sábado, 9 de julho de 2011
Israel prende 124 ativistas pró-palestinos dos EUA e da Europa
09 de julho de 2011 12h 24
A policia de Israel prendeu 124 ativistas europeus e americanos, que desembarcaram no aeroporto internacional do país, com o objetivo de viajar à Cisjordânia para participar de atos de solidariedade com os palestinos.
Os ativistas - 76 mulheres e 38 homens - da França, Holanda, Espanha, EUA, Bélgica e Bulgária, foram detidos imediatamente após desembarcarem no Aeroporto Ben Gurion e, depois de serem interrogados, foram transferidos para diversas prisões onde deverão aguardar a deportação.
De acordo com os ativistas seu plano original era participar de um programa chamado "Bem-vindos à Palestina", organizado por grupos europeus e palestinos.
Entre os participantes, o principal é o Movimento de Solidariedade Internacional, fundado há dez anos, que costuma enviar ativistas para a Cisjordânia, para participar de diversos tipos de atividades, inclusive manifestações contra a ocupação israelense e de auxilio a agricultores palestinos na colheita anual de azeitonas.
O ministro da Segurança Interna de Israel, Itzhak Aharonovitz, utilizou o termo ''hooligans'', que significa arruaceiros em inglês e é normalmente relacionado a atos de vandalismo cometidos por torcedores de futebol, para qualificar os ativistas.
'Lista negra'
Além dos ativistas detidos em Israel, cerca de 200 participantes foram barrados em diversos aeroportos europeus, pelas próprias companhias aéreas, depois que receberam uma "lista negra" de Israel.
As autoridades israelenses informaram as companhias aéreas que não permitiriam a entrada dos passageiros listados e que as empresas teriam que arcar com as despesas de deportação.
De acordo com o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu, os ativistas poderiam "perturbar a ordem pública".
A representante da Autoridade Palestina junto à União Europeia, Laila Shahid, condenou os países europeus e as companhias aéreas, que, segundo ela , "obedeceram a decisão de Israel de colocar cidadãos europeus em listas negras".
"Ninguém sabe em que se baseiam essas listas, nem que crimes essas pessoas cometeram, exceto tentar manifestar solidariedade", afirmou a representante palestina.
O site israelense Ynet cita um porta-voz da policia alemã dizendo que "se um passageiro tem um passaporte válido e uma passagem, não há base para impedi-lo de embarcar".
No entanto, o porta-voz da Swiss Air, companhia aérea suíça, afirmou que segundo o regulamento da Organização Internacional de Aviação Civil "se um país informa a companhia aérea que a entrada de um indivíduo será barrada, essa pessoa não terá permissão para embarcar".
Ativistas que foram barrados na Europa anunciaram que pretendem processar as companhias aéreas e denunciaram o que chamaram de "cumplicidade" das empresas com Israel.
Segundo o jornal Haaretz, companhias aéreas que deverão transportar os ativistas presos em Israel disseram que não será fácil encontrar lugar nos aviões para eles, pois esta época do ano é de alta estação e todos os voos para a Europa estão lotados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Viajantes que iam a Gaza se revoltam ao serem retidos Paris
Aproximadamente 50 viajantes simpatizantes da causa palestina que pretendiam voar a Tel Aviv para depois chegar a Gaza protestaram nesta sexta-feira no aeroporto Roissy Charles de Gaulle de Paris depois que tiveram o embarque negado, e se queixaram do tratamento que receberam aos meios de comunicação.
Os passageiros, que não tiveram permissão para entrar nos aviões por figurarem em uma lista de "indesejados" elaborada pelas autoridades israelenses, tentaram impedir nesta manhã o acesso dos demais viajantes a um voo da companhia alemã Lufthansa com destino a Israel.
"Tenho um passaporte legal, comprei minha passagem, por que não me deixam passar?", reclamava uma das afetadas à emissora de rádio "France Info", em um clima de forte tensão entre os ativistas e os outros passageiros.
"É inadmissível, pelo menos nos deixem ir a Tel Aviv", afirmava um jovem, que denunciou a conivência das autoridades francesas e das companhias aéreas com Israel.
Outro passageiro com acesso negado acrescentou: "Temos o passaporte em dia, não somos terroristas, não temos antecedentes criminais, isso é intolerável".
A mesma situação ocorreu uma hora mais tarde com um segundo voo da companhia italiana Alitalia.
Trata-se de uma das medidas que Israel adotou nos últimos dias para impedir a chegada de ativistas pró-palestinos ao país, coincidindo com a tentativa de organização da pequena frota humanitária à Gaza, que pretende chegar ao território palestino para levar ajuda e protestar pelo bloqueio israelense.
