Povo Palestino frentepalestina@yahoo.com.br Dia: 4 de dezembro de 2010 - sábado Horário: 16h Local: Matilha Cultural - Rua Rego Freitas, 542 Atividade: Exibição dos filmes: Ponto de Encontro (Encounter Point) - Direção: Júlia Bacha e Ronit Avni. Documentário, 85 min, 2008 e Nós e os Outros (Selves and Others, A Portrait of Edward Said) - Direção: Emmanuele Hamon. Documentário, 54 min, 2003. Haverá debate com a participação de companheiros que participaram do Fórum Mundial da Educação na Palestina Realização: Núcleo de Estudos Edward Said - Instituto da Cultura Árabe, Oboré e Matilha Apoio: Frente em Defesa do Povo Palestino contato@icarabe.org

RIO DE JANEIRO/RJ
Dia: 29 de novembro de 2010 - segunda-feira Horário: a partir das 17:30 hs Local: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas -IFCS - UFRJ - Largo de São Francisco - Rio de Janeiro /RJ Atividade: Ato Político em defesa do povo palestino. Lançamento da Campanha Mundial de BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel e da Campanha de Boicote Acadêmico e Cultural. Lançamento do livro "Impressões de uma brasileira na Palestina" Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino vivaintifada@gmail.com BELO HORIZONTE/MG Dia: 26 de novembro de 2010 - sexta-feira Horário: 9h30 Local: Auditório do Instituto de Ciências Exatas - Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Atividade: Seminário de Solidariedade Internacional. Palestrante: Jadallah Safa - Comitê Democrático Palestino Coordenação: UJC e Casa da América Latina http://www.seminariodesolidariedadeinternacional.blogspot.com/

AÇÃO MIDIÁTICA
Divulgação do balanço da maratona na Semana contra o muro e cobertura das atividades do dia 29 de novembro Coordenação: Ciranda Internacional da Informação Independente e Movimento Palestina para Tod@s http://www.ciranda.net/ e http://www.palestinalivre.org/

“Dizemo-lhes Cantem pela terra que permanece!
Rebelem-se! Ensinem nossa história sombria aos filhos
A fim de que nosso sangue
Permaneça na bandeira dos criminosos
Como sinal de catástrofe.”
(CHAMADA DA TUMBA Mahmud Darwish)

Eventos da Semana internacional de solidariedade ao povo palestino

Caros amigos,
De 29/11 a 04/12 acontece, em todo o mundo, a Semana do Povo Palestino.

O Centro Edward Said de Direitos Humanos, núcleo do Instituto da Cultura

Árabe, do qual faço parte, realizará atividades na Matilha Cultural, espaço na Rego Freitas, próximo ao metrô República.


Nos dias 03, 04 e 05/12 haverá a exibição de dois filmes, alternadamente, e no sábado, dia 04, um debate.


Segue uma breve descrição e o banner criado pelo pessoal do Matilha Cultural.

Em breve teremos o convite eletrônico do ICArabe, para ampla divulgação, que enviarei a todos vocês.

Conto com a presença de todos.
Abraços,
Sâmia.

Semana do Povo Palestino (29/11* e 04/12)
* Dia 29/11 é o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
Núcleo de Estudos Edward Said - Instituto da Cultura Árabe, Oboré e Matilha
- Ponto de Encontro (Encounter Point) - *Direção:* Júlia Bacha e Ronit Avni http://www.mundoarabe2010.icarabe.org/diretores.htm?expanddiv=dropdown12

Documentário, 85 min, 2008.
Ponto de Encontro é uma co-produção entre palestinos, israelenses, norte-americanos e sul-americanos. Mostra os depoimentos de palestinos e israelenses que superam as barreiras e os estereótipos para atuar pelo diálogo. São grupos organizados que estão na vanguarda do movimento que procura estabelecer um ponto de encontro e de coexistência em meio às perdas. Eles sabem que seus passos são justos, que encontram oposição, mas enfrentam com coragem e lutam pela mudanças.


- Nós e os Outros (Selves and Others, A Portrait of Edward Said) - Direção: Emmanuele Hamon. Documentário, 54 min, 2003.
Sinopse: Edward Said é conhecido como um dos maiores intelectuais contemporâneos, professor da Columbia University, autor do Orientalismo e outras obras e grande defensor dos direitos do Povo Palestino. O documentário foi gravado por algumas semanas com Said e sua família, um pouco antes da sua morte em 2003. O resultado é um filme sensível, contundente e profundo sobre Said, sua obra, sua identidade cultural e as principais reflexões que predominaram durante a sua vida e o seu trabalho intelectual.


Para o debate do dia 04/12, teremos:


Soraya Misleh, jornalista, membro editorial da ciranda.net, membro do Movimento Palestina para Todos e diretora de imprensa e divulgação do Instituto da Cultura Árabe. Participou no mes passado do Forum Mundial de Educação que aconteceu na Palestina.


Dirceu Travesso, dirigente da Central Sindical e Popular-Conlutas, participou no mes passado do Forum Mundial de Educação que aconteceu na Palestina.


coordenação: Francisco Miraglia, Professor Titular da Universidade de São Paulo, Vice-Presidente Regional do ANDES-SN, co-coordenador do Núcleo de Estudos Edward Said do Instituto da Cultura Árabe.


ESPAÇO MATILHA CULTURAL - R. Rego Freitas 542 - São Paulo - Brasil - CEP: 01220-010

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domingo, 14 de novembro de 2010

