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quinta-feira, 12 de março de 2009

Ser contra o Estado de Israel, não é ser contra os judeus


Se o Estado brasileiro fosse fascista como o Estado de Israel, seria comum muita gente desejar o seu fim. Por muito menos, os anarquistas desejam o fim de todos os estados do mundo, pois acreditam que é impossível ter uma vida digna, baseada na solidariedade, no apoio mútuo, sem exploração e sem opressão, dentro de um estado.
Mas o Estado de Israel foi cristalizado de tal maneira que é uma ofensa até mesmo para (alguns anarquistas, inclusive) os esquerdistas, o seu fim. Criado sob a égide do holocausto, do infortúnio de milhões de judeus o estado de Israel tornou-se imune. Desejar o seu fim é um absurdo.
A história da humanidade está baseada na oposição entre vítima e vilão, ou seja, baseada nas lamúrias dos que perdem e na versão vitoriosa dos ganhadores. Vários povos foram dizimados assim, vários outros se expandiram também. O Estado de Israel tem o poder dicotômico de ser dos dois lados. Quando convém, faz do mundo todo o muro das lamentações lembrando do nazismo, em contrapartida sabe muito bem utilizar-se da "vitória" quando do roubo do território alheio. Portanto, reclama de um lado e oprime do outro. Isso é tão verdade que, criticar a existência de um estado que, previsivelmente, explora, assassina e expulsa os palestinos é um abuso. Dizer que é contra um Estado que jamais respeitou sequer as deliberações da ONU, assusta.
O exemplo anarquista deixa claro que o estado não são as pessoas, o anarquimo ontológico afirma que o mapa não é o território. O Hamás está longe de ser anarquista, mas toda vez que declara não reconhecer a existência do Estado de Israel, jamais declarou ser contra os judeus. Absurdo seria reconhecer um estado que em apenas 60 anos de existência, já foi protagonista de tantas guerras e, por meio delas, passou por cima de qualquer legislação (ética e sensibilidade humana é impossível um estado respeitar), roubando terras, despejando pessoas de suas casas, assassinando crianças...
Os palestinos, com todo o senso poético e hospitalidade que têm, haverão de conviver em paz com os judeus, como sempre aconteceu antes da criação dessa vergonha humanitária, essa máquina de guerra que é o Estado de Israel.Aceitar o Estado de Israel é aceitar a colonização, a expropiação, enfim a legislação sionista, com seus partidos de extrema direita, sua política de expulsão árabe.
Não ao Estado de Israel!

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