Uma parte dos ativistas tenta chegar a Tel Aviv pelo ar, de onde pretendem se deslocar a Gaza.
Israel enviou uma lista às companhias aéreas na qual figuram mais de 300 pessoas às quais não vai deixar entrar no país e ameaçou as companhias aéreas afirmando que assumiriam os custos caso fosse necessário repatriá-las.
Alguns dos militantes declararam que querem apresentar uma denúncia por discriminação por opinião política
Palestinos pedem a Brasil e ONU boicote às armas de Israel
Representantes do movimento palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) entregaram cartas nesta sexta-feira ao consulado do Brasil e à sede da ONU na cidade de Ramala (Cisjordânia) com um pedido para que os Governos ponham fim ao comércio de armas com Israel.
"Os jovens e a sociedade civil pedem ao Governo brasileiro e à ONU que ponham fim a suas relações militares com Israel em todos os níveis, porque este comércio provoca violações dos direitos humanos dos palestinos", disse à Agência Efe o palestino Ibrahim Yousef, coordenador do Comitê Nacional do BDS.
Este ativista indicou que o Brasil é um dos cinco principais importadores de armas israelenses, um comércio que mantém o desenvolvimento da indústria militar do Estado judaico e que, a seu entender, "é contrário à própria Constituição brasileira".
O movimento BDS agrupa mais de 100 organismos não-governamentais, sindicatos e organizações civis palestinas.
"Faz tempo que é necessário um boicote militar absoluto a Israel. Trata-se de um passo crucial para acabar com o uso da força criminosa e ilegal contra o povo palestino e outros povos e Estados na região e representa uma medida efetiva e não violenta para pressionar Israel a cumprir suas obrigações sob o direito internacional", diz o texto da carta.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Israel ameaça ativistas que planejam chegar por via aérea
Da BBC Brasil
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as forças de segurança do país vão barrar ativistas europeus e americanos pró-Palestina que deverão chegar nesta sexta-feira ao aeroporto de Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv, a caminho da Cisjordânia.
Netanyahu se reuniu nesta quarta-feira com ministros e comandantes da polícia no Aeroporto Internacional de Israel para coordenar as medidas que serão tomadas contra o que chamou de "flotilha aérea".
Os organizadores esperam que cerca de 700 de ativistas cheguem a Israel em voos comerciais para passar uma semana na Cisjordânia, onde devem participar de atos de solidariedade à criação de um Estado Palestino.
A viagem ocorre na mesma semana que os organizadores de uma flotilha para Gaza - que partiria da Grécia com cerca de dez barcos e 500 ativistas - admitiram o fracasso da iniciativa, que tinha o objetivo de furar o bloqueio israelense e atracar no porto do território palestino.
"Provocadores''
O ministro da Segurança Interna, Itzhak Aharonovitz, declarou que Israel "vai expulsar os arruaceiros que chegarem ao aeroporto Ben Gurion".
"Recomendo aos provocadores que não venham", disse. "Quero deixar claro que, como Estado soberano e democrático, não permitiremos propaganda, incitamento e manifestações ilegais, seja no aeroporto ou em qualquer outro lugar."
No entanto, os organizadores da viagem coletiva à Cisjordânia afirmam que seu objetivo é visitar os territórios palestinos e que não têm intenção de fazer manifestações no aeroporto israelense.
Tom Innes, porta-voz do grupo britânico que fará parte da visita, disse ao site israelense Ynet que não vê "razão alguma para que não me permitam ir a Belém".
Ele também afirmou que, desta vez, os ativistas não pretendem mentir às autoridades israelenses no aeroporto e que "dirão claramente que o objetivo da viagem é visitar a Palestina".
''Histeria''
Fontes oficiais disseram ao Ynet que as autoridades israelenses estão em um estado de "histeria" diante da chegada dos ativistas.
Segundo a imprensa local, nesta sexta-feira a segurança do aeroporto será reforçada de maneira significativa, com grande número de policiais e de agentes à paisana. As autoridades aeroportuárias também afirmaram que pretendem instruir aviões que chegarem da Europa a aterrissar em um terminal separado e que todos os passageiros serão interrogados e revistados.
De acordo com o ministro Aharonovitz, "os arruaceiros serão imediatamente expulsos".
Elza Rafbach, uma das organizadoras do grupo americano que participará da visita à Cisjordânia, disse que "chamar os ativistas de arruaceiros é ridículo, pois a maioria deles tem entre 50 e 60 anos".
Outra organizadora da visita, Lubna Massarwa, disse ao jornal Haaretz que não há "relação nenhuma" entre a flotilha para Gaza e o ato de solidariedade na Cisjordânia que, segundo ela, vem sendo planejado há mais de um ano.