Uma história na Palestina

por Rafiqa Salam Palestina, novembro 2010
comitepalestinasc@yahoo.com.br

Depois de uns dias na Palestina tentando entender por que o mundo disputa esse pedaço de terra, que tem apenas 27 mil km2 entre as lindas águas do mar Mediterrâneo e o Rio Jordão, comecei a conversar com um palestino. Fiquei intrigada com a certeza que aquele homem carregava em suas palavras, cercadas de emoção. Afirmava: “Oitenta e uma vezes, você sabia? Oitenta e uma vezes a Palestina foi invadida! E nós, palestinos, estamos aqui, não saímos e não desistimos, com tudo o que passamos e, agora, também vamos ficar e resistir, a Palestina é dos palestinos, sempre.” Não pensei em relatar a força do exército israelense, o 4º exército mais poderoso do mundo, pois eu estava na frente de um homem que, aos 17 anos, entrou para a Organização pela Libertação da Palestina – OLP! Serviu como soldado, treinou como guerrilheiro, realizou trabalho civil e, forçado pela invasão sionista, viveu, ou melhor, sobreviveu como refugiado em países vizinhos, como o Kuwait, Líbia, Líbano, Jordânia... Em 1995, finalmente, conseguiu voltar para a sua Palestina, mas não para a aldeia onde nasceu, essa ficou na lembrança, não uma lembrança tão doce, conta ele: “Com 11 anos, em 1967, meu irmão e eu saímos a pé, caminhamos, não só nós, minha família, muitos da aldeia, caminhamos muitos dias, até chegarmos na Jordânia, ficamos em campos de refugiados, por muito tempo pensava em minha aldeia, Akraba...” Foi em Jericho a sua morada, por dez anos, num campo de refugiados, onde as casas são de material compensado e não é possível construir, nem aumentar, têm cerca de 50m2. Atualmente, um filho permanece nessa casa e tem mais 32 famílias nesse campo esperando um lugar para serem reassentadas, uma espera de mais de 15 anos... Não tive coragem de perguntar se seria logo ou poderia demorar mais... Hoje, ele, sua esposa e seu outro filho moram de aluguel em Betunnya, uma situação difícil, por causa do custo de vida, mas não tão alto quanto foi quase perder a vida ao ter que fugir do Kuwait depois da Guerra do Golfo em 1991, em que uma coalizão de 33 países, liderados pelos Estados Unidos, decidiu “proteger” o Kuwait do Iraque... Essa história nós já conhecemos... Conta ele: “Eu e mais quatro amigos estávamos dentro de um carro quando fomos atacados por bombas, fugimos pouco antes de acertarem o carro e ele explodiu! Não sobrou nada! Caminhamos 48 horas e entramos no Iraque, mas a nossa saga estava recém começando, fomos presos pelo exército britânico, que nos entregou para o exército da Arábia Saudita, e depois o exército americano tentou nos tirar da prisão passando por “Cruz Vermelha”. Mas, na verdade, queriam nos matar, fizemos greve de fome e, por fim, depois de 60 dias presos, um grupo de franceses da Cruz Vermelha reconheceu nossos passaportes jordanianos e nos levou até próximo à fronteira da Jordânia, nos deixou no deserto e tivemos que caminhar em direção àquele país. Conseguimos carona e entramos na Jordânia, pois desde o início da guerra nós saímos para ir ao encontro de nossas famílias que lá estavam; nossos passaportes eram jordanianos, mas eles achavam que éramos guerrilheiros da OLP...” Percebendo a dor através de suas palavras, resgatei-o para o presente, perguntei sobre a Palestina hoje, como construir o estado palestino, e suas palavras estavam envoltas em um ânimo provocador, cobrando do mundo a obrigação de defender a Palestina. Através do apoio global ao processo de negociação com o Estado de Israel, perguntei, e sua resposta foi enfática: “As negociações só servem para mostrar ao mundo que Israel nada vai ceder, pois se eles quisessem acordo e respeitassem o direito palestino, já teriam reconhecido o estado palestino.” Fiquei muda, e ele continuou: “Uma árvore faz sombra para qualquer pessoa, ela deita embaixo de um pé de oliveira e tem sombra, essa é a história do povo palestino! Esse lugar é abençoado, três religiões nasceram aqui, mas agora as coisas são diferentes, aqui tem escola que um palestino não pode estudar, apenas judeu, tem estradas que carros árabes não podem transitar, só quem tem placa amarela, eu tenho uma carteira de identidade verde que me limita de circular apenas em algumas cidades e não posso entrar na área de 1948, e minha carteira de identidade tem um número que me diferencia, eles criaram uma série para aqueles que foram membros da OLP. Então, se quiserem nos prender, passam a série num checkpoint e, pelo número, somos identificados!” Depois desse relato, como perguntar se ele acredita na construção do estado palestino, na Palestina livre? Meio sem graça, acabei perguntando, então ele respondeu, com as palavras que iniciou essa conversa: “Oitenta e uma vezes, você sabia? Oitenta e uma vezes a Palestina foi invadida! E nós, palestinos, estamos aqui, não saímos e não desistimos, com tudo o que passamos. E agora, também vamos ficar e resistir, a Palestina é dos palestinos, sempre. Você não liberta uma cidade de um invasor apenas com um buquê de flores! Através de negociações e de outras formas e, principalmente, com o fim do apoio dos países europeus e dos Estados Unidos para a construção de assentamentos judaicos, é possível a construção do estado palestino”. Agradeci, entusiasmada com a persistência palestina!
Conheça nosso BLOG http://somostodospalestinos.blogspot.com/

Palestina livre! Viva a Intifada! Resitência até a vitória!Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana" http://www.vivapalestina.com.br/

Uma história na Palestina 2

por Rafiqa Salam Palestina, novembro 2010 comitepalestinasc@yahoo.vom.br
Depois de uma estada sob o sol escaldante em Ramallah, decidi ir para Saffa. Fugi do calor, mas não do inferno da ocupação. Pior que os buracos das estradas em que podemos trafegar com a nossa placa verde, é ver de longe as autopistas israelenses, feito tapetes serpenteando as terras palestinas. Cheguei em Saffa e o calor que me cercou foram os abraços fraternais dos palestinos que já tinham morado no Brasil! Isso mesmo, em Saffa, metade dos palestinos de lá já viveu no Brasil! Muitas conversas e saudade de outros ares mais tranquilos, pois não deu para deixar de ver dois carros do exército israelense passarem nas ruas da tranquila Saffa só para marcar presença... Como pode alguém que já morou no Brasil, que não enfrentou problemas com documentação e permanência, que pode escolher ter brasileiros como vizinhos, que conheceu e conviveu com o jeito alegre dos brasileiros, resolver voltar para a Palestina? Entre um café e outro chá, perguntei. Eles olharam para mim e responderam: “Você quer respostas em palavras? Você com suas perguntas para entender o que o coração decide e não as palavras...” Mas como aprendi com eles a ser persistente, repeti e emergiram doces palavras: “Meu pai fez tudo pela Palestina, fora daqui e aqui dentro. Nós trabalhamos juntos, lembra? Com todas aquelas dificuldades, defendíamos a Palestina livre e contávamos com a maravilhosa solidariedade do povo brasileiro. Mas sabíamos que um dia retornaríamos para cá, era o que meu pai queria. Ele chegou primeiro, em 1999, e eu vim logo depois, minha mãe ainda ficou no Brasil e estava fazendo a documentação para vir. Tanta vida, tanta luta, voltamos para cá, mas quando minha mãe conseguiu vir, meu pai já havia morrido... Então fiquei, casei, tenho três filhos, e essa é a minha casa, essa é a minha terra, esse é o meu país, daqui eu não saio e daqui ninguém me tira.” Fiquei emocionada, todo grande pai tem um grande filho. Tive o prazer de conhecer o pai dele no Brasil, sua família e seu filho, que hoje, um pouco antes da nossa conversa, recebeu, depois de nove anos, meus sentimentos pela morte de seu pai. Trabalhamos juntos na defesa da causa palestina em Porto Alegre, no final da década de 80, e depois em Santa Catarina, nos anos 90, até que em 1999, sempre firme, como tudo o que fez na vida, retornou para sua terra. Seu filho, logo depois, chegou e juntos conheceram o que sobrou da Palestina, como se fosse uma despedida, sem saber que logo a morte seria o que o afastaria de ver sua Palestina livre. E eu sentada ali, na frente daquele homem, hoje com 38 anos, com os filhos pulando em seu colo, sua esposa servindo chá, sua mãe lembrando de sua filha que ainda está no Brasil... Parecia, por um segundo, uma vida tranquila... até ele trazer uma foto... A casa do pai, a casa que foi de toda a família, hoje não existe mais... Só a foto. Mas antes que eu falasse qualquer coisa, ele, com orgulho, disse que aquela nova casa em que estávamos havia sido construída por ele! Falou-me de seu trabalho também, como pedreiro em Mevo Horon, em Israel, nem me arrisquei a perguntar o salário! Mas uma questão me incomodava, então questionei por que ele quis voltar, se no Brasil eles tinham uma boa vida? A resposta não foi em palavras, pois vi em seus olhos o que o coração havia decidido: “Meu pai foi um grande militante, como um comandante na América Latina, e nos criou amando a nossa bandeira. Sempre quis voltar, para morar e morrer no país dele. Ele queria sua família reunida na Palestina. Nasci no Brasil, amo os brasileiros, mas eu sigo o desejo de meu pai. Hoje, eu continuo a fazer o trabalho que realizávamos, vou sempre continuar a lutar pela Palestina livre, mas escolhi o mais difícil: morar aqui e constituir uma família. Para mim, o cotidiano é revolucionário, educar meus filhos transmitindo o amor à terra que recebi é revolucionário e é muito difícil frente às privações que passamos... mas é lindo, fixar raízes, não tem nada no mundo que me faça sair daqui. Se eu sair daqui, minha casa vira um assentamento judaico. Posso retornar ao Brasil, para visitar, mas minha casa é aqui. Em respeito ao meu pai e a todos que permaneceram aqui, fico, para preparar a Palestina para os que virão!” Depois de escutar esse canto que veio de dentro do coração, enxuguei minhas lágrimas e percebi que o calor de Ramallah não era nada, então voltei e vi que era suportável. Agora sei o que significa ficar na Palestina!
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O caso dos palestinos acampados em Brasília

