ONU Brasil
http://www.onu.org.br/palestinos-estao-sendo-forcados-a-deixar-cisjordania-alerta-onu/
Palestinos estão sendo forçados a deixar Cisjordânia, alerta ONU
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) lançou nesta segunda-feira (01/08) o relatório “Deslocamento e Insegurança na Área C da Cisjordânia”. O documento aponta que medidas aplicadas por autoridades israelenses estão forçando palestinos a deixar a chamada Área C – que corresponde a 60% do território da Cisjordânia e é controlada por Israel.
Segundo o relatório, as regras de zoneamento tornam praticamente impossível para os palestinos obter licenças de construção. Outras imposições incluem a construção de barreiras, redução da renda, demolição de casas e difícil acesso a serviços como educação e abastecimento de água.
“Este padrão de deslocamento, juntamente com as atuais atividades de assentamento, minam as possibilidades das comunidades palestinas manterem sua presença na Área C, e geram preocupações sobre mudanças demográficas e na composição étnica da área”, disse o Coordenador Humanitário da ONU para o Território Palestino Ocupado, Ramesh Rajasingham.
O OCHA pediu ao governo israelense que acabe com os deslocamentos e desapropriações de palestinos no território ocupado – incluindo o fim imediato da demolição de propriedades palestinas – até que eles tenham um acesso justo e não discriminatório ao regime de planejamento e zoneamento.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO SIONISMO
"A liderança sionista colaborou com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazistas"
Stylianos Tsirakis* - Revista Teoria & Debate
Ralph Schoenman foi diretor-executivo da Fundação pela Paz Bertrand Russel, papel através do qual conduziu negociações com inúmeros chefes de Estado. Foi também fundador e diretor da Campanha de Solidariedade ao Vietnã e diretor do Comitê "Quem Matou Kennedy?". Tem sido co-diretor do Movimento de Solidariedade de Trabalhadores e Artistas Americanos.
T & D - Em seu livro The Hidden History of Zionism (A História Oculta do Sionismo), você descreve quatro mitos sobre a história do sionismo. Nós gostaríamos que você explicasse um pouco seu livro.
Schoenman - O meu trabalho na Fundação Bertrand Russel foi importante por me dar a chance de documentar fatos da formação do Estado sionista de Israel. Em cursos e palestras que proferi em mais de uma centena de universidades americanas e européias, pude constatar que as pessoas não sabiam, não tinham conhecimento da história do movimento sionista, dos seus objetivos e de vários fatos. Nessas ocasiões, deparei com concepções equivocadas sobre a natureza do Estado de Israel e foi isso que impulsionou o meu trabalho de escrever o livro, The Hidden History of Zionism, no qual eu abordo o que chamo de os quatro mitos que têm moldado a consciência nos Estados Unidos e na Europa sobre o sionismo e o Estado de Israel.
T & D - Quais são esses quatro mitos?
Schoenman - O primeiro mito é o da "terra sem povo para um povo sem terra". Os primeiros teóricos sionistas, como Theodor Herzl e outros, apresentaram para o mundo a Palestina como uma terra vazia, visitada ocasionalmente por beduínos nômades; simplesmente, uma terra vazia, esperando para ser tomada, ocupada. E os judeus eram um povo sem terra, que se originaram historicamente na Palestina; portanto, os judeus deveriam ocupar essa terra. Desde o começo, os primeiros núcleos de colonos, promovidos pelo movimento sionista, foram caracterizados pela remoção, pela expulsão armada da população palestina nativa do local onde essa população vivia e onde essa população trabalhava.
T & D - Quais os outros três mitos?
Schoenman - O segundo mito que o livro pretende discutir é o mito da democracia israelense. A propaganda sionista, desde o início da formação do Estado de Israel, tem insistido em caracterizar Israel como um Estado democrático no estilo ocidental, cercado por países árabes feudais, atrasados e autoritários. Apresentam então Israel como um bastião dos direitos democráticos no Oriente Médio. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Entre a divisão da Palestina e a formação do Estado de Israel, num período de seis meses, brigadas armadas israelenses ocuparam 75% da terra palestina e expulsaram mais de 800 mil palestinos, de um total de 950 mil. Eles os expulsaram através de sucessivos massacres. Várias cidades foram arrasadas, forçando assim a população palestina a refugiar-se nos países vizinhos, em campos de concentração e de refugiados. Naquele tempo, no período da formação do Estado de Israel, havia 475 cidades e vilas palestinas, que caíram sob o controle israelita. Dessas 475 cidades e vilas, 385 foram simplesmente arrasadas, deixadas em escombros, no chão, apagadas do mapa. Nas 90 cidades e vilas remanescentes, os judeus confiscaram toda a terra, sem nenhuma indenização.
Hoje, o Estado de Israel e seus organismos governamentais, tais como o da Organização da Terra, controlam cerca de 95% da terra palestina. Pela legislação existente em Israel, é necessário provar, por critérios religiosos ortodoxos judeus, a ascendência judaica por linhagem materna até a quarta geração, para poder possuir terra, trabalhar na terra ou mesmo sublocar terra. Como eu digo sempre, nas palestras em que apresento meus pontos de vista, em qualquer país do mundo (seja Brasil, EUA, onde for), se fosse necessário preencher requisitos parecidos com esses, ninguém duvidaria do caráter racista de tal Estado; seria notória a existência de um regime fascista.
A Suprema Corte em Israel tem ratificado que Israel é o Estado do povo judeu e que, para participar da vida política israelense, organizar um partido político, por exemplo, ou ter uma organização política, ou mesmo um clube público, é necessário afirmar que se aceita o caráter exclusivamente judeu do Estado de Israel. É um Estado colonial racista, no qual os direitos são limitados à população colonizadora, na base de critérios raciais.
O terceiro mito do qual falo em meu livro é aquele criado para justificativa da política de Israel, que se diz baseada em critérios de segurança nacional. A verdade é que Israel é a quarta potência militar do mundo. Desde 1948, os EUA deram a Israel US$ 92 bilhões em ajuda direta. A magnitude dessa soma pode ser avaliada quando observamos que a população israelense variou entre 2 a 3 milhões nesse período. Se o governo americano dá algum dinheiro para países como Taiwan, Brasil, Argentina, e a aplicação desse dinheiro tiver alguma relação com fins militares, a condição é que as compras desse material têm que ser feitas dos EUA. Mas há uma exceção: as compras de material bélico podem ser feitas também de Israel. Israel é tratado pelos EUA como parte de seu território, em todos os assuntos comerciais.
O que motivaria uma potência imperialista a subsidiar tanto um Estado colonial?
A verdade é que Israel não pode mesmo existir sem a ajuda americana, sem os US$ 10 bilhões anuais. Israel é, portanto, a extensão do imperialismo na região do Oriente Médio. Israel é o instrumento através do qual a revolução árabe é mantida sob controle. É, portanto, o instrumento através do qual as ricas reservas do Oriente Médio são mantidas sob o controle do imperialismo americano. É também um meio através do qual os regimes sanguinários dos países árabes são mantidos no governo, graças ao clima de tensão gerado por uma possível invasão israelense.