A flotilha, considerada pelo governo israelense um ato de provocação para ajudar o Hamas (grupo palestino que controla Gaza), foi barrada pelas autoridades gregas e não conseguiu zarpar.
Acredita-se que o governo israelense exerceu pressões políticas sobre a Grécia para que impedisse a saída dos barcos de seus portos.
Israel prepara-se para chegada de ativistas pró-palestinos
Israel prepara-se para receber na próxima sexta-feira centenas de ativistas pró-palestinos que declararão na chegada ao aeroporto de Ben Gurion (perto de Tel Aviv) que vêm visitar "os territórios palestinos" e podem ser deportados.
Ao invés de disfarçar os motivos da visita (como fazem habitualmente as pessoas para evitar que as autoridades migratórias israelenses os impeçam a entrada), desta vez os ativistas dirão na fronteira que vêm à região para participar de atividades não violentas contra a ocupação israelense.
"São esperados entre 600 e 800 pessoas. Talvez Israel deixe-os entrar ou talvez os mande de volta, mas esperamos que entrem porque a visita é uma atividade pacífica", declarou à Efe Mazin Qumsiyeh, da organização "Rede para a Justiça na Palestina", organizadora do evento.
Esta e outras 20 ONGs palestinas convocaram os ativistas a chegar à região até 8 de julho para participar do programa "Bem-vindos à Palestina", que consistirá em uma semana de atividades culturais e políticas que os levará, entre outras, as cidades de Ramala, Belém, Hebron, Jerusalém e as comunidades palestinas do Vale do Jordão.
O Governo israelense considera o plano "uma provocação" e encarregou o ministro da Segurança Pública, Yitzhak Aharonovitch, que coordene a resposta dos diferentes organismos migratórios e de segurança.
domingo, 3 de julho de 2011
Grécia intercepta ativistas dos EUA rumo a Gaza
RENEE MALTEZOU E ORI LEWIS - REUTERS
A Grécia impediu na sexta-feira que um barco com ativistas dos EUA zarpasse para aderir a uma flotilha que planeja furar o bloqueio marítimo israelense à Faixa de Gaza.
O pequeno grupo de embarcações com ativistas dos EUA, França e Canadá deveria ter partido há uma semana, mas houve repetidos adiamentos motivados por suspeitas de sabotagem.
No último empecilho, a Guarda Costeira grega interceptou um barco que havia acabado de zarpar de Perama, localidade próxima a Pireus, em direção ao mar aberto, segundo um dos ativistas.
"Estamos logo aqui, a duas milhas de Pireus", disse a ativista norte-americana Ann Wright, a bordo da embarcação.
"Fomos parados pela Guarda Costeira. O barco deles manobrou na nossa frente, e eles estão agora conversando com o capitão. Querem que a gente volte", disse ela à Reuters por telefone.
Horas depois, a embarcação começou a regressar em direção à costa, segundo um agente da Guarda Costeira que pediu anonimato.
Wright disse que o primeiro destino do barco seria a ilha grega de Creta. As autoridades gregas haviam anunciado horas antes que barcos com destino a Gaza - o que envolve o trânsito por águas internacionais - estavam proibidos de deixar os portos gregos.
Mas outro ativista disse que a interceptação foi ilegal, e que o incidente não deterá o restante da flotilha, que pretende zarpar nos próximos dias. "A interceptação nos afeta, mas acreditamos que seja ilegal e não-razoável", disse Vangelis Pissias à Reuters. "Estamos determinados a continuar. Como eles podem fazer isso?"
Israel diz que o bloqueio à Faixa de Gaza se destina a impedir o tráfico de armas para o território, que é governado pelo grupo islâmico Hamas. Os palestinos dizem que se trata de uma punição coletiva e ilegal aos seus 1,5 milhão de habitantes.
O governo israelense pediu aos governos estrangeiros que não permitam a viagem do comboio marítimo, e na quinta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu aos aliados, inclusive a Grécia, por barrar os ativistas.
Uma porta-voz dos ativistas disse que a flotilha irá zarpar da Grécia até meados da semana que vem. A intenção original era que o grupo reunisse 15 barcos, mas agora só nove estão disponíveis.
Israel considera a viagem uma provocação, mas nega que tenha sabotado um barco irlandês e um barco sueco que relataram danos a seus motores depois de atracar em um porto grego.