Pela atualidade do texto, decidi publicar o artigo de Thiago Ávila, cujo original foi publicado no dia 14 de maio de 2009 no portal do jornal "O Rebate". O artigo retrata fielmente o mal que algumas autoridades brasileiras fêz aos palestinos trazidos pelo governo brasileiro no final de 2007. Três anos se passaram e os maus tratos continuam.
O original encontra-se em: http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php/index.php?option=com_content&task=view&id=3723&Itemid=42

Thiago Ávila - Qui, 14 de Maio de 2009 12:44

O que está acontecendo com os palestinos?
Antes de explicar a situação dos refugiados palestinos aqui no Brasil, é importante saber de você uma coisa: o que você ganhou de presente de Natal no ano passado? Uma camiseta, um celular, um livro? Talvez você nem tenha gostado do que ganhou, ainda assim, deve lembrar com alegria dos bons momentos passados ao lado da família confraternizando e agradecendo ao ano que se acabava. Para Fahrouk, Ramdam, Kammal e os outros companheiros palestinos refugiados no Brasil, o natal teve um gosto um pouco mais amargo. O ataque genocida de Israel à Faixa de Gaza, onde estão muitos de seus familiares, mostrou mais uma vez o lado podre do nazi-sionismo e a inércia e ineficácia da diplomacia ocidental. Para os refugiados ao redor do mundo, este ataque representava a certeza de que a fúria e o ódio daqueles que fazem da Faixa de Gaza hoje um novo Gueto de Varsóvia iriam destruir o pouco que ainda lhes restava de pátria, onde um dia sonhavam em retornar para viver com seus familiares.

A ONU condenou o ataque verbalmente, o governo brasileiro o qualificou como “uso desproporcional da força”, assim como muitos outros países. Tudo retórica, talvez exceto pela expulsão dos embaixadores israelenses da Bolívia e Venezuela por parte de seus presidentes. A imprensa livre e os movimentos sociais tentaram em vão romper o bloqueio da mídia corporativa, preocupada demais em fomentar o gasto do 13º salário do trabalhador brasileiro. Foram denunciados inúmeras vezes os assassinatos em massa de civis, em sua maioria crianças, e o uso de armas proibidas pela ONU, como o fósforo branco. Apesar disso, assim como acontece com a parcela do território palestino demarcado pela própria ONU, nada aconteceu.

Enquanto isso, um grupo de palestinos estava dormindo no chão, sem atendimento médico, comendo manga e comida doada pelo pessoal do mercado, enquanto clamavam pela atenção dos organismos internacionais para que alguém aliviasse sua dor e sofrimento. Casos como esse são corriqueiros no Oriente Médio, no entanto, dessa vez estamos falando de um fato que aconteceu, e acontece, aqui no Brasil. Essa pequena versão de um campo de refugiados acontece em plena capital federal, em seu bairro mais rico, o Lago Sul, que tem o IDH comparável ao de países como a Suécia e Islândia.

O “programa” para refugiados
É assim a nossa versão tupiniquim da tragédia palestina: O governo, gentilmente (ou para mostrar serviço e ser premiado com um “assento” ao lado dos causadores dos grandes problemas do mundo) oferece nosso país para ser o lar temporário de um grupo de palestinos que estavam em um campo de refugiados na Jordânia. A ONU (a mesma que criou toda essa confusão em 1948), representada aqui pelo ACNUR, recebe dinheiro para cuidar então desses refugiados. No entanto, a ONU não acredita ter o tempo necessário para cuidar dessa situação (claro, afinal, Palestina, Sudão, Colômbia, Haiti, Timor Leste não são os países que mais contribuem com o milionário orçamento desse organismo internacional), então incumbe a Cáritas Brasileira (entidade da Igreja Católica, designada enquanto “representante da sociedade civil”) de monitorar e acompanhar o programa para os refugiados. No caso de algum problema no “programa”, o governo brasileiro diz que só repassa os recursos, a ACNUR não dá nenhuma resposta, pois é um “organismo internacional”, e a Cáritas Brasileira diz que só administra o “programa”, que quem o criou foi a ACNUR e o governo brasileiro.

Mesmo para nós brasileiros parece algo complicado, agora imagine para um estrangeiro que não fala português, não está acostumado com a nossa cultura e ainda necessita atendimento médico. Imagine então se você fosse colocado dentro de um asilo nessas condições, sem ter ninguém com quem se comunicar. O que você faria? Imagine também que os organismos que batem no peito e fazem marketing social dizendo que cuidam de vocês desviassem dinheiro, comprassem eletrodomésticos novos para você, mas lhe entregassem velhos. Como se não fosse suficiente, imagine uma comunidade árabe ausente, um governo que não quer se indispor com a ONU, além de inúmeros aproveitadores à sua volta querendo ganhar destaque e lucrar com a sua deplorável situação. Que fazer?

O ano em que os palestinos acamparam em protesto em frente ao ACNUR
Mais de um ano se passou sem que nenhum dos envolvidos pudesse resolver a situação. Inúmeras foram as vezes em que levamos os companheiros às pressas para o hospital, por conta de seus problemas de saúde, ainda mais agravados pelo desumano tratamento que lhes era dispensado pelas autoridades. Chegou uma hora em que o impasse gerou o mesmo conformismo que impregna todo o conflito israelense e palestino: a idéia de um caso sem solução.