O quarto mito a que me refiro no livro, que tem influenciado a opinião pública mundial, refere-se à origem do sionismo, à origem do Estado de Israel. O sionismo tem sido apresentado como o legado moral do holocausto, das vítimas do holocausto. O movimento sionista tem como que se "alimentado" da mortandade coletiva dos 6 milhões de vítimas da exterminação nazista na Europa. Esta é uma terrível e selvagem ironia. A verdade é bem o oposto disso. A liderança sionista colaborou com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazistas. Quando alguém tenta explicar isso para as pessoas, elas geralmente ficam chocadas, e perguntam: o que poderia motivar tal colaboração? Os judeus foram perseguidos e oprimidos por séculos na Europa e, como todo povo oprimido, foram empurrados, impelidos a desafiar o establishment, o status quo. Os judeus eram críticos, eram dissidentes. Eles foram impelidos a questionar a ordem que os perseguia. Então, o melhor das mentes da inteligência judia foi impelido para movimentos que lutavam por mudanças sociais, ameaçando os governos estabelecidos. Os sionistas exploraram esse fato a ponto de dizer para vários governos reacionários, como o dos mares na Rússia, que o movimento sionista iria ajudá-los a remover esses judeus de seus países. O movimento sionista fez o mesmo apelo ao kaiser na Alemanha, obtendo dele dinheiro e armas. Eles se reivindicavam como a melhor garantia dos interesses imperialistas no Oriente Médio, inclusive para os fascistas e os nazistas.
T & D - Como se deu essa colaboração dos sionistas com os nazistas?
Schoenman - Em 1941, o partido político de Itzhak Shamir (conhecido hoje como Likud) concluiu um pacto militar com o 3.º Reich alemão. O acordo consistia em lutar ao lado dos nazistas e fundar um Estado autoritário colonial, sob a direção do 3.º Reich. Outro aspecto da colaboração entre os sionistas e governos e Estados perseguidores dos judeus é o fato de que o movimento sionista lutou ativamente para mudar as leis de imigração nos EUA, na Inglaterra e em outros países, tornando mais difícil a emigração de judeus perseguidos na Europa para esses países. Os sionistas sabiam que, podendo, os judeus perseguidos na Europa tentariam emigrar para os EUA, para a Grã- Bretanha, para o Canadá. Eles não eram sionistas, não tinham interesse em emigrar para uma terra remota como a Palestina. Em 1944, o movimento sionista refez um novo acordo com Adolf Eichmann. David Ben Gurion, do movimento sionista, mandou um enviado, de nome Rudolph Kastner, para se encontrar com Eichmann na Hungria e concluir um acordo pelo qual os sionistas concordaram em manter silêncio sobre os planos de exterminação de 800 mil judeus húngaros e mesmo evitar resistências, em troca de ter 600 líderes sionistas libertados do controle nazista e enviados para a Palestina. Portanto, o mito de que o sionismo e o Estado de Israel são o legado moral do holocausto tem um particular aspecto irônico, porque o que o movimento sionista fez, quando os judeus na Europa tinham a sua existência ameaçada, foi fazer acordos, e colaborar com os nazistas.
*Stylianos Tsirakis é arquiteto. Revista Teoria&Debate nº 5
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
Stylianos Tsirakis* - Revista Teoria & Debate
Ralph Schoenman foi diretor-executivo da Fundação pela Paz Bertrand Russel, papel através do qual conduziu negociações com inúmeros chefes de Estado. Foi também fundador e diretor da Campanha de Solidariedade ao Vietnã e diretor do Comitê "Quem Matou Kennedy?". Tem sido co-diretor do Movimento de Solidariedade de Trabalhadores e Artistas Americanos.
T & D - Em seu livro The Hidden History of Zionism (A História Oculta do Sionismo), você descreve quatro mitos sobre a história do sionismo. Nós gostaríamos que você explicasse um pouco seu livro.
Schoenman - O meu trabalho na Fundação Bertrand Russel foi importante por me dar a chance de documentar fatos da formação do Estado sionista de Israel. Em cursos e palestras que proferi em mais de uma centena de universidades americanas e européias, pude constatar que as pessoas não sabiam, não tinham conhecimento da história do movimento sionista, dos seus objetivos e de vários fatos. Nessas ocasiões, deparei com concepções equivocadas sobre a natureza do Estado de Israel e foi isso que impulsionou o meu trabalho de escrever o livro, The Hidden History of Zionism, no qual eu abordo o que chamo de os quatro mitos que têm moldado a consciência nos Estados Unidos e na Europa sobre o sionismo e o Estado de Israel.
T & D - Quais são esses quatro mitos?
Schoenman - O primeiro mito é o da "terra sem povo para um povo sem terra". Os primeiros teóricos sionistas, como Theodor Herzl e outros, apresentaram para o mundo a Palestina como uma terra vazia, visitada ocasionalmente por beduínos nômades; simplesmente, uma terra vazia, esperando para ser tomada, ocupada. E os judeus eram um povo sem terra, que se originaram historicamente na Palestina; portanto, os judeus deveriam ocupar essa terra. Desde o começo, os primeiros núcleos de colonos, promovidos pelo movimento sionista, foram caracterizados pela remoção, pela expulsão armada da população palestina nativa do local onde essa população vivia e onde essa população trabalhava.
T & D - Quais os outros três mitos?
Schoenman - O segundo mito que o livro pretende discutir é o mito da democracia israelense. A propaganda sionista, desde o início da formação do Estado de Israel, tem insistido em caracterizar Israel como um Estado democrático no estilo ocidental, cercado por países árabes feudais, atrasados e autoritários. Apresentam então Israel como um bastião dos direitos democráticos no Oriente Médio. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Entre a divisão da Palestina e a formação do Estado de Israel, num período de seis meses, brigadas armadas israelenses ocuparam 75% da terra palestina e expulsaram mais de 800 mil palestinos, de um total de 950 mil. Eles os expulsaram através de sucessivos massacres. Várias cidades foram arrasadas, forçando assim a população palestina a refugiar-se nos países vizinhos, em campos de concentração e de refugiados. Naquele tempo, no período da formação do Estado de Israel, havia 475 cidades e vilas palestinas, que caíram sob o controle israelita. Dessas 475 cidades e vilas, 385 foram simplesmente arrasadas, deixadas em escombros, no chão, apagadas do mapa. Nas 90 cidades e vilas remanescentes, os judeus confiscaram toda a terra, sem nenhuma indenização.
Hoje, o Estado de Israel e seus organismos governamentais, tais como o da Organização da Terra, controlam cerca de 95% da terra palestina. Pela legislação existente em Israel, é necessário provar, por critérios religiosos ortodoxos judeus, a ascendência judaica por linhagem materna até a quarta geração, para poder possuir terra, trabalhar na terra ou mesmo sublocar terra. Como eu digo sempre, nas palestras em que apresento meus pontos de vista, em qualquer país do mundo (seja Brasil, EUA, onde for), se fosse necessário preencher requisitos parecidos com esses, ninguém duvidaria do caráter racista de tal Estado; seria notória a existência de um regime fascista.
A Suprema Corte em Israel tem ratificado que Israel é o Estado do povo judeu e que, para participar da vida política israelense, organizar um partido político, por exemplo, ou ter uma organização política, ou mesmo um clube público, é necessário afirmar que se aceita o caráter exclusivamente judeu do Estado de Israel. É um Estado colonial racista, no qual os direitos são limitados à população colonizadora, na base de critérios raciais.
O terceiro mito do qual falo em meu livro é aquele criado para justificativa da política de Israel, que se diz baseada em critérios de segurança nacional. A verdade é que Israel é a quarta potência militar do mundo. Desde 1948, os EUA deram a Israel US$ 92 bilhões em ajuda direta. A magnitude dessa soma pode ser avaliada quando observamos que a população israelense variou entre 2 a 3 milhões nesse período. Se o governo americano dá algum dinheiro para países como Taiwan, Brasil, Argentina, e a aplicação desse dinheiro tiver alguma relação com fins militares, a condição é que as compras desse material têm que ser feitas dos EUA. Mas há uma exceção: as compras de material bélico podem ser feitas também de Israel. Israel é tratado pelos EUA como parte de seu território, em todos os assuntos comerciais.
O que motivaria uma potência imperialista a subsidiar tanto um Estado colonial?