Há pouco mais de um ano, nove ativistas morreram na invasão de fuzileiros navais israelenses a uma flotilha semelhante que tentava chegar à Faixa de Gaza.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Barco de ajuda a Gaza responde ao governo Obama
Atenas, 24/6/2011 – Os ativistas pacifistas norte-americanos que se preparam para partir levando mensagem de solidariedade ao povo de Gaza a bordo do barco de bandeira norte-americana “A Audácia da Esperança” [título de livro de Obama] manifestaram profundo desapontamento, depois de ‘alerta’ emitido pelo Departamento de Estado dos EUA no dia 22/6/2011.
Em vez de escrever ao governo de Israel, exigindo livre passagem para um barco que conduz cidadãos norte-americanos desarmados com ajuda humanitária aos palestinos, o governo dos EUA pressiona seus próprios cidadãos para que não empreendam movimento legal que livremente decidiram empreender.
Na 4ª-feira, o departamento de Estado emitiu um “alerta de viagem” dirigido a cidadãos norte-americanos que planejem participar da Flotilha de Liberdade para Gaza. O documento aconselha os cidadãos norte-americanos a não viajar para Gaza por qualquer meio, por terra, mar ou ar, “considerando que em tentativas anteriores de entrar em Gaza por mar, os barcos foram impedidos por comandos israelenses, ação que resultou em mortos e feridos, além de prisão e deportação de cidadãos dos EUA.”
“Pelos termos do documentos, conclui-se que o Departamento de Estado entende que os atos de violência previsíveis de Israel contra manifestantes desarmados seriam eventos tão naturalmente previsíveis quanto maremotos ou tempestades” disse Hagit Borer, professora de Linguística da Universidade Southern California e passageira do barco norte-americano. “É atitude espantosa, vinda de governo que garante a Israel bilhões de dólares em ajuda militar e usa rotineiramente seu poder de veto para impedir que o governo de Israel seja censurado pelo Conselho de Segurança da ONU, pela prática de crime de ocupação ilegal de terras palestinas.”
Os passageiros do barco norte-americano observam que o Departamento de Estado tem o dever legal de proteger os cidadãos, sempre que viagem ao exterior. "Até hoje, os funcionários do governo dos EUA falharam sempre que se tratou de impedir que autoridades israelenses nos atacassem fisicamente” – disse Robert Naiman, diretor político da organização Just Foreign Policy, outro passageiro do barco para Gaza. “É claro que o Departamento de Estado deveria manifestar-se contra quem nos ameaça, em vez de tentar impedir que nós viajemos. É terrivelmente decepcionante constatar que não fazem o que devem fazer.”
A seguir, o texto da carta que os passageiros do barco “A Audácia da Esperança” enviaram, dia 14 de junho, ao presidente Obama, à secretária de Estado Hilary Clinton e a outras autoridades. Ainda não receberam resposta.
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14 de junho de 2011
Senhor Presidente
Casa Branca
1600 Pennsylvania Avenue NW, Washington, DC 20500
Senhor Presidente Obama:
Escrevemos para informar-lhe que 50 norte-americanos desarmados partirão nos próximos dias em barco sob bandeira dos EUA, que batizamos “A Audácia da Esperança”, e que integrará mais uma Flotilha da Paz rumo a Gaza.
Nossa manifestação pacífica fará pressão contra o bloqueio de Israel a Gaza, que já é, de fato, campo de prisioneiros no qual Israel mantém aprisionados 1,6 milhão de civis, a maioria dos quais com menos de 16 anos. O bloqueio israelense reduziu à miséria a população de Gaza, privou os palestinos de Gaza de itens básicos de sobrevivência e de materiais de construção para reconstruir as casas que o exército israelense destruiu no ataque de 2008-9; continua a impedir que os doentes e deficientes físicos encontrem socorro médico; e impede que estudantes já contemplados com bolsas de estudos ausentem-se de Gaza para estudar. Em Gaza, 45% da população em idade de trabalhar está desempregada.
Além de 10 passageiros, 5 tripulantes e 10 jornalistas, nosso barco leva também milhares de cartas de solidariedade, apoio e amizade reunidas em todos os EUA e endereçadas aos homens, mulheres e crianças de Gaza. Não temos a bordo nenhum tipo de arma. Não levamos a bordo nenhum produto comercial a ser entregue em Gaza. A nossa, é missão da sociedade civil dos EUA, dirigida à sociedade civil de Gaza. Não somos grupo partidário nem temos qualquer ligação com governo ou grupo de opinião. Nossa ação é ação não violenta, de solidariedade humana e de apoio ao povo palestino de Gaza, para ajudá-los a defender seus direitos humanos.
Na honrada tradição de ativismo não violento da sociedade norte-americana, que sempre se ergueu em manifestações pacíficas contra a injustiça, viajaremos a Gaza com a esperança de que nossa viagem prove ao povo de Gaza que não estão sós. Nossa viagem visa também a chamar a atenção dos EUA e do mundo para o castigo coletivo, moral e legalmente indefensável, que Israel impõe, em Gaza, a civis.