E assim ficaria até que, para piorar a situação, o ACNUR, com a ajuda do digníssimo judiciário brasileiro (aquele mesmo que barra a reforma agrária, solta Daniel Dantas e criminaliza os movimentos sociais), consegue uma autorização para retirá-los da frente da bela mansão-sede do ACNUR com ajuda da Polícia Federal. Era uma bela manhã de sábado quando alguns dos vizinhos ricos viam sua bela vizinhança sendo “higienizada”, removendo aqueles senhores do caminho. Outros vizinhos, mas estes loucos ou desavisados, que tinham de alguma forma criado um carinho pelas pessoas que, de forma tão determinada, protestavam em frente às suas casas (apesar do ACNUR ter enviado uma carta a cada vizinho dizendo para NÃO ajudarem os palestinos), discutiam com os policiais inutilmente.

O que pensava o ACNUR? Que os palestinos, justo eles, iam desistir ao primeiro sinal de violência? Que ia adiantar jogar para longe as suas coisas, que eles se calariam e resignariam? Obviamente, não foi isso que aconteceu. Os nossos dignos e corajosos companheiros palestinos resistiram, colocaram suas coisas um pouco mais afastado da sede-mansão do ACNUR, mas ainda ficaram por lá, dessa vez na avenida principal do Lago Sul. Foi um ato de coragem maravilhoso, mas que infelizmente introduziu na história um personagem talvez ainda mais sinistro que todos os anteriores: nosso digníssimo governador do DF, ex-violador de painel eletrônico, atual chefe da polícia, José Roberto Arruda. A saída da frente da sede do ACNUR fez com que a polícia deixasse de enxergar aquilo como um ato político de protesto e encarasse como uma mera ocupação de área pública, justamente no lugar onde todo mundo sabe que não se pode ter ocupação de área pública.

O que aconteceu em seguida seria óbvio, não fosse pela proporção que atingiu. Eram mais de vinte viaturas da Polícia Militar e seus grupos táticos com rifles, talvez em maior número que para prender Daniel Dantas ou os grandes bandidos do tráfico de drogas no Rio e São Paulo. A ação militar tinha como objetivo não apenas assustar e intimidar os palestinos e seus apoiadores, mas também dar o recado para qualquer pessoa que tentasse ocupar um local no Lago Sul. Curiosamente, a operação era comandada por um oficial SUDESA, a Superintendência de Defesa do Solo e da Água (a mesma que não se manifesta para defender o solo de pessoas como Pedro Passos e as águas de gente como PaulOOctávio). Funcionários do GDF recolhiam as coisas e as atiravam em um caminhão, apreendendo as barracas, as roupas, os alimentos e todos os outros “luxos” que os palestinos tiveram nesse ano em que acamparam no chão. Teriam levado tudo, não fosse pela ajuda de alguns companheiros solidários com os palestinos que aceitaram guardar as coisas em suas próprias casas. Para os que presenciaram o fato, era inconcebível tamanha mobilização militar para retirar um grupo de idosos pacíficos de seu protesto político. Era uma versão brasileira do “uso desproporcional da força”, tão criticado por Lula e Celso Amorim, agora praticado pelo governador e seus “capangas”.

O desespero tomou conta por muitas vezes dos companheiros palestinos nesse dia. Agora encontravam-se na rua sem assistência do governo, da ACNUR ou da Cáritas, sem tratamento médico, quase sem apoio da comunidade palestina e árabe e agora sem suas barracas e o pouco de alimento que lhes restavam. Parecia demais para pessoas que tinham sofrido uma vida de privações, de acossamentos e de abusos perpetrados pelo nazi-sionismo. Para eles, era a extrema-unção definitiva da ingênua idéia e do sonho do país tropical, terra de deus, que lhes foi oferecida enquanto estavam em um triste campo de refugiados palestinos na Jordânia.

Uma nova fase do conflito
Sem casa, sem barraca, quase sem alimentos, o grupo de palestinos, principalmente as mulheres grávidas e as crianças, saiu de lá e concentrou-se em um alojamento cedido pela comunidade árabe para a emergência, que expira essa semana. Uma viatura da polícia manteve-se no local, como se fosse uma bandeira cravada no chão dizendo: nós vencemos. Só que os policiais deram de cara com uma coisa que eles não contavam: a persistência, a dignidade e a determinação ferrenha dos palestinos Fahrouk e Ramdam.

Sem comida, sem teto, sem cobertor, sem amigos, eles permaneceram lá, como quem fica simplesmente sentado na grama conversando com um amigo. Não carregam consigo nada grande, porque senão caracteriza uma ocupação e serão presos pelos policiais. De noite acendem um fogo para espantar o frio, mas ainda estão expostos ao sereno e às chuvas. Mais de uma semana já se passou desde o despejo, no entanto os dois palestinos resistem, em uma demonstração clara de dignidade e moral. Eles são dois, assim como são a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, resistindo pequenininhos, apesar de toda a ofensiva imperialista do vizinho. É uma singela representação do que acontece no Oriente Médio e, em ambos os casos, pode ter um final diferente dependendo da nossa intervenção.

Como ajudar?
A urgência da situação nos obriga a sermos rápidos. A saúde de todos os refugiados palestinos está em jogo, além de todos nós sabermos que eles merecem um tratamento humano. Cabe agora a nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, ajudarmos essas pessoas que estão dando a cada dia uma nova lição de dignidade, de valentia e pureza. É importante concentrar os esforços de forma organizada e eficiente, para podermos desfazer um pouco do mal que alguns maus representantes de nosso maravilhoso país tropical fizeram a essas pessoas. Moradia, alimentação, tratamento médico, são apenas algumas das necessidades que passam esses grandes homens sem pátria, filhos de uma brava terra para a qual eles não podem voltar, longe de sua família, com nada que lhes comprove o direito a viver ali exceto um papel sem valor da ONU, que demarcou tanto o território israelense como o palestino. Cabe a nós agora formar uma rede de apoiadores e ajudar da melhor maneira possível, e sim, é possível, a esses corajosos homens de paz, de amor e de justiça, que sonham em ver um dia esse planeta onde vivemos transformado na Terra, a Pátria do Homem.

Um enorme abraço internacionalista para todos vocês,

Thiago Ávila

sábado, 16 de outubro de 2010

Oporutnidade para exigir respeito aos direitos dos refugiados no Brasil

Olá amigos


Evento segunda feira, dia 18/10: A prática dos Direitos internacionais dos refugiados no Brasil

É uma oportunidade única para desmascarar de vez a farsa do programa de reassentamento de refugiados palestinos no Brasil e exigir que os direitos dos refugiados sejam respeitados de fato.