A verdade é que Israel não pode mesmo existir sem a ajuda americana, sem os US$ 10 bilhões anuais. Israel é, portanto, a extensão do imperialismo na região do Oriente Médio. Israel é o instrumento através do qual a revolução árabe é mantida sob controle. É, portanto, o instrumento através do qual as ricas reservas do Oriente Médio são mantidas sob o controle do imperialismo americano. É também um meio através do qual os regimes sanguinários dos países árabes são mantidos no governo, graças ao clima de tensão gerado por uma possível invasão israelense.
O quarto mito a que me refiro no livro, que tem influenciado a opinião pública mundial, refere-se à origem do sionismo, à origem do Estado de Israel. O sionismo tem sido apresentado como o legado moral do holocausto, das vítimas do holocausto. O movimento sionista tem como que se "alimentado" da mortandade coletiva dos 6 milhões de vítimas da exterminação nazista na Europa. Esta é uma terrível e selvagem ironia. A verdade é bem o oposto disso. A liderança sionista colaborou com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazistas. Quando alguém tenta explicar isso para as pessoas, elas geralmente ficam chocadas, e perguntam: o que poderia motivar tal colaboração? Os judeus foram perseguidos e oprimidos por séculos na Europa e, como todo povo oprimido, foram empurrados, impelidos a desafiar o establishment, o status quo. Os judeus eram críticos, eram dissidentes. Eles foram impelidos a questionar a ordem que os perseguia. Então, o melhor das mentes da inteligência judia foi impelido para movimentos que lutavam por mudanças sociais, ameaçando os governos estabelecidos. Os sionistas exploraram esse fato a ponto de dizer para vários governos reacionários, como o dos mares na Rússia, que o movimento sionista iria ajudá-los a remover esses judeus de seus países. O movimento sionista fez o mesmo apelo ao kaiser na Alemanha, obtendo dele dinheiro e armas. Eles se reivindicavam como a melhor garantia dos interesses imperialistas no Oriente Médio, inclusive para os fascistas e os nazistas.
T & D - Como se deu essa colaboração dos sionistas com os nazistas?
Schoenman - Em 1941, o partido político de Itzhak Shamir (conhecido hoje como Likud) concluiu um pacto militar com o 3.º Reich alemão. O acordo consistia em lutar ao lado dos nazistas e fundar um Estado autoritário colonial, sob a direção do 3.º Reich. Outro aspecto da colaboração entre os sionistas e governos e Estados perseguidores dos judeus é o fato de que o movimento sionista lutou ativamente para mudar as leis de imigração nos EUA, na Inglaterra e em outros países, tornando mais difícil a emigração de judeus perseguidos na Europa para esses países. Os sionistas sabiam que, podendo, os judeus perseguidos na Europa tentariam emigrar para os EUA, para a Grã- Bretanha, para o Canadá. Eles não eram sionistas, não tinham interesse em emigrar para uma terra remota como a Palestina. Em 1944, o movimento sionista refez um novo acordo com Adolf Eichmann. David Ben Gurion, do movimento sionista, mandou um enviado, de nome Rudolph Kastner, para se encontrar com Eichmann na Hungria e concluir um acordo pelo qual os sionistas concordaram em manter silêncio sobre os planos de exterminação de 800 mil judeus húngaros e mesmo evitar resistências, em troca de ter 600 líderes sionistas libertados do controle nazista e enviados para a Palestina. Portanto, o mito de que o sionismo e o Estado de Israel são o legado moral do holocausto tem um particular aspecto irônico, porque o que o movimento sionista fez, quando os judeus na Europa tinham a sua existência ameaçada, foi fazer acordos, e colaborar com os nazistas.
*Stylianos Tsirakis é arquiteto. Revista Teoria&Debate nº 5
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Palestinos avançam com passos firmes para pedir adesão à ONU
04 de agosto de 2011 • 13h00 • atualizado às 13h05
Os palestinos descartaram renunciar a sua intenção de pedir em setembro a adesão de um Estado palestino à Organização das Nações Unidas (ONU), apesar de uma recente proposta israelense de retomar as negociações. "O trem palestino vai partir rumo a Nova York", afirmou à AFP na noite de quarta-feira o negociador palestino Saeb Erakat, no início de uma reunião do comitê árabe sobre a gestão palestina na ONU, em Doha.
Erakat minimizou as recentes informações de que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, estaria disposto a retomar as negociações de paz com base nas fronteiras de 1967, como pediu de maneira solene, em maio, o presidente norte-americano Barack Obama.
"São boatos vindos do gabinete de Netanyahu, que definimos como manobras e um simples ato de relações públicas", justificou.
Na terça-feira, uma autoridade israelense indicara que seu país estaria pronto para retomar as negociações.
"A ideia é que os palestinos renunciem ao seu projeto de agir unilateralmente na ONU", explicou ele, destacando os esforços para "elaborar um plano para que seja possível a retomada das negociações", iniciadas há várias semanas pelos Estados Unidos com o apoio do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU).
A direção palestina, no entanto, teria muito a perder com a opinião pública caso renuncie na última hora a este projeto ao qual muito se dedicou, consideram analistas.
"Seria um golpe duro", observou Hani al Masri, um especialista em assuntos da Palestina.
De acordo com ele, "Israel teme a iniciativa dos palestinos, uma vez que acredita que a ONU poderia dar a eles o que Israel se nega a dar pelas vias da negociação", justifica.
A abertura atribuída a Netanyahu "tem como único objetivo demover o projeto palestino de se ir a ONU", afirmou por sua vez Ahmad Majdalani, membro do Comitê Executivo da Organização para Liberação da Palestina (OLP), muito cético em relação a vontade do primeiro-ministro israelense de regressar à mesa de negociações.
Netanyahu interveio recentemente para anular um encontro previsto entre Shimon Peres, chefe de Estado israelense, e Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. A reunião deveria ser o marco do reinício do processo de paz, acredita Majdalani.
Há vários meses Abbas repete que sua decisão de levar à ONU o pedido de adesão de um Estado com base nas fronteiras de 1967, ou seja, a totalidade da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, não é "uma manobra", mas sim um meio de retomar as negociações com um maior aparato.
"Seria errado pensar que indo à ONU os palestinos buscariam apenas pontos para melhorar sua posição nas negociações", afirmou Majdalani.
As negociações entre Israel e Palestina, brevemente retomadas em setembro de 2010 sob os olhares de Washington, estão estagnadas há dez meses.
Apesar de tanta determinação, Erakat mostra-se evasivo quanto a data do envio do pedido de adesão.
"Temos tempo", justificou, assegurando que o expediente "estaria pronto para ser apresentado antes da reunião da Assembleia Geral da ONU".
Os palestinos descartaram renunciar a sua intenção de pedir em setembro a adesão de um Estado palestino à Organização das Nações Unidas (ONU), apesar de uma recente proposta israelense de retomar as negociações. "O trem palestino vai partir rumo a Nova York", afirmou à AFP na noite de quarta-feira o negociador palestino Saeb Erakat, no início de uma reunião do comitê árabe sobre a gestão palestina na ONU, em Doha.
Erakat minimizou as recentes informações de que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, estaria disposto a retomar as negociações de paz com base nas fronteiras de 1967, como pediu de maneira solene, em maio, o presidente norte-americano Barack Obama.
"São boatos vindos do gabinete de Netanyahu, que definimos como manobras e um simples ato de relações públicas", justificou.
Na terça-feira, uma autoridade israelense indicara que seu país estaria pronto para retomar as negociações.
"A ideia é que os palestinos renunciem ao seu projeto de agir unilateralmente na ONU", explicou ele, destacando os esforços para "elaborar um plano para que seja possível a retomada das negociações", iniciadas há várias semanas pelos Estados Unidos com o apoio do Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU).
A direção palestina, no entanto, teria muito a perder com a opinião pública caso renuncie na última hora a este projeto ao qual muito se dedicou, consideram analistas.
"Seria um golpe duro", observou Hani al Masri, um especialista em assuntos da Palestina.