Sr. Presidente, o senhor com certeza já sabe que o bloqueio contra Gaza é insustentável. E seu governo já várias vezes manifestou apoio a manifestações pacíficas ao longo dessa “Primavera Árabe”.
Como cidadãos dos EUA, esperamos que nosso país e seu governo se empenhem para assegurar livre passagem para os barcos da Flotilha da Paz até Gaza. Contamos também com que nosso país apoiará nosso clamor, de caráter humanitário, para que o bloqueio israelense contra Gaza seja imediatamente levantado.
Para tanto, é preciso que o governo dos EUA notifique Israel, em termos claros, de que não deve impedir pela força que a nova Flotilha da Paz – à qual se integrou nosso barco “A Audácia da Esperança” – chegue a Gaza. É o que nós, que estaremos a bordo desse barco – engenheiros, pedreiros, bombeiros, advogados, trabalhadores sociais, aposentados, sobreviventes do Holocausto, funcionários públicos aposentados – esperamos de nosso presidente e do governo que ajudamos a eleger.
Nosso barco partirá do leste do Mediterrâneo na última semana de junho. Agradecemos desde já suas providências, para proteger nossas vidas e nos assegurar livre trânsito por mar até Gaza.
Atenciosamente,
Norte-americanos a bordo do barco “A Audácia da Esperança”, de bandeira norte-americana: Nic Abramson, Johnny Barber, Medea Benjamin, Greta Berlin, Hagit Borer, Regina Carey, Gale Courey Toensing, Erin DeRamus, Linda Durham, Debra Ellis, Hedy Epstein, Steve Fake, Ridgely Fuller, Megan Horan,Kathy Kelly, Kit Kittredge, Libor Koznar, Melissa Lane, G. Kaleo Larson, Richard Levy, Richard Lopez, Ken Mayers, Ray McGovern, Gail Miller, Carol Murry, Robert Naiman, Henry Norr, Ann Petter, Gabe Schivone, Kathy Sheetz, Max Suchan, Brad Taylor, Len Tsou, Alice Walker, Paki Wieland, Ann Wright.
Cc:
Sr. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
Sra. Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA
Sr. Jeffrey Feltman, secretário de Estado (assistente) dos EUA
Sra. Susan E. Rice, representante permanente dos EUA na ONU
Sr. James B. Cunningham, embaixador dos EUA em Israel (e outros)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Israel reprime e prepara ataque à flotilha
ByCaue Seigne Ameni
– 17 de junho de 2011
Cada vez mais isolado, governo de Telaviv amplia ataques a palestinos e endurece contra 1500 pacifistas de todo o mundo, que chegarão a Gaza no final do mês.
Na Prensa Latina
Forças militares de Israel irromperam hoje em várias localidades da Cisjordânia ocupada e prenderam residentes palestinos, coincidindo com a aprovação de uma polêmica lei sobre prisioneiros e ameaças contra uma flotilha humanitária. Efetivos do Exército de ocupação e da polícia entraram usando a força em Issawiya, um povoado de Jerusalém Leste, e revistaram moradias palestinas, danificando pertences de seus moradores.
Ativistas palestinos denunciaram que os militares também atacaram duas casas na aldeia Husan, situada ao oeste da cidade cisjordana de Belém, e destruíram o mobiliário.
Outros abusos da polícia israelense foram constatados em distritos da aldeia Al-Shawawra, ao leste de Belém, mas se ignoram os detalhes.
O jornal The Jerusalem Post, por sua vez, informou que militares israelenses prenderam nesta quinta-feira em sua casa de Kfar Surif, ao norte de Hebrón, Samir Qadi, deputado palestino filiado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.
Qadi esteve encarcerado em Israel de 2006 a 2009 ao ser preso durante uma onda repressiva e de detenções praticada depois da captura do soldado Gilad Shalit por um comando islamista na fronteira de Gaza.
A detenção de Qadi ocorreu após a aprovação, ontem à noite no parlamento israelense (Knesset), de uma lei que permitirá que os chamados prisioneiros de segurança (termo usado para cidadãos árabes considerados perigosos) sejam devolvidos a prisão sem julgamento prévio.
Dita normativa proposta pelo político Danny Danon, pertencente ao direitista partido Likud (no poder), busca impedir que os presos palestinos retomem algum tipo de atividade política quando forem libertos como parte de uma troca de prisioneiros.