Veja o local do evento no mapa que está no link abaixo

http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=Avenida+Brigadeiro+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020,+S%C3%A3o+Paulo&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=64.681899,110.390625&ie=UTF8&hq=&hnear=Av.+Brg.+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01318-002&ll=-23.565482,-46.647531&spn=0.003934,0.006738&z=17


Mauro Rodrigues de Aguiar
(11) 8389-2026
(11) 4796-5484




18 de outubro de 2010

Local:

Auditório da Procuradoria

Regional da República 3ª Região

Endereço:

Av. Brigadeiro Luís

Antônio, 2020

Horário:

das 14h00 às 18h00

Contato:

011 3397-1423 ou

fgama@prefeitura.sp.gov.br

Inscrições gratuitas

Não será fornecido certificado



Programa
14h00 - 14h30 : abertura - Prof. André de Carvalho Ramos (FADUSP

e PRR3), Prof. Guilherme Assis de Almeida (FADUSP

e SJDC), Dr. Renato Zerbini Leão (CONARE) e Luiz

Fernando Godinho (ACNUR).



14h30 - 14h55: "A Judicialização do Refúgio no Brasil"- Dra. Liliana

Lyra Jubilut, Doutora em Direito Internacional pela

Universidade de São Paulo.



14h55 - 15h20:

“Aspectos Críticos da Proteção dos Refugiados no

Brasil”

- Dr. Jefferson Dias, Procurador Regional dos

Direitos do Cidadão (MPF)



15h20 - 15h45:

"Tratamento Administrativo do Solicitante de

Refúgio"

- Dr. Fábio André Lopes Simões, Delegado

da Polícia Federal



15h45 - 16h00:

Intervalo



16h00 - 16h25:

“Perspectivas da Proteção dos Refugiados" - Luiz

Fernando Godinho (ACNUR)



16h25 - 16h50:

“Defensoria Pública da União e o Refúgio" - Dr.

João Paulo de Campos Dorini, Defensor Público da

União (DPU)



16h50 - 17h15:

“Questões práticas do Reassentamento" - Dr.

Orlando Fantazzini, Secretário de Habitação de

Guarulhos



17h15 - 18h10:

Perguntas, debate e encerramento

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sexta Cultural da APEOESP

Hoje(15), a partir das 20h, haverá a "Sexta Cultural" na Apeoesp Mogi, Rua Barão de Jaceguai, nº 84. Compareçam, toda a renda com a venda de comidas árabes e bebidas será revertida para a conta de apoio às famílias palestinas de Mogi.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Apresentação de dois vídeos sobre os palestinos reassentados no Brasil

O Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último sábado
de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens
independentes.

Participe.

Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.

CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO

CONVIDAM PARA A SESSÃO DE FILMES INDEPENDENTES

Sábado, 25 de Setembro - 18:30 horas
GRÁTIS


RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
(EM FRENTE AO BAR IBOTIRAMA)

programação:
A Chave da Casa - Documentário 64 minutos
Retrata a saga de palestinos perseguidos na guerra do Iraque e acolhidos
pelo Brasil.

Direção: Paschoal Samora, Stela Grisotti

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=
Filhos de Nakba Documentário 20 minutos
Coordenação: Profa. Ms. Cecília Luedemann
Entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes.

Realizadores debatem suas produções.
Bate papo + Música
Mais Informações:

lunetim@hotmail.com

11 – 3214.3906 / 7038.6836 / 6181-2405

Apoio:
www.bangalo.estantevirtual.com.br
www.teartecer.blogspot.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Falecimento da Sra. Rhameh Shaaban Al Hamidi

Com profundo pesar, informo que morreu ontem, 13/09, a Sra. Rhameh Shaaban Al Hamidi, a sexta vítima fatal do descaso do programa de reassentamento solidário que trouxe 117 refugiados palestinos para o Brasil em 2007.

No início deste ano a Sra. Rhameh recebeu a informação de que seu RNE estava pronto e que ela deveria ir a São Paulo, na polícia federal, no bairro da Lapa, para retirá-lo.

Um de seus filhos a levou de trem, mas chegando lá não pode retirar o tão esperado documento porque uma letra do seu nome estava escrito incorretamente.

Talvez pelo aborrecimento que passou, durante a viagem de volta, começou a sentir fortes dores abdominais e, chegando na estação de Mogi das Cruzes, foi levada diretamente para o hospital, onde descobriu-se que ela estava com câncer, daí em diante sua saúde começou a se deteriorar rapidamente.

Ás últimas semanas foram de uma agonia terrível para ela. Já não conseguia se alimentar, sentia fortíssimas dores e os medicamentos, bem como a quimioterapia já não faziam efeito.

O sepultamento ocorreu na tarde de 13/09, no cemitério islâmico de Guarulhos.

Numa merecida homenagem a Sra. Rhameh, colo abaixo o link de um vídeo que encontrei no You Tube a poucos dias, gravado quando os palestinos que em poucos dias seriam trazidos para Mogi das Cruzes ainda se encontravam no Campo de Ruweished, deserto da Jordânia, onde aparece a Sra. Rhameh, juntamente com sua família.

http://www.youtube.com/watch?v=nnSBMt1kQgM&NR=1&feature=fvwp

sábado, 11 de setembro de 2010

Os judeus do Irão vivem muito melhor do que os palestinos de Gaza

Há 25 mil judeus no Irã. É a maior população judaica no Oriente Médio fora de Israel. Os judeus iranianos não são perseguidos nem sofrem abusos do estado; de fato, estão protegidos sob a constituição iraniana. São livres para praticar sua religião e para votar nas eleições. Não são parados e revistados em checkpoints, não são brutalizados por um exército de ocupação e não estão confinados numa colônia penal densamente povoada (Gaza) onde sejam privados dos meios básicos de subsistência. Os judeus iranianos vivem dignamente e gozam dos benefícios da cidadania.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad é demonizado pela mídia ocidental. É chamado de anti-semita e de "novo Hitler". Mas se essas alegações fossem verdade, então porque a maioria dos judeus iranianos votou em Ahmadinejad nas recentes eleições presidenciais? Será possível que a maior parte do que se sabe sobre Ahmadinejad seja baseado apenas em boatos e em propaganda?

Este trecho apareceu num artigo da BBC:
"O gabinete (de Ahmadinejad) fez recentemente uma doação monetária para o Hospital Judaico de Teerã. É um dos quatro únicos hospitais judaicos de caridade no mundo e foi fundado com dinheiro da diáspora judaica – coisa notável no Irã onde mesmo as organizações locais de ajuda têm dificuldade em receber fundos do estrangeiro por medo de serem acusados de agentes estrangeiros".
Quando foi que Hitler alguma vez doou dinheiro para hospitais judeus? A analogia com Hitler é uma tentativa desesperada de lavagem cerebral aos americanos. Nada nos diz sobre quem realmente é Ahmadinejad.

As mentiras sobre Ahmadinejad não são diferentes das mentiras sobre Saddam Hussein ou Hugo Chávez. Os EUA e Israel estão tentando criar uma justificação para outra guerra. É por isso que a mídia credita a Ahmadinejad coisas que ele realmente nunca disse. Ele nunca disse que quer "varrer Israel do mapa". Essa é mais uma ficção. O autor Jonathan Cook explica o que disse realmente o presidente:
"Este mito tem sido interminavelmente reciclado desde que ocorreu um erro de tradução num discurso de Ahmadinejad dois anos atrás. Especialistas em farsi atestaram que o presidente iraniano, longe de ameaçar com a destruição de Israel, estava citando um antigo discurso do Aiatolá Khomeini no qual ele reassegura aos apoiadores da Palestina que "o regime sionista em Jerusalém" iria "desaparecer das páginas do tempo".