De acordo com ele, "Israel teme a iniciativa dos palestinos, uma vez que acredita que a ONU poderia dar a eles o que Israel se nega a dar pelas vias da negociação", justifica.
A abertura atribuída a Netanyahu "tem como único objetivo demover o projeto palestino de se ir a ONU", afirmou por sua vez Ahmad Majdalani, membro do Comitê Executivo da Organização para Liberação da Palestina (OLP), muito cético em relação a vontade do primeiro-ministro israelense de regressar à mesa de negociações.
Netanyahu interveio recentemente para anular um encontro previsto entre Shimon Peres, chefe de Estado israelense, e Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. A reunião deveria ser o marco do reinício do processo de paz, acredita Majdalani.
Há vários meses Abbas repete que sua decisão de levar à ONU o pedido de adesão de um Estado com base nas fronteiras de 1967, ou seja, a totalidade da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, não é "uma manobra", mas sim um meio de retomar as negociações com um maior aparato.
"Seria errado pensar que indo à ONU os palestinos buscariam apenas pontos para melhorar sua posição nas negociações", afirmou Majdalani.
As negociações entre Israel e Palestina, brevemente retomadas em setembro de 2010 sob os olhares de Washington, estão estagnadas há dez meses.
Apesar de tanta determinação, Erakat mostra-se evasivo quanto a data do envio do pedido de adesão.
"Temos tempo", justificou, assegurando que o expediente "estaria pronto para ser apresentado antes da reunião da Assembleia Geral da ONU".
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Parlamento de Israel aprova proibição de boicote a colônias
11 de julho de 2011 • 18h27 • atualizado às 19h03
O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira uma lei que criminaliza a campanha pelo boicote a instituições e empresas localizadas em assentamentos construídos nos territórios palestinos ocupados.
A lei, apresentada pelo partido governista Likud, obteve o apoio de 47 dos 120 membros do Parlamento; 38 deputados votaram contra e 35 se abstiveram ou se ausentaram do recinto durante a votação.
Os partidos de direita, extrema-direita e religiosos votaram em favor de lei, enquanto os partidos de centro, de esquerda e representantes da população árabe-israelense votaram contra.
De acordo com a nova lei, "aquele que prejudicar o Estado de Israel por intermédio de boicote estará sujeito a pagar indenização e sofrerá restrições a seu direito de participar de licitações públicas".
O autor do projeto, deputado Zeev Elkin, afirmou que Israel "chegou ao absurdo de que muitos dos que convocam o boicote vêm de dentro", em referência a grupos pacifistas israelenses que apoiam o boicote aos assentamentos, como parte do protesto contra a ocupação dos territorios palestinos.
A lei estabelece que "aqueles que se sentirem prejudicados pelo boicote poderão processar os responsáveis e exigir indenização".
Liberdade de expressão
De acordo com a lei, os supostos prejudicados não terão que provar que sofreram danos nem demonstrar a extensão do prejuízo. Não haverá limite ao valor que poderão exigir como indenização, e ONGs que defendem o boicote poderão perder seu direito à isenção de impostos.
A lei não visa o consumidor individual, mas sim grupos ou instituições que exortam ao boicote.
A deputada Zahava Galon, do partido social-democrata Meretz, anunciou que apoia o boicote aos produtos fabricados nos assentamentos e declarou que a lei representa "repressão explicita à liberdade de expressão".
O assessor jurídico do Parlamento, o advogado Eyal Inon, disse que a nova lei está "à beira de ser inconstitucional, ou mais que isso".
Israel não tem uma Constituição, mas possui algumas leis de caráter constitucional, entre elas a lei básica de dignidade e liberdade da pessoa. Segundo Inon, ao afetar a liberdade de expressão, a lei antiboicote estaria contradizendo a lei básica.
No entanto, o procurador-geral da Justiça, Yehuda Weinstein, aprovou a formulação da lei e concordou que ela fosse levada à votação do Parlamento.
A nova legislação tem o apoio do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O ministro das Finanças, Yuval Steinitz, negou que haja violação da liberdade de expressão. "Democracia não significa um grupo derrubar um outro com o poder econômico", disse.
Boicote
Para o veterano pacifista Uri Avnery, "esta é a lei mais draconiana na história de Israel".
Em entrevista ao jornal Haaretz, Avnery, 87 anos, afirmou que a lei "deixa claro que não é Israel que manda nos colonos, mas sim os colonos que mandam em Israel".
O grupo liderado por Avnery, Gush Shalom (Bloco da Paz), foi o primeiro em Israel a fazer campanha pelo boicote aos produtos dos assentamentos e divulga, há mais de dez anos, listas de itens fabricados nessas colônias, pedindo ao público que não os compre.
O boicote é um tema polêmico em Israel e envolve não apenas o debate entre a esquerda e a direita, mas também controvérsias dentro da própria esquerda.
A maioria dos esquerdistas israelenses defende o boicote aos assentamentos, inclusive nos âmbitos econômico e cultural.
Uma minoria defende o boicote ainda mais amplo, a todas as instituições identificadas com o Estado, inclusive instituições academicas, científicas, artísticas e empresas comerciais.
Esse grupo, denominado BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), equipara a situação atual em Israel com a situação que vigorava na África do Sul na época do apartheid.
Segundo o BDS, "a única maneira de terminar com o apartheid israelense contra os palestinos é por intermédio do boicote internacional, da mesma maneira como o mundo boicotou a África do Sul".
O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira uma lei que criminaliza a campanha pelo boicote a instituições e empresas localizadas em assentamentos construídos nos territórios palestinos ocupados.
A lei, apresentada pelo partido governista Likud, obteve o apoio de 47 dos 120 membros do Parlamento; 38 deputados votaram contra e 35 se abstiveram ou se ausentaram do recinto durante a votação.
Os partidos de direita, extrema-direita e religiosos votaram em favor de lei, enquanto os partidos de centro, de esquerda e representantes da população árabe-israelense votaram contra.
De acordo com a nova lei, "aquele que prejudicar o Estado de Israel por intermédio de boicote estará sujeito a pagar indenização e sofrerá restrições a seu direito de participar de licitações públicas".
O autor do projeto, deputado Zeev Elkin, afirmou que Israel "chegou ao absurdo de que muitos dos que convocam o boicote vêm de dentro", em referência a grupos pacifistas israelenses que apoiam o boicote aos assentamentos, como parte do protesto contra a ocupação dos territorios palestinos.
A lei estabelece que "aqueles que se sentirem prejudicados pelo boicote poderão processar os responsáveis e exigir indenização".
Liberdade de expressão
De acordo com a lei, os supostos prejudicados não terão que provar que sofreram danos nem demonstrar a extensão do prejuízo. Não haverá limite ao valor que poderão exigir como indenização, e ONGs que defendem o boicote poderão perder seu direito à isenção de impostos.
A lei não visa o consumidor individual, mas sim grupos ou instituições que exortam ao boicote.
A deputada Zahava Galon, do partido social-democrata Meretz, anunciou que apoia o boicote aos produtos fabricados nos assentamentos e declarou que a lei representa "repressão explicita à liberdade de expressão".
O assessor jurídico do Parlamento, o advogado Eyal Inon, disse que a nova lei está "à beira de ser inconstitucional, ou mais que isso".
Israel não tem uma Constituição, mas possui algumas leis de caráter constitucional, entre elas a lei básica de dignidade e liberdade da pessoa. Segundo Inon, ao afetar a liberdade de expressão, a lei antiboicote estaria contradizendo a lei básica.
No entanto, o procurador-geral da Justiça, Yehuda Weinstein, aprovou a formulação da lei e concordou que ela fosse levada à votação do Parlamento.
A nova legislação tem o apoio do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O ministro das Finanças, Yuval Steinitz, negou que haja violação da liberdade de expressão. "Democracia não significa um grupo derrubar um outro com o poder econômico", disse.