O exército de Israel, por outro lado, recebeu “instruções claras” de impedir qualquer violação de seu bloqueio marítimo a Gaza e elevou a preparação militar e o alerta depois do anúncio de que uma flotilha com ajuda humanitária chegará ao território no final deste mês.
A respeito, as forças navais realizaram ontem exercícios militares para frustrar o acesso à costa da Faixa pela chamada Flotilha da Liberdade 2, em tributo a uma interceptada com brutalidade por Israel em maio de 2010, quando morreram nove pessoas.
O gesto solidário com os palestinos será protagonizado por mais de 1.500 pacifistas de diferentes nacionalidades dispostos a furar o cerco naval e terrestre imposto a Gaza desde junho de 2006 e intensificado um ano depois.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
44 anos de ocupação violenta
Fotos: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.196952857017799.49534.100001092593499&l=f526fd1df6
Duas pessoas feridas, incluindo um repórter, e várias sufocadas na manifestação contra o muro e a ocupação realizada nesta sexta-feira na vila de Bil’in, Palestina. A manifestação rememorou os 44 anos da Naksa
Bil'in, Ramallah, 3/6/2011.
Duas pessoas ficaram feridas em consequência de asfixia grave causada pelas bombas de gás, de composição química nova e desconhecida, nos confrontos entre ativistas desarmados e o exército sionista.
À manifestação, convocada pelo Comitê Popular Contra o Muro e a Ocupação de Bil’in, compareceram moradores da vila e numerosos pacifistas de Israel, do Brasil e de outras partes do mundo.
Carregávamos bandeiras da Palestina, fotos de presos políticos palestinos e banners amarelos com a imagem do líder Marwan Barghouti. Marchamos pelas ruas de Bil’in repetindo palavras de ordem contra o muro e a ocupação, em árabe e em inglês, clamando pela unidade de todos, confirmando a necessidade de divulgação da resistência do povo palestino, exigindo a soltura de todos os presos políticos e liberdade para a Palestina.
Fomos até o muro, onde o exército sionista de ocupação já nos esperava. Os soldados montaram um posto de controle perto do portão oeste do muro, enquanto outros posicionavam-se ao longo do muro, juntamente com o caminhão-tanque carregado de água química. À medida que nos aproximávamos da cerca, o exército atirava bombas sonoras, balas de metal emborrachado e bombas de gás. O caminhão-tanque jogava a água química, afastando muitos manifestantes. Bombas e canisters (cilindros de metal cheios de gás) vinham de todas as direções, encurralando-nos. Uma bomba atingiu o jornalista Khaled Sabarneh, 42, da televisão iraniana. Joseph Issa Abu Rahma, 41, teve severas dificuldades respiratórias e houve vários casos de asfixia, atendidos pelos paramédicos. As bombas também atingiram as áreas próximas ao muro, cheias de oliveiras, e provocaram fogo em alguns pontos.
Os Moradores Contra o Muro e a Ocupação de Bil'in convidam os palestinos locais e da Diáspora a participar das atividades do 44o. aniversário da Naksa [a ocupação provocada pela Guerra dos Seis Dias, de 1967], na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, no front palestino das fronteiras, nas capitais árabes e de outras partes do mundo, a fim de confirmar a adesão ao direito de retorno, ao fim da ocupação, ao estabelecimento do Estado palestino independente e soberano com capital em Jerusalém. Esses são os objetivos pelos quais vêm lutando, há 63 anos, os palestinos, a população árabe e internacional.
Comitê Popular Contra o Muro e a Ocupação de Bil'in
44 years of violent occupation
Two persons injured, including a reporter, and dozens deeply suffocated in the demonstration against the wall and the 44 years of occupation
Bil'in, Ramallah, 3/6/2011. Two citizens were injured as a result of severe asphyxia caused by the heavy tear gas in the clashes that took place in the village of Bil'in on this Friday.
To the demonstration, called by the Popular Committee Against the Wall in Bil'in, came village people along with dozens of peace activists, Israelis and foreigners in solidarity. People held Palestinian flags, said slogans and marked the 10th anniversary of the martyrdom of the brother of Jerusalem, Faisal Husseini, and pictures of martyrs in the Israelian jails, and Abo Rahma, and yellow banners with pictures of the leader Marwan Barghouti.
The demonstrators walked on village streets singing national slogans, calling for unity, confirming the need for a resounding Palestinian resistance, asking the release of all prisoners and freedom for Palestine.
The activists walked towards the wall, where the military force of occupation were waiting. There were a “checkpoint” with soldiers near the gate of the western side of the wall. A large number of soldiers deployed on the route of the wall, and the skank truck sprayed water mixed with chemicals. As the demonstrators transit towards the wall, the army fired sound bombs, rubber-coated metal bullets and tear gas. The truck sprayed protestors with chemical water. Bombs ans canisters were throwed to all directions and one of them injuried the journalist Khaled Sabarneh (42 year), Iranian television reporter. Joseph Issa Abu Rahma (41 year) had severe difficulty in breathing, and there were dozens of cases of suffocation. The bombs burned the areas adjacent to the wall, planted with olive trees.