Ele não estava ameaçando exterminar judeus ou Israel. Estava comparando a ocupação israelense da Palestina com outros sistemas ilegítimos cujo tempo havia passado, incluindo os xás que outrora governaram o Irã, o apartheid na África do Sul e o império [NR] soviético. Não obstante, a tradução errônea sobreviveu e prosperou porque Israel e seus apoiadores a exploraram para seus próprios propósitos de propaganda" ("Israel's Jewish problem in Tehran", Jonathan Cook, The Electronic Intifada)
Ahmadinejad não representa qualquer ameaça para Israel ou para os EUA. Como todos no Oriente Médio, ele quer apenas um alívio da agressão israelense e norte-americana.

Isto é da Wikipedia:
"O Departamento de Estado dos EUA tem alegado discriminação no Irã contra judeus. De acordo com seu estudo, os judeus não podem ocupar posições importantes no governo e estão proibidos de servir nos serviços judiciário e de segurança e de tornar-se diretores de escolas públicas. O estudo diz que cidadão judeus podem obter passaportes e viajar para fora do país, mas a eles são freqüentemente negadas as permissões de múltiplas saídas normalmente concedidas a outros cidadãos. As alegações feitas pelo Departamento de Estado norte-americano foram condenadas pelos judeus iranianos. A Associação de Judeus de Teerã diz numa declaração, "nós judeus iranianos condenamos as declarações do Departamento de Estado dos EUA sobre as minorias religiosas iranianas, anunciamos que estamos totalmente livres para executar nossos deveres religiosos e não sentimos nenhuma restrição para realizar nossos rituais religiosos".
Em quem deveríamos acreditar: nos judeus que realmente vivem no Irã ou nos encrenqueiros do Departamento de Estado norte-americano?

Há seis açougues kosher, 11 sinagogas e diversas escolas hebraicas em Teerã. Nenhum funcionário de Ahmadinejad nem de qualquer outro governo iraniano fez qualquer tentativa de fechar essas instalações. Nunca. Judeus iranianos são livres para viajar (ou mudar-se) para Israel se assim o desejarem. Não estão aprisionados por um exército de ocupação. Não estão privados de alimentos ou remédios. Seus filhos não crescem com doenças mentais originadas do trauma da violência esporádica. Suas famílias não são atingidas por barcos armados atirando enquanto circulam nas praias. Seus apoiadores não são esmagados por escavadeiras ou atingidos na cabeça por balas de borracha. Não são atingidos por gás ou espancados quando fazem demonstrações pacíficas por suas liberdades civis. Seus líderes não são caçados e assassinados premeditadamente.

Roger Cohen escreveu um ensaio bastante cuidadoso sobre este tema para o New York Times. Diz ele:
"Talvez eu seja um pouco tendencioso em relação aos fatos mais do que a palavras, mas digo que a realidade da civilidade iraniana acerca dos judeus nos diz mais sobre o Irã – seu refinamento e cultura – que toda retórica inflamada. Isso pode ser devido a eu ser judeu e ter sido freqüentemente tratado com tanta gentileza no Irã. Ou talvez eu esteja impressionado com a fúria contra Gaza, trombeteada em posters e na TV iraniana, nunca se ter convertido em insultos ou violência contra judeus. Ou talvez seja porque eu esteja convencido de que a caricatura do Irã como "o Mullah Doido" e a comparação de qualquer vínculo com Munich em 1938 – uma posição popular em alguns círculos judaicos norte-americanos – seja incorreta e perigosa". ("What Iran's Jews Say", Roger Cohen, New York Times )

As coisas não são perfeitas para os judeus que vivem no Irã, mas são melhores do que para os palestinos que vivem em Gaza. Muito melhor.

18/Agosto/2010
[*] fergiewhitney@msn.com

[NR] A expressão é do sr. Cook. A URSS nunca foi um império.

O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/whitney08182010.html . Tradução de RMP.

Exte texo foi extraído na íntegra de: http://resistir.info/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sarau Lundu - dia 11 - 19h - Casa de Cultura Raul Seixas

http://almaambiental.blogspot.com/2010/09/sarau-lundu-casa-de-cultura-raul-seixas.html

SARAU LUNDU - A arte como Resistência Cultural
Local: Rua Murmúrios da Tarde, 211 - Parque Raul Seixas - Itaquera - São Paulo

O Sarau Lundu é uma iniciativa da organização ALMA Ambiental dentro do projeto Ponto de Cultura CohabitArte, realizado em parceria com o Coletivo Libertário Trinca, que apóia famílias palestinas em situação de exílio e com o Ponto de Cultura CAMI que apoia os migrantes latinos.

A data 11 de setembro foi marcada pela tragédia ocorrida com as torres gêmeas nos Estados Unidos. E a partir desta lembrança propomos uma reflexão sobre as guerras que ainda fazem parte do cotidiano de muitos povos, e o povo homenageado neste sarau é o povo Palestino!

O evento é de cunho sociocultural que tem como objetivo, além de fortalecer a produção cultural local por meio do encontro entre artistas profissionais de vários seguimentos e localidades que representam as inúmeras formas de resistir culturalmente, apoiaremos essas famílias palestinas antes de tudo no acolhimento, uma re-união de povos em prol de uma cultura paz.

Programação

O olhar

- Exposição da fotógrafa Jennifer Balcomben - Ambientação de Samara Costa
- Vídeo interação com o filme “A Chave da Casa”

A dança e o verbo

- Dialógica Cia de Dança
- Fragmento Popol Vuh - com Leticia Leal e Raphael Sant'anna. ( cena inspirada no espetáculo teatral "POPOL VUH - primeiros cantos da escrita do Deus", da Escola Livre de Teatro )

- Quântica Teatro Laboriatório

- Cia Mapiguary- com o conto “O marido da mãe d’água”

- Demonstração de Kenpo Indiano com Mavu Tsnin

- Alexandre Aguipe- com a intervenção “SHAPE”

- Danças e cantos indígenas- Com o índio Buu Tukano

- Poesia Palestina de Combate- Coletivo TRINCA

- Renata Ribeiro- Vermelhos, pretos e Brancos

Músicas dos povos

- O Corpo da Terra- Com Dani Boni e Mavu Tsnim
(musica experimental)

- Engrenagem Urbana, Samuel Porfírio e Maria Elvira
(Hip Hop e MPB Alternativo)

- Fernando Reche e Pablo Zuniga- Musica Instrumental Boliviana
(Vencedor do prêmio Charango de Outro Internacional)

- Grupo Sakura Fubuki – Apresentação de Taikô- Tambores Japoneses
Arthur Philiphi- Música Erudita

