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terça-feira, 24 de março de 2009

Provas concretas contra Israel



"Um número desconhecido de palestinos morreu por ter sangrado durante dias, sem tratamento médico, à espera de socorro, enquanto as pessoas não ousavam sair de suas casas. O documento encontrado na casa palestina fornece uma prova escrita de que os comandantes do Exército israelense ordenaram a seus soldados tropas que atirassem nas equipes de resgate", Haaretz .




24/03/2009 - 07h44
Soldados de Israel usavam crianças como escudo humano, afirma "The Guardian"
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da Efe, em Londres

O jornal britânico "The Guardian" publicou nesta terça-feira reportagem na qual apresenta "provas documentadas" de supostos crimes de guerra cometidos por Israel durante a recente ofensiva militar contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza, que se estendeu de 27 de dezembro passado a 18 de janeiro e deixou mais de 1.300 palestinos mortos.

Entre os crimes citados pelo jornal está o uso de crianças palestinas como escudo humano e os ataques diretos contra médicos e hospitais. O "Guardian" diz ter encontrado provas dos ataques feitos contra civis por aviões não tripulados que, segundo o jornal, são tão precisos que seu piloto pode distinguir até a cor da roupa de um possível alvo.

Os depoimentos estão em três vídeos feitos pelo "Guardian", que ampliam os pedidos da comunidade internacional para que se investigue a operação israelense contra o Hamas por crimes de guerra. Na última semana, o jornal israelense "Haaretz" também publicou uma série de reportagens com relatos de soldados que denunciam assassinato de civis inocentes, vandalismo, além de um bilhete que ordena ataques a equipes médicas e a campanha dos rabinos do Exército para transformar a operação em uma "guerra santa".

Entre os depoimentos mais dramáticos está o de três irmãos adolescentes da família Al Attar, que afirmam terem sido tirados de casa e obrigados a se ajoelhar em frente a carros de combate israelenses para evitar que os palestinos atacassem os invasores.

Os irmãos contam também que os soldados israelenses os enviaram em outras ocasiões como missão avançada às casas dos palestinos para, no caso da presença franco-atiradores, servirem de escudo para as primeiras balas.

A utilização de escudos humanos foi declarada ilegal em 2005 pela Suprema Corte israelense após vários incidentes do tipo.

Segundo o jornal, vários médicos e motoristas de ambulâncias contaram terem sido alvo de disparos israelenses e 16 morreram assim, algo estritamente proibido pelas Convenções de Genebra.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais da metade dos 27 hospitais e das 44 clínicas de Gaza foram bombardeados pelos israelenses.

Em um relatório publicado nesta terça-feira, a própria organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel denuncia as violações. "Observamos uma forte degradação ética por parte das Forças de Defesa Israelenses no que se refere ao tratamento da população civil de Gaza, que equivale de fato a um total desprezo pelas vidas dos palestinos", critica a organização

Um comentário:

Anônimo disse...

Sobre a foto das crianças judias escrevendo mensagens nos mísseis, o mais chocante é que muitas vezes são da mesta etnia que os palestinos. Ou seja, na verdade essa guerra não tem absolutamente nada de étnica ou religiosa, mas sim é um jogo do capital, que usa as divisões étnico-religiosas para dividir os trabalhadores e lograr obter controle sobre a classe. E por detrás disso tudo, o interesse pelo lucro das multinacionais.

Maurice Brinton