People Against the Wall from Bil'in invite all the sons of our Palestine and the Diaspora to participate in the activities of the 44th anniversary of the Naksa [the 6 Days War occupation, 1967] in West Bank and Gaza Strip, at the Palestinian front on the borders, and in Arab and foreigner capitals, to confirm our adherence to the right of return, the end of the occupation, the establishment of an independent Palestinian state with its capital in Jerusalem. Those are the issues for which Palestinian-Arab-international people have been fighted along all those 63 years.
Popular Committee Against the Wall and the Occupation from Bil'in
أهالي بلعين يحيون ذكرى النكسة ال 44
إصابة مواطنين بجروح بينهم صحفي والعشرات بالاختناق الشديد في المسيرة الاسبوعية
3/6/2011
بلعين- رام الله: إصابة مواطنين بجروح والعشرات بحالات الاختناق الشديد نتيجة استنشاقهم للغاز المسيل للدموع جراء المواجهات التي جرت في قرية بلعين إلى جانب نشطاء سلام ومتضامنين أجانب، اثر قمع قوات الاحتلال الإسرائيلي للمسيرة الاسبوعية المناهضة للجدار والاستيطان في قرية بلعين، إحياء لذكرى النكسة ال44.
وشارك في المسيرة التي دعت إليها اللجنة الشعبية لمقاومة الجدار والاستيطان في بلعين، أهالي قرية بلعين، إلى جانب العشرات من نشطاء سلام إسرائيليين ومتضامنين أجانب.
ورفع المشاركون الأعلام الفلسطينية، وشعارات تحيي الذكرى العاشرة لاستشهاد قائد المقاومة الشعبية ابن القدس الأخ فيصل الحسيني، وصور الشهيدين جواهر وباسم أبورحمة، ورايات صفراء عليها صور القائد النائب مروان البرغوثي.
وجاب المتظاهرون شوارع القرية وهم يرددون الهتافات الوطنية، الداعية إلى الوحدة، المؤكدة على ضرورة التمسك بالثوابت الفلسطينية، ومقاومة الاحتلال وإطلاق سراح جميع الأسرى، والحرية لفلسطين.
وتوجهت المسيرة نحو الجدار، حيث كانت قوة عسكرية من جيش الاحتلال الإسرائيلي قد عملوا حاجز بشري من الجنود بالقرب بوابة الجدار من الجهة الغربية من الجدار، وعدد كبير من الجنود منتشرين على مسار الجدار، وسيارة كبيرة لرش المتظاهرين بالمياه العادمة النتنة الممزوجة بالمواد الكيماوية الممزوجة باللون الازرق، وعند محاولة المتظاهرين العبور نحو الجدار ، قام الجيش بإطلاق قنابل الصوت والرصاص المعدني المغلف بالمطاط والقنابل الغازية ، ورش المتظاهرين بالمياه العادمة النتنة الممزوجة بالمواد الكيماوية ، نحوهم من جميع الاتجاهات، مما أدى إصابة الصحفي خالد صبارنة (42 عام) مراسل التلفزيون الإيراني بقنبلة غازية بالرجل، ويوسف عيسى أبو رحمة (41عام) باختناق شديد، والعشرات بحالات الاختناق والتقي الشديدين، وحرق مساحات محاذية للجدار مزروعة بأشجار الزيتون.
ودعت اللجنة الشعبية لمقاومة الجدار والاستيطان في بلعين جميع أبناء شعبنا الفلسطيني في الوطن والشتات إلى المشاركة في فعاليات الذكرى الـ44 للنكسة، وخاصة الفعاليات المركزية في الضفة الغربية وقطاع غزة وفي الداخل الفلسطيني وعلى الحدود مع فلسطين التاريخية والعواصم العربية والأجنبية، للتأكيد على تمسكنا بحق العودة، والتأكيد على أن قضية اللاجئين هي قضية فلسطينية عربية دولية، والمطالبة بإنهاء الاحتلال وإقامة الدولة الفلسطينية المستقلة وعاصمتها القدس الشريف.
لمزيد من المعل
sábado, 28 de maio de 2011
Israel após 63 anos
por Abdel Latif Hasan Abdel Latif
médico palestino
Em 15 de maio último, Israel completou 63 anos.
Aparentemente, há muitos motivos para comemorar.