Boicote
Para o veterano pacifista Uri Avnery, "esta é a lei mais draconiana na história de Israel".
Em entrevista ao jornal Haaretz, Avnery, 87 anos, afirmou que a lei "deixa claro que não é Israel que manda nos colonos, mas sim os colonos que mandam em Israel".
O grupo liderado por Avnery, Gush Shalom (Bloco da Paz), foi o primeiro em Israel a fazer campanha pelo boicote aos produtos dos assentamentos e divulga, há mais de dez anos, listas de itens fabricados nessas colônias, pedindo ao público que não os compre.
O boicote é um tema polêmico em Israel e envolve não apenas o debate entre a esquerda e a direita, mas também controvérsias dentro da própria esquerda.
A maioria dos esquerdistas israelenses defende o boicote aos assentamentos, inclusive nos âmbitos econômico e cultural.
Uma minoria defende o boicote ainda mais amplo, a todas as instituições identificadas com o Estado, inclusive instituições academicas, científicas, artísticas e empresas comerciais.
Esse grupo, denominado BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), equipara a situação atual em Israel com a situação que vigorava na África do Sul na época do apartheid.
Segundo o BDS, "a única maneira de terminar com o apartheid israelense contra os palestinos é por intermédio do boicote internacional, da mesma maneira como o mundo boicotou a África do Sul".
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Parlamento israelense debate lei que proibirá boicote a colônias
11 de julho de 2011 • 06h13 • atualizado às 06h51
O Parlamento israelense (Knesset) debaterá nesta segunda-feira uma lei que imporá multas a quem promover boicote econômico, cultural ou acadêmico às colônias judias em território palestino, seus moradores ou seus produtos, o que provocou a ira entre muitas ONGs israelenses.
A iniciativa deveria ser votada hoje, mas poderia ser adiada a pedido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para que a aprovação da controvertida norma não coincida com a reunião do Quarteto para a Paz no Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e UE), que estudará em Washington as possibilidades de lançar uma nova iniciativa de paz para o Oriente Médio.
Espera-se que o assessor legal da Knesset, Eyal Yinon, torne pública hoje sua opinião sobre a proposta legislativa, que considera poder violar o direito à liberdade de expressão e o direito a protestar, informa o jornal israelense Haaretz.
A maior parte dos partidos que formam a coalizão de governo mostrou seu apoio à iniciativa, proposta pelo deputado Zeev Elkin, do direitista Likud, que não terá os votos da oposição.
Um grupo de intelectuais israelenses, entre os quais se encontra o reputado escritor Amós Oz, enviou uma carta a vários legisladores pedindo sua oposição à "lei do boicote", ao considerar que "os assentamentos estão fora das fronteiras do Estado de Israel e, portanto, são ilegais
O Parlamento israelense (Knesset) debaterá nesta segunda-feira uma lei que imporá multas a quem promover boicote econômico, cultural ou acadêmico às colônias judias em território palestino, seus moradores ou seus produtos, o que provocou a ira entre muitas ONGs israelenses.
A iniciativa deveria ser votada hoje, mas poderia ser adiada a pedido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para que a aprovação da controvertida norma não coincida com a reunião do Quarteto para a Paz no Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e UE), que estudará em Washington as possibilidades de lançar uma nova iniciativa de paz para o Oriente Médio.
Espera-se que o assessor legal da Knesset, Eyal Yinon, torne pública hoje sua opinião sobre a proposta legislativa, que considera poder violar o direito à liberdade de expressão e o direito a protestar, informa o jornal israelense Haaretz.
A maior parte dos partidos que formam a coalizão de governo mostrou seu apoio à iniciativa, proposta pelo deputado Zeev Elkin, do direitista Likud, que não terá os votos da oposição.
Um grupo de intelectuais israelenses, entre os quais se encontra o reputado escritor Amós Oz, enviou uma carta a vários legisladores pedindo sua oposição à "lei do boicote", ao considerar que "os assentamentos estão fora das fronteiras do Estado de Israel e, portanto, são ilegais
sábado, 9 de julho de 2011
Israel prende 124 ativistas pró-palestinos dos EUA e da Europa
Militantes de diferentes países pretendiam participar de atos em solidariedade aos palestinos.
09 de julho de 2011 12h 24
A policia de Israel prendeu 124 ativistas europeus e americanos, que desembarcaram no aeroporto internacional do país, com o objetivo de viajar à Cisjordânia para participar de atos de solidariedade com os palestinos.
Os ativistas - 76 mulheres e 38 homens - da França, Holanda, Espanha, EUA, Bélgica e Bulgária, foram detidos imediatamente após desembarcarem no Aeroporto Ben Gurion e, depois de serem interrogados, foram transferidos para diversas prisões onde deverão aguardar a deportação.
De acordo com os ativistas seu plano original era participar de um programa chamado "Bem-vindos à Palestina", organizado por grupos europeus e palestinos.
Entre os participantes, o principal é o Movimento de Solidariedade Internacional, fundado há dez anos, que costuma enviar ativistas para a Cisjordânia, para participar de diversos tipos de atividades, inclusive manifestações contra a ocupação israelense e de auxilio a agricultores palestinos na colheita anual de azeitonas.
O ministro da Segurança Interna de Israel, Itzhak Aharonovitz, utilizou o termo ''hooligans'', que significa arruaceiros em inglês e é normalmente relacionado a atos de vandalismo cometidos por torcedores de futebol, para qualificar os ativistas.
'Lista negra'
Além dos ativistas detidos em Israel, cerca de 200 participantes foram barrados em diversos aeroportos europeus, pelas próprias companhias aéreas, depois que receberam uma "lista negra" de Israel.
As autoridades israelenses informaram as companhias aéreas que não permitiriam a entrada dos passageiros listados e que as empresas teriam que arcar com as despesas de deportação.
De acordo com o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu, os ativistas poderiam "perturbar a ordem pública".
A representante da Autoridade Palestina junto à União Europeia, Laila Shahid, condenou os países europeus e as companhias aéreas, que, segundo ela , "obedeceram a decisão de Israel de colocar cidadãos europeus em listas negras".
"Ninguém sabe em que se baseiam essas listas, nem que crimes essas pessoas cometeram, exceto tentar manifestar solidariedade", afirmou a representante palestina.
O site israelense Ynet cita um porta-voz da policia alemã dizendo que "se um passageiro tem um passaporte válido e uma passagem, não há base para impedi-lo de embarcar".
No entanto, o porta-voz da Swiss Air, companhia aérea suíça, afirmou que segundo o regulamento da Organização Internacional de Aviação Civil "se um país informa a companhia aérea que a entrada de um indivíduo será barrada, essa pessoa não terá permissão para embarcar".
Ativistas que foram barrados na Europa anunciaram que pretendem processar as companhias aéreas e denunciaram o que chamaram de "cumplicidade" das empresas com Israel.
Segundo o jornal Haaretz, companhias aéreas que deverão transportar os ativistas presos em Israel disseram que não será fácil encontrar lugar nos aviões para eles, pois esta época do ano é de alta estação e todos os voos para a Europa estão lotados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
09 de julho de 2011 12h 24
A policia de Israel prendeu 124 ativistas europeus e americanos, que desembarcaram no aeroporto internacional do país, com o objetivo de viajar à Cisjordânia para participar de atos de solidariedade com os palestinos.
Os ativistas - 76 mulheres e 38 homens - da França, Holanda, Espanha, EUA, Bélgica e Bulgária, foram detidos imediatamente após desembarcarem no Aeroporto Ben Gurion e, depois de serem interrogados, foram transferidos para diversas prisões onde deverão aguardar a deportação.
De acordo com os ativistas seu plano original era participar de um programa chamado "Bem-vindos à Palestina", organizado por grupos europeus e palestinos.
