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segunda-feira, 9 de março de 2009

Aos Refugiados Palestinos no Brasil




Aos refugiados

Não tenha medo
O pior já passou
Sei que as coisas andam difíceis
Para os que ficaram
Tua dor também é nossa dor

A terra é de quem trabalha
Toma o teu lugar, faz a tua casa
Planta o teu sustento, come o teu pão
A nossa terra deve ser de todos
E também é sua
Somos todos iguais sob o firmamento
E sobre a terra

Aqui também temos nossos problemas
Ricos e pobres,
Estado de Direito para uns
Estado de Sítio para os outros
Quem trabalha para quem?

No fim, somos todos vítimas
Do dinheiro que ganhou vida própria
Das coisas que dominam os homens
Dos homens que viraram coisas
Dos senhores loucos hipnotizados por isso
Que nos governam e conduzem tudo para o buraco

A opressão e a exploração
Estão em toda parte
Mas neste mundo,
Nada é natural,
Tudo é histórico
Quem faz o mundo são os homens

E no final,
Não há tirania que seja eterna
Não há asfalto grosso que não rache
Abrindo espaço para a flor germinar
A flor vermelha de nosso sangue
A flor que é nosso punho levantado
Que é a vida e o amor universal
Que é a luta e a dignidade
Que é nosso grito de verdade
Que é a emancipação da humanidade
(Otto João leite)

Um comentário:

Augusto Peleu disse...

Muito o bom o poema. O legal é que os palestinos adoram essas coisas, são um povo bem 'poetizado'...
Parabéns pelo blog!