-Jackson Ricarte- Viola Caipira

- Ibaque- Nesse encontro, através da música, o grupo contará algumas histórias de povos brasileiros e suas resistências superadas pela sua cultura. Numa linha do tempo passarão por algumas células rítmicas básicas que elegem como referência e seus respectivos movimentos embalados pela vibração do couro que mantém a ligação com a terra vencendo o próprio tempo.

sábado, 4 de setembro de 2010

BDS, o boicote internacional a Israel

Quem tem mais de 30 anos decerto se lembra do boicote internacional ao regime do apartheid da África do Sul. Essa campanha abalou a economia do país africano, obrigou-o a pôr um fim ao racismo e a elaborar uma nova legislação, que garantiu os direitos da população negra -- até então marginalizada pelos sucessivos governos, confinada a guetos, impossibilitada de exercer direitos civis.
O boicote a Israel tem o mesmo objetivo: acabar com o regime que impede aos palestinos os direitos civis, que impôs o bloqueio a Gaza, que ocupa as terras palestinas para anexá-las ilegalmente a Israel, que constroi o Muro da Vergonha.
Chamado BDS, sigla em inglês para para Boicote, "Desinvestimento" e Sanções (Boycott, Divestment, and Sanctions), o movimento é forte na Europa e nos Estados Unidos. Pessoas físicas, distribuidoras, supermercados, universidades e empresas de diversas áreas deixaram de comprar produtos produzidos em Israel ou de empresas israelenses instaladas em terras palestinas. Também evitam comprar produtos que, direta ou indiretamente, financiam e apoiam a violência contra os palestinos -- caso da Cartepillar, cujas escavadeiras são utilizadas para destruir casas de famílias palestinas.

Os resultados têm sido animadores. As vendas da Coca-Cola, por exemplo, caíram tanto no Oriente Médio que uma empresa local de refrigerantes ocupou esse espaço e hoje já exporta para o mercado europeu. Muitas companhias israelenses instaladas de modo ilegal nas áreas de ocupação (território palestino) tiveram de fechar as portas, por falta de compradores para seus produtos.

Há também o boicote cultural, acadêmico e esportivo, apoiado por nomes famosos. Elvis Costello chegou a escrever uma carta emocionante, afirmando não pisar em Israel para não compactuar com a tragédia imposta aos palestinos. Intelectuais de todas as partes do mundo deixaram de atender convites para palestras e visitas a Israel.

Para quem ainda não sabe, os palestinos são proibidos, entre outras coisas, de entrar em Israel. Precisam, para isso, de um salvo-conduto, em geral negado ou recolhido sem nenhuma explicação. Por isso, atividades comuns como visitar parentes, ir à escola ou à universidade, procurar auxílio médico em hospitais são praticamente proibidas aos palestinos, literalmente presos no pouco espaço que lhes restou depois que Israel invadiu a Palestina, nos anos 1940.
Os palestinos tampouco podem circular pelas estradas abertas em seu território pelo governo de Israel. Modernas e asfaltadas, são exclusivas para israelenses. Aos palestinos restam estradinhas de terra batida, esburacadas, sem iluminação.

A água e a energia elétrica são racionadas, pelas autoridades de Israel, aos palestinos, ao passo que os cidadãos israelenses as têm à vontade. É comum ver crianças palestinas tomando água em baldes, pois as torneiras de suas casas estão secas, enquanto, a poucos metros dali, em casas luxuosas, israelenses aproveitam suas piscinas -- cheias, evidentemente. Também é comum, à noite, ver casas palestinas às escuras, enquanto as luzes das residências israelenses ofuscam o olhar.

Essa situação tem um nome: apartheid. Racismo. Intolerância. Violação aos direitos humanos fundamentais.


Como participar do BDS
Se você pretende aderir à campanha, observe, quando for comprar um produto, o código de barras estampado na embalagem ou na etiqueta. Se o código for iniciado com os números 729, não compre. Eles indicam produtos fabricados em Israel.


Se você quiser boicotar também produtos dos EUA e do Reino Unido -- que apoiam diretamente, com dinheiro e armas, a opressão aos palestinos --, atente para os números iniciais 00-09 (EUA) e 50 (Reino Unido). E não compre produtos cujo código de barras comece com esses algarismos.

Há companhias que financiam o regime israelense do apartheid, colaborando para a violação dos direitos dos palestinos. Evite comprar produtos dessas empresas. Espalhe para suas listas de discussão, para seu cadastro (mailing), para os amigos, familiares, vizinhos, conhecidos. Ao adquirir um produto dessas empresas, estaremos compactuando com a opressão aos palestinos -- nosso dinheiro, na forma de lucro, será enviado para manter o regime racista de Israel.

Para saber mais, baixar material para trabalhar pela causa, conhecer o que rola no mundo:
Inminds
Stop the Wall
Global BDS Movement

NÃO COMPRE PRODUTOS DESTAS EMPRESAS (ELAS FINANCIAM O REGIME DE APARTHEID DE ISRAEL):





Copie as imagens e cole em seu blogue, no twitter, no Facebook, no Orkut, em todas as redes web das quais você faz parte. Vamos ajudar a acabar com o apartheid de Israel e demonstrar nosso apoio aos direitos humanos, retirados do povo palestino pelas autoridades sionistas.













Agradecimentos à Fonte:

domingo, 29 de agosto de 2010

Artistas recusam atuar em colonatos judeus em território palestino

Mais de 50 artistas bem conhecidos em Israel assinaram uma petição onde garantem que não vão actuar no colonato judeu de Ariel ou noutros locais da Cisjordânia. Ariel é uma das maiores povoações ilegalmente construídas em território palestiniano, com 18 mil habitantes. No documento os actores, realizadores, e dramaturgos afirmam que se os habitantes de Ariel quiserem ir ao teatro vão ter que viajar até Tel Aviv. Esta posição está a gerar grande controvérsia em Israel, a dias do recomeço das negociações directas em Washington, em que a questão dos colonatos é umas das mais difíceis. O dramaturgo e encenador Joshua Sobol, um dos artistas signatários da petição, explicou ao jornalista Nuno Felício a sua posição.
2010-08-29


http://www.rtp.pt/noticias/?t=Artistas-recusam-actuar-nos-colonatos-judeus-em-territorio-palestiniano.rtp&headline=46&visual=9&article=371066&tm=7

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Movimento internacional BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções

Ooooooooooooba... está funcionando o movimento internacional de boicote cultural contra Israel, a julgar pela matéria publicada no portal do jornal O Globo de hoje, http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/08/24/artistas-como-elvis-costello-meg-ryan-fazem-boicote-cultural-israel-917467574.asp

Recentemente assinamos, juntamente com vários movimentos de solidariedade ao povo palestino um apelo ao excelente músico brasileiro, Hermeto Pascoal, para que seja mais um a aderir a esse boicote de artistas e cancele sua participação no Red Sea Jazz Festival em Eilat/Israel, cujo teor segue abaixo:

"CARTA ABERTA AO MÚSICO BRASILEIRO HERMETO PASCOAL"