Entre os participantes, o principal é o Movimento de Solidariedade Internacional, fundado há dez anos, que costuma enviar ativistas para a Cisjordânia, para participar de diversos tipos de atividades, inclusive manifestações contra a ocupação israelense e de auxilio a agricultores palestinos na colheita anual de azeitonas.
O ministro da Segurança Interna de Israel, Itzhak Aharonovitz, utilizou o termo ''hooligans'', que significa arruaceiros em inglês e é normalmente relacionado a atos de vandalismo cometidos por torcedores de futebol, para qualificar os ativistas.
'Lista negra'
Além dos ativistas detidos em Israel, cerca de 200 participantes foram barrados em diversos aeroportos europeus, pelas próprias companhias aéreas, depois que receberam uma "lista negra" de Israel.
As autoridades israelenses informaram as companhias aéreas que não permitiriam a entrada dos passageiros listados e que as empresas teriam que arcar com as despesas de deportação.
De acordo com o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu, os ativistas poderiam "perturbar a ordem pública".
A representante da Autoridade Palestina junto à União Europeia, Laila Shahid, condenou os países europeus e as companhias aéreas, que, segundo ela , "obedeceram a decisão de Israel de colocar cidadãos europeus em listas negras".
"Ninguém sabe em que se baseiam essas listas, nem que crimes essas pessoas cometeram, exceto tentar manifestar solidariedade", afirmou a representante palestina.
O site israelense Ynet cita um porta-voz da policia alemã dizendo que "se um passageiro tem um passaporte válido e uma passagem, não há base para impedi-lo de embarcar".
No entanto, o porta-voz da Swiss Air, companhia aérea suíça, afirmou que segundo o regulamento da Organização Internacional de Aviação Civil "se um país informa a companhia aérea que a entrada de um indivíduo será barrada, essa pessoa não terá permissão para embarcar".
Ativistas que foram barrados na Europa anunciaram que pretendem processar as companhias aéreas e denunciaram o que chamaram de "cumplicidade" das empresas com Israel.
Segundo o jornal Haaretz, companhias aéreas que deverão transportar os ativistas presos em Israel disseram que não será fácil encontrar lugar nos aviões para eles, pois esta época do ano é de alta estação e todos os voos para a Europa estão lotados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Viajantes que iam a Gaza se revoltam ao serem retidos Paris
08 de julho de 2011 • 09h13 • atualizado às 09h33
Aproximadamente 50 viajantes simpatizantes da causa palestina que pretendiam voar a Tel Aviv para depois chegar a Gaza protestaram nesta sexta-feira no aeroporto Roissy Charles de Gaulle de Paris depois que tiveram o embarque negado, e se queixaram do tratamento que receberam aos meios de comunicação.
Os passageiros, que não tiveram permissão para entrar nos aviões por figurarem em uma lista de "indesejados" elaborada pelas autoridades israelenses, tentaram impedir nesta manhã o acesso dos demais viajantes a um voo da companhia alemã Lufthansa com destino a Israel.
"Tenho um passaporte legal, comprei minha passagem, por que não me deixam passar?", reclamava uma das afetadas à emissora de rádio "France Info", em um clima de forte tensão entre os ativistas e os outros passageiros.
"É inadmissível, pelo menos nos deixem ir a Tel Aviv", afirmava um jovem, que denunciou a conivência das autoridades francesas e das companhias aéreas com Israel.
Outro passageiro com acesso negado acrescentou: "Temos o passaporte em dia, não somos terroristas, não temos antecedentes criminais, isso é intolerável".
A mesma situação ocorreu uma hora mais tarde com um segundo voo da companhia italiana Alitalia.
Trata-se de uma das medidas que Israel adotou nos últimos dias para impedir a chegada de ativistas pró-palestinos ao país, coincidindo com a tentativa de organização da pequena frota humanitária à Gaza, que pretende chegar ao território palestino para levar ajuda e protestar pelo bloqueio israelense.
Uma parte dos ativistas tenta chegar a Tel Aviv pelo ar, de onde pretendem se deslocar a Gaza.
Israel enviou uma lista às companhias aéreas na qual figuram mais de 300 pessoas às quais não vai deixar entrar no país e ameaçou as companhias aéreas afirmando que assumiriam os custos caso fosse necessário repatriá-las.
Alguns dos militantes declararam que querem apresentar uma denúncia por discriminação por opinião política
Aproximadamente 50 viajantes simpatizantes da causa palestina que pretendiam voar a Tel Aviv para depois chegar a Gaza protestaram nesta sexta-feira no aeroporto Roissy Charles de Gaulle de Paris depois que tiveram o embarque negado, e se queixaram do tratamento que receberam aos meios de comunicação.
Os passageiros, que não tiveram permissão para entrar nos aviões por figurarem em uma lista de "indesejados" elaborada pelas autoridades israelenses, tentaram impedir nesta manhã o acesso dos demais viajantes a um voo da companhia alemã Lufthansa com destino a Israel.
"Tenho um passaporte legal, comprei minha passagem, por que não me deixam passar?", reclamava uma das afetadas à emissora de rádio "France Info", em um clima de forte tensão entre os ativistas e os outros passageiros.
"É inadmissível, pelo menos nos deixem ir a Tel Aviv", afirmava um jovem, que denunciou a conivência das autoridades francesas e das companhias aéreas com Israel.
Outro passageiro com acesso negado acrescentou: "Temos o passaporte em dia, não somos terroristas, não temos antecedentes criminais, isso é intolerável".
A mesma situação ocorreu uma hora mais tarde com um segundo voo da companhia italiana Alitalia.
Trata-se de uma das medidas que Israel adotou nos últimos dias para impedir a chegada de ativistas pró-palestinos ao país, coincidindo com a tentativa de organização da pequena frota humanitária à Gaza, que pretende chegar ao território palestino para levar ajuda e protestar pelo bloqueio israelense.
Uma parte dos ativistas tenta chegar a Tel Aviv pelo ar, de onde pretendem se deslocar a Gaza.
Israel enviou uma lista às companhias aéreas na qual figuram mais de 300 pessoas às quais não vai deixar entrar no país e ameaçou as companhias aéreas afirmando que assumiriam os custos caso fosse necessário repatriá-las.
Alguns dos militantes declararam que querem apresentar uma denúncia por discriminação por opinião política
Palestinos pedem a Brasil e ONU boicote às armas de Israel
08 de julho de 2011 • 09h09 • atualizado às 09h29
Representantes do movimento palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) entregaram cartas nesta sexta-feira ao consulado do Brasil e à sede da ONU na cidade de Ramala (Cisjordânia) com um pedido para que os Governos ponham fim ao comércio de armas com Israel.
"Os jovens e a sociedade civil pedem ao Governo brasileiro e à ONU que ponham fim a suas relações militares com Israel em todos os níveis, porque este comércio provoca violações dos direitos humanos dos palestinos", disse à Agência Efe o palestino Ibrahim Yousef, coordenador do Comitê Nacional do BDS.
Este ativista indicou que o Brasil é um dos cinco principais importadores de armas israelenses, um comércio que mantém o desenvolvimento da indústria militar do Estado judaico e que, a seu entender, "é contrário à própria Constituição brasileira".
O movimento BDS agrupa mais de 100 organismos não-governamentais, sindicatos e organizações civis palestinas.
"Faz tempo que é necessário um boicote militar absoluto a Israel. Trata-se de um passo crucial para acabar com o uso da força criminosa e ilegal contra o povo palestino e outros povos e Estados na região e representa uma medida efetiva e não violenta para pressionar Israel a cumprir suas obrigações sob o direito internacional", diz o texto da carta.
Representantes do movimento palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) entregaram cartas nesta sexta-feira ao consulado do Brasil e à sede da ONU na cidade de Ramala (Cisjordânia) com um pedido para que os Governos ponham fim ao comércio de armas com Israel.
"Os jovens e a sociedade civil pedem ao Governo brasileiro e à ONU que ponham fim a suas relações militares com Israel em todos os níveis, porque este comércio provoca violações dos direitos humanos dos palestinos", disse à Agência Efe o palestino Ibrahim Yousef, coordenador do Comitê Nacional do BDS.
Este ativista indicou que o Brasil é um dos cinco principais importadores de armas israelenses, um comércio que mantém o desenvolvimento da indústria militar do Estado judaico e que, a seu entender, "é contrário à própria Constituição brasileira".
O movimento BDS agrupa mais de 100 organismos não-governamentais, sindicatos e organizações civis palestinas.
"Faz tempo que é necessário um boicote militar absoluto a Israel. Trata-se de um passo crucial para acabar com o uso da força criminosa e ilegal contra o povo palestino e outros povos e Estados na região e representa uma medida efetiva e não violenta para pressionar Israel a cumprir suas obrigações sob o direito internacional", diz o texto da carta.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Israel ameaça ativistas que planejam chegar por via aérea
Guila Flint
Da BBC Brasil
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as forças de segurança do país vão barrar ativistas europeus e americanos pró-Palestina que deverão chegar nesta sexta-feira ao aeroporto de Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv, a caminho da Cisjordânia.
Netanyahu se reuniu nesta quarta-feira com ministros e comandantes da polícia no Aeroporto Internacional de Israel para coordenar as medidas que serão tomadas contra o que chamou de "flotilha aérea".
Os organizadores esperam que cerca de 700 de ativistas cheguem a Israel em voos comerciais para passar uma semana na Cisjordânia, onde devem participar de atos de solidariedade à criação de um Estado Palestino.
A viagem ocorre na mesma semana que os organizadores de uma flotilha para Gaza - que partiria da Grécia com cerca de dez barcos e 500 ativistas - admitiram o fracasso da iniciativa, que tinha o objetivo de furar o bloqueio israelense e atracar no porto do território palestino.
"Provocadores''
O ministro da Segurança Interna, Itzhak Aharonovitz, declarou que Israel "vai expulsar os arruaceiros que chegarem ao aeroporto Ben Gurion".
"Recomendo aos provocadores que não venham", disse. "Quero deixar claro que, como Estado soberano e democrático, não permitiremos propaganda, incitamento e manifestações ilegais, seja no aeroporto ou em qualquer outro lugar."
No entanto, os organizadores da viagem coletiva à Cisjordânia afirmam que seu objetivo é visitar os territórios palestinos e que não têm intenção de fazer manifestações no aeroporto israelense.
Tom Innes, porta-voz do grupo britânico que fará parte da visita, disse ao site israelense Ynet que não vê "razão alguma para que não me permitam ir a Belém".
Ele também afirmou que, desta vez, os ativistas não pretendem mentir às autoridades israelenses no aeroporto e que "dirão claramente que o objetivo da viagem é visitar a Palestina".
''Histeria''
Fontes oficiais disseram ao Ynet que as autoridades israelenses estão em um estado de "histeria" diante da chegada dos ativistas.
Segundo a imprensa local, nesta sexta-feira a segurança do aeroporto será reforçada de maneira significativa, com grande número de policiais e de agentes à paisana. As autoridades aeroportuárias também afirmaram que pretendem instruir aviões que chegarem da Europa a aterrissar em um terminal separado e que todos os passageiros serão interrogados e revistados.
De acordo com o ministro Aharonovitz, "os arruaceiros serão imediatamente expulsos".
Elza Rafbach, uma das organizadoras do grupo americano que participará da visita à Cisjordânia, disse que "chamar os ativistas de arruaceiros é ridículo, pois a maioria deles tem entre 50 e 60 anos".
Outra organizadora da visita, Lubna Massarwa, disse ao jornal Haaretz que não há "relação nenhuma" entre a flotilha para Gaza e o ato de solidariedade na Cisjordânia que, segundo ela, vem sendo planejado há mais de um ano.
A flotilha, considerada pelo governo israelense um ato de provocação para ajudar o Hamas (grupo palestino que controla Gaza), foi barrada pelas autoridades gregas e não conseguiu zarpar.
Acredita-se que o governo israelense exerceu pressões políticas sobre a Grécia para que impedisse a saída dos barcos de seus portos.
Da BBC Brasil
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as forças de segurança do país vão barrar ativistas europeus e americanos pró-Palestina que deverão chegar nesta sexta-feira ao aeroporto de Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv, a caminho da Cisjordânia.
Netanyahu se reuniu nesta quarta-feira com ministros e comandantes da polícia no Aeroporto Internacional de Israel para coordenar as medidas que serão tomadas contra o que chamou de "flotilha aérea".
Os organizadores esperam que cerca de 700 de ativistas cheguem a Israel em voos comerciais para passar uma semana na Cisjordânia, onde devem participar de atos de solidariedade à criação de um Estado Palestino.
A viagem ocorre na mesma semana que os organizadores de uma flotilha para Gaza - que partiria da Grécia com cerca de dez barcos e 500 ativistas - admitiram o fracasso da iniciativa, que tinha o objetivo de furar o bloqueio israelense e atracar no porto do território palestino.
"Provocadores''
O ministro da Segurança Interna, Itzhak Aharonovitz, declarou que Israel "vai expulsar os arruaceiros que chegarem ao aeroporto Ben Gurion".
"Recomendo aos provocadores que não venham", disse. "Quero deixar claro que, como Estado soberano e democrático, não permitiremos propaganda, incitamento e manifestações ilegais, seja no aeroporto ou em qualquer outro lugar."
No entanto, os organizadores da viagem coletiva à Cisjordânia afirmam que seu objetivo é visitar os territórios palestinos e que não têm intenção de fazer manifestações no aeroporto israelense.
Tom Innes, porta-voz do grupo britânico que fará parte da visita, disse ao site israelense Ynet que não vê "razão alguma para que não me permitam ir a Belém".
Ele também afirmou que, desta vez, os ativistas não pretendem mentir às autoridades israelenses no aeroporto e que "dirão claramente que o objetivo da viagem é visitar a Palestina".
''Histeria''
Fontes oficiais disseram ao Ynet que as autoridades israelenses estão em um estado de "histeria" diante da chegada dos ativistas.
Segundo a imprensa local, nesta sexta-feira a segurança do aeroporto será reforçada de maneira significativa, com grande número de policiais e de agentes à paisana. As autoridades aeroportuárias também afirmaram que pretendem instruir aviões que chegarem da Europa a aterrissar em um terminal separado e que todos os passageiros serão interrogados e revistados.
De acordo com o ministro Aharonovitz, "os arruaceiros serão imediatamente expulsos".
Elza Rafbach, uma das organizadoras do grupo americano que participará da visita à Cisjordânia, disse que "chamar os ativistas de arruaceiros é ridículo, pois a maioria deles tem entre 50 e 60 anos".
Outra organizadora da visita, Lubna Massarwa, disse ao jornal Haaretz que não há "relação nenhuma" entre a flotilha para Gaza e o ato de solidariedade na Cisjordânia que, segundo ela, vem sendo planejado há mais de um ano.
A flotilha, considerada pelo governo israelense um ato de provocação para ajudar o Hamas (grupo palestino que controla Gaza), foi barrada pelas autoridades gregas e não conseguiu zarpar.
Acredita-se que o governo israelense exerceu pressões políticas sobre a Grécia para que impedisse a saída dos barcos de seus portos.
Israel prepara-se para chegada de ativistas pró-palestinos
Comentários
Israel prepara-se para receber na próxima sexta-feira centenas de ativistas pró-palestinos que declararão na chegada ao aeroporto de Ben Gurion (perto de Tel Aviv) que vêm visitar "os territórios palestinos" e podem ser deportados.