Caro Hermeto Paschoal,

Nós, que conhecemos o seu trabalho e admiramos o seu talento, temos orgulho do fato de você ser um brasileiro e projetar internacionalmente o nome do nosso país de forma tão positiva. Entretanto, ficamos surpresos quando recebemos mensagens de alguns estudantes e intelectuais europeus, comunicando sua decisão de realizar uma performance no Red Sea Jazz Festival em Eilat/israel.
Juntamente com pessoas de consciência em todo o mundo, temos feito enormes esforços no sentido de aliviar o sofrimento do povo palestino que vem sendo vítima, há mais de sessenta anos, de um genocídio praticado por Israel. Nos últimos anos, as atrocidades de Israel contra o povo palestino têm se agravado enormemente, a ponto do chamado estado judeu ser hoje o país mais repudiado do mundo.
Enquanto a maioria dos políticos, governos dos países mais poderosos do mundo e a mídia se calam diante da maior injustiça que já se cometeu contra um povo: roubo de suas terras, expulsão de seu país, limpeza étnica, destruição de seus lares, matança indiscriminada, prisão em massa e tortura institucionalizada entre muitas outras atrocidades; povos de várias nacionalidades se unem em solidariedade à dor dos palestinos usurpados, tentando fazer ecoar seu grito por socorro, por justiça e por paz através do movimento internacional pacífico do BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções.
Ilan Pappe , reconhecido intelectual israelense e presidente do Departamento de História da Universidade de Exeter, Inglaterra, disse em uma entrevista que: “Durante a década de 1980, o BDS da África do Sul incluiu um boicote cultural em que músicos e artistas de todo o mundo se recusaram a realizar suas apresentações no estado de apartheid. Além do apoio internacional à população negra subjugada na África do Sul , naquela época , essa política foi instituída para expressar que nenhum diálogo real -econômico , acadêmico ou cultural , poderia ter lugar em conjunto com as atrocidades do apartheid. “
Em relação a Israel, a campanha do BDS internacional assume uma enorme importância, tendo em vista que a realidade vivida pelos palestinos nos territórios ocupados por Israel é ainda mais dramática: além do apartheid imposto pela construção do muro de separação na região chamada Cisjordânia, Israel impõe ao povo de Gaza um cruel cerco que, transformou esta pequena faixa de terra mais densamente povoada do mundo em um campo de concentração a céu aberto.
Colocar sua arte, seu talento e seu brilho a serviço de um dos mais repudiados regimes políticos, o apartheid e fascismo, significa legitimizar esses regimes e dar suporte aos crimes contra a humanidade praticados por Israel contra o povo palestino , desrespeitando as leis internacionais, principalmente a Quarta Convenção de Genebra em seus artigos que tratam dos Direitos Humanos.
Nesse sentido, queremos demove-lo de participar de um Festival de Jazz que tem como conseqüência trágica a legitimidade do holocausto palestino. Por favor, se recuse a cumprir tal papel. Muitos artistas no mundo tem se recusado a ganhar prestigio sacrificando valores humanos muito caro nos dias de hoje, como a solidariedade, a dignidade, a fraternidade ....
Aproveitamos a oportunidade para convidá-lo a se juntar a nós na luta pelos Direitos Humanos, por justiça, paz e liberdade para o povo palestino e para todos os povos oprimidos do mundo.
"O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética”.- Mahatma Gandhi
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles. Contra eles “- Mahatma Gandhi
“O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje, hoje, só eles estão calados.” The Independent

PARA ABRIR OS OLHOS – O sítio que lhe indicamos abaixo é um pequeno exemplo do sofrimento do povo palestino, no último período. Se houver interesse em conhecer a tragédia desde o início da ocupação, por favor, entre no sítio somostodospalestinos.Blogspot.com , lá encontrará indicações de sítios com tal conteúdo.
Não deixe de ver essa “pequena amostra” do tratamento que os sionistas, ocupantes da Palestina dão aos civis, às mulheres e, sobretudo às crianças:

http://giwersworld.org/antisem/GAZA-pics/index.html


Assinam:

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro e Niterói
Comitê Democrático Palestino do Brasil - CAPAI
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Frente em Defesa do Povo Palestino
Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino
Centro Cultural Árabe Palestino do Rio Grande do Sul
CLP: Comitê pela Libertação da Palestina
Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino
Comitê de Solidariedade com a Palestina de Portugal
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PSOL – Nova Iguaçu
MORENA cb - Movimento Revolucionário Nacionalista - círculos bolivarianos
Sociedade Divulgadora do Rio de Janeiro
Sociedade Islâmica de Rio de Janeiro
Conferencia Cultural Árabe Brasileira
Centro Cultural Árabe Brasileiro
Associação Islâmica de São Paulo
Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo
Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo
União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil
Juventude Novos Palmares
Revolutas
MTD-RJ pela base - Movimento de trabalhadores desempregados /RJ
Movimento Mulheres pela P@Z!
MST
Rede para Difusão da Cultura Árabe-brasileira Samba do Ventre
Marcha Mundial de Mulheres
FDIM - Federação Democrática Internacional de Mulheres
CSP-Conlutas - Coordenação Nacional de Lutas
Instituto Jerusalém do Brasil
Mopat - Movimento Palestina para Tod@s
Coletivo Libertário Trinca
Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo (CEAr-USP)
Gabo Sequeira, trovador
Mauri Antonio da Silva -Professor de Sociologia e Secretario Geral da Associação dos Docentes de Ensino Superior de Santa Catarina
Movimento nacional quilombo raça e classe da Conlutas
UJC - União da Juventude Comunista
MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia- RJ
Nita Freire - educadora, viúva de Paulo Freire
Ciranda Internacional da Informação Independente.

domingo, 22 de agosto de 2010

As fotos "souvenir" dos soldados israelenses (20/08/2010. The Guardian)

http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2010/aug/17/israel-palestinian-territories#/?picture=365837207&index=2

As fotos abaixo são de soldados israelenses no Facebook posando com prisioneiros palestinos e corpos. Os soldados dizem que são apenas "fotos de recordações" e a ex-soldada eden abergil disse à rádio do IDF que "ainda não entendo o que fiz de errado, não há violência nem intenção de humilhar. Eu só tive a minha foto com eles no fundo para lembrar a experiência. Não foi uma declaração política ou de qualquer tipo. Tratava-se de recordar a minha experiência no exército e o que ele é"

Ou SEJA, mais uma vez atestamos que a lavagem cerebral é brutal e definitivamente os palestinos não são seres humanos para eles... as fotos abaixo que
eles chamam de "souvenir" estão no facebook dos soldados e foram publicadas pelo The Guardian, semana passada.

Fotos de soldados com os seus "troféus" são comuns, diz o grupo Breaking the Silence(Quebrando o Silêncio). Não ver os palestinos como seres humanos é a posição padrão para muitos na Força de Defesa israelense.















Soldado com arma apontada para um palestino.O homem na terra pode já estar morto






















Um soldado de folga tem sua foto tirada ao lado de um prisioneiro amarrado e vendado







Um palestiniano capturado é levado a bordo de uma ambulância - mas não antes de seu captor aproveitar a oportunidade de tirar uma foto de souvenir