Ao invés de disfarçar os motivos da visita (como fazem habitualmente as pessoas para evitar que as autoridades migratórias israelenses os impeçam a entrada), desta vez os ativistas dirão na fronteira que vêm à região para participar de atividades não violentas contra a ocupação israelense.
"São esperados entre 600 e 800 pessoas. Talvez Israel deixe-os entrar ou talvez os mande de volta, mas esperamos que entrem porque a visita é uma atividade pacífica", declarou à Efe Mazin Qumsiyeh, da organização "Rede para a Justiça na Palestina", organizadora do evento.
Esta e outras 20 ONGs palestinas convocaram os ativistas a chegar à região até 8 de julho para participar do programa "Bem-vindos à Palestina", que consistirá em uma semana de atividades culturais e políticas que os levará, entre outras, as cidades de Ramala, Belém, Hebron, Jerusalém e as comunidades palestinas do Vale do Jordão.
O Governo israelense considera o plano "uma provocação" e encarregou o ministro da Segurança Pública, Yitzhak Aharonovitch, que coordene a resposta dos diferentes organismos migratórios e de segurança.
Israel prepara-se para receber na próxima sexta-feira centenas de ativistas pró-palestinos que declararão na chegada ao aeroporto de Ben Gurion (perto de Tel Aviv) que vêm visitar "os territórios palestinos" e podem ser deportados.
Ao invés de disfarçar os motivos da visita (como fazem habitualmente as pessoas para evitar que as autoridades migratórias israelenses os impeçam a entrada), desta vez os ativistas dirão na fronteira que vêm à região para participar de atividades não violentas contra a ocupação israelense.
"São esperados entre 600 e 800 pessoas. Talvez Israel deixe-os entrar ou talvez os mande de volta, mas esperamos que entrem porque a visita é uma atividade pacífica", declarou à Efe Mazin Qumsiyeh, da organização "Rede para a Justiça na Palestina", organizadora do evento.
Esta e outras 20 ONGs palestinas convocaram os ativistas a chegar à região até 8 de julho para participar do programa "Bem-vindos à Palestina", que consistirá em uma semana de atividades culturais e políticas que os levará, entre outras, as cidades de Ramala, Belém, Hebron, Jerusalém e as comunidades palestinas do Vale do Jordão.
O Governo israelense considera o plano "uma provocação" e encarregou o ministro da Segurança Pública, Yitzhak Aharonovitch, que coordene a resposta dos diferentes organismos migratórios e de segurança.
domingo, 3 de julho de 2011
Grécia intercepta ativistas dos EUA rumo a Gaza
01 de julho de 2011 18h 57
RENEE MALTEZOU E ORI LEWIS - REUTERS
A Grécia impediu na sexta-feira que um barco com ativistas dos EUA zarpasse para aderir a uma flotilha que planeja furar o bloqueio marítimo israelense à Faixa de Gaza.
O pequeno grupo de embarcações com ativistas dos EUA, França e Canadá deveria ter partido há uma semana, mas houve repetidos adiamentos motivados por suspeitas de sabotagem.
No último empecilho, a Guarda Costeira grega interceptou um barco que havia acabado de zarpar de Perama, localidade próxima a Pireus, em direção ao mar aberto, segundo um dos ativistas.
"Estamos logo aqui, a duas milhas de Pireus", disse a ativista norte-americana Ann Wright, a bordo da embarcação.
"Fomos parados pela Guarda Costeira. O barco deles manobrou na nossa frente, e eles estão agora conversando com o capitão. Querem que a gente volte", disse ela à Reuters por telefone.
Horas depois, a embarcação começou a regressar em direção à costa, segundo um agente da Guarda Costeira que pediu anonimato.
Wright disse que o primeiro destino do barco seria a ilha grega de Creta. As autoridades gregas haviam anunciado horas antes que barcos com destino a Gaza - o que envolve o trânsito por águas internacionais - estavam proibidos de deixar os portos gregos.
Mas outro ativista disse que a interceptação foi ilegal, e que o incidente não deterá o restante da flotilha, que pretende zarpar nos próximos dias. "A interceptação nos afeta, mas acreditamos que seja ilegal e não-razoável", disse Vangelis Pissias à Reuters. "Estamos determinados a continuar. Como eles podem fazer isso?"
Israel diz que o bloqueio à Faixa de Gaza se destina a impedir o tráfico de armas para o território, que é governado pelo grupo islâmico Hamas. Os palestinos dizem que se trata de uma punição coletiva e ilegal aos seus 1,5 milhão de habitantes.
O governo israelense pediu aos governos estrangeiros que não permitam a viagem do comboio marítimo, e na quinta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu aos aliados, inclusive a Grécia, por barrar os ativistas.
Uma porta-voz dos ativistas disse que a flotilha irá zarpar da Grécia até meados da semana que vem. A intenção original era que o grupo reunisse 15 barcos, mas agora só nove estão disponíveis.
Israel considera a viagem uma provocação, mas nega que tenha sabotado um barco irlandês e um barco sueco que relataram danos a seus motores depois de atracar em um porto grego.
Há pouco mais de um ano, nove ativistas morreram na invasão de fuzileiros navais israelenses a uma flotilha semelhante que tentava chegar à Faixa de Gaza.
RENEE MALTEZOU E ORI LEWIS - REUTERS
A Grécia impediu na sexta-feira que um barco com ativistas dos EUA zarpasse para aderir a uma flotilha que planeja furar o bloqueio marítimo israelense à Faixa de Gaza.
O pequeno grupo de embarcações com ativistas dos EUA, França e Canadá deveria ter partido há uma semana, mas houve repetidos adiamentos motivados por suspeitas de sabotagem.
No último empecilho, a Guarda Costeira grega interceptou um barco que havia acabado de zarpar de Perama, localidade próxima a Pireus, em direção ao mar aberto, segundo um dos ativistas.
"Estamos logo aqui, a duas milhas de Pireus", disse a ativista norte-americana Ann Wright, a bordo da embarcação.
"Fomos parados pela Guarda Costeira. O barco deles manobrou na nossa frente, e eles estão agora conversando com o capitão. Querem que a gente volte", disse ela à Reuters por telefone.
Horas depois, a embarcação começou a regressar em direção à costa, segundo um agente da Guarda Costeira que pediu anonimato.
Wright disse que o primeiro destino do barco seria a ilha grega de Creta. As autoridades gregas haviam anunciado horas antes que barcos com destino a Gaza - o que envolve o trânsito por águas internacionais - estavam proibidos de deixar os portos gregos.
Mas outro ativista disse que a interceptação foi ilegal, e que o incidente não deterá o restante da flotilha, que pretende zarpar nos próximos dias. "A interceptação nos afeta, mas acreditamos que seja ilegal e não-razoável", disse Vangelis Pissias à Reuters. "Estamos determinados a continuar. Como eles podem fazer isso?"
Israel diz que o bloqueio à Faixa de Gaza se destina a impedir o tráfico de armas para o território, que é governado pelo grupo islâmico Hamas. Os palestinos dizem que se trata de uma punição coletiva e ilegal aos seus 1,5 milhão de habitantes.
O governo israelense pediu aos governos estrangeiros que não permitam a viagem do comboio marítimo, e na quinta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu aos aliados, inclusive a Grécia, por barrar os ativistas.
Uma porta-voz dos ativistas disse que a flotilha irá zarpar da Grécia até meados da semana que vem. A intenção original era que o grupo reunisse 15 barcos, mas agora só nove estão disponíveis.
Israel considera a viagem uma provocação, mas nega que tenha sabotado um barco irlandês e um barco sueco que relataram danos a seus motores depois de atracar em um porto grego.
Há pouco mais de um ano, nove ativistas morreram na invasão de fuzileiros navais israelenses a uma flotilha semelhante que tentava chegar à Faixa de Gaza.
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