Nas ruínas da Palestina plural, engendrada ao longo de milhares de anos, pela mistura e encontro de povos, os sionistas criaram seu singular Estado exclusivamente judeu.
Após limpeza étnica e genocídio contra os nativos daquela Terra, sobraram poucos palestinos em Israel. São tratados como estrangeiros e cidadãos de terceira categoria dentro de sua própria pátria. Vivem ameaçados de expulsão a qualquer hora.
Os palestinos nos territórios ocupados em 1967 vivem em bantustões, guetos e campos de prisioneiros, controlados por Israel.
O resto dos palestinos, que vivem nos miseráveis campos de refugiados nos países vizinhos, são problema criado pelos judeus, mas a ser resolvido pelos árabes, conforme apologia sionista.
Após 63 anos, os palestinos não representam de fato uma ameaça real para o Estado Judeu, pelo menos a curto prazo. Por que então não há comemoração em Israel?
É verdade que o processo de paz entre árabes e israelenses está paralisado. Mas isso não deveria causar maiores preocupações para Israel, porque quando as negociações retornarem, a chamada comunidade internacional se submeteria novamente à posição israelense, resumida a seguir.
A paz na região significa a segurança absoluta do Estado judeu e rendição árabe, mesmo quando essa alegada segurança significa negar o direito básico dos palestinos e árabes em geral e violar o Direito Internacional.
A segurança de Israel é uma constante imutável da política americana e européia em geral. Todos os presidentes americanos e líderes europeus, antes de mencionar paz, justiça, Deus ou qualquer outro assunto, lembram de seu compromisso inabalável com a segurança e futuro do Estado Judeu.
É inimaginável alguém no mundo perguntar por que um Estado rico e armado até os dentes, com todo seu arsenal nuclear e potência financeira mundial, necessita de garantias internacionais para sua segurança, enquanto os palestinos, miseráveis, expulsos da sua terra, massacrados, presos em guetos e campos, não merecem ao menos o mesmo tratamento, ou pelo menos terem mencionados seus anseios em relação a sua segurança e seu futuro?
Por que tentar responder essas perguntas, se é Israel quem controla os governos americanos, independentemente de quem ocupa a Casa Branca, como declarou o então primeiro ministro Israel Sharon?
Por que então não comemorar?
Os sionistas criaram o Estado mais potente no Oriente Médio, capaz de enfrentar todos os países árabes juntos. Recebe apoio político incondicional de seu patrocinador e servo americano, além da mais do que generosa ajuda financeira, que ultrapassa os 3 bilhões de dólares anuais, fora das doações das comunidades judaicas ao redor do mundo.
Israel, apesar de tudo o que fez e está fazendo, continua sendo tratado como parte da civilização ocidental, goza de impunidade total, apesar de seus crimes contra os palestinos e vizinhos árabes e desrespeito ao Direito internacional em relação a vários países, inclusive Estados Unidos, Argentina, Itália, Rússia etc.
Os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade deixam de ser crimes, se praticados por Israel.
Nenhum país no mundo desrespeitou e viola de forma sistêmica e intencional as leis e resoluções internacionais, como faz Israel, sem ser punido sequer uma vez.
O mundo que se auto-proclama civilizado adotou novos conceitos em relação a Israel: massacrar crianças árabes é ato de auto-defesa; campos de concentração para palestinos em Gaza e Cisjordânia são Estado palestino; negar os direitos básicos dos palestinos a um Estado livre e independente é garantia de segurança para Israel; discriminação contra os não judeus em Israel é necessário para manter o caráter judaico do Estado; ter lei de retorno de dois mil anos a judeus e negar o direito dos palestinos expulsos desde 1948 a retornar é essência do Estado judeu; “democracia” que exclui uma significativa parte da população (os não judeus) é “democracia” etc
O Ocidente, hipócrita e não totalmente redimido de seu passado colonialista, não apenas aceita e defende essas distorções e anomalias, mas exigem que os palestinos e árabes devem se submeter a elas.
Após 63 anos, não há comemorações em Israel e não poderia ser diferente. Um Estado projetado, construído e mantido com princípios racistas, no século XX e nesse início do século XXI, não apenas enfrenta as sombras do passado e presente criminosos, como também as incertezas de seu futuro.
Questões como cidadania, nacionalidade, quem é judeu, relação com os palestinos “cidadãos” do Estado judeu e palestinos em geral, a relação de Israel com seus vizinhos árabes, aceitar ou não um Estado Palestino, os refugiados, as fronteiras indefinidas, Constituição inexistente e muitas outras questões não podem ser ignoradas por muito tempo.
A resposta sionista a todas essas questões é simples: construir o maior gueto de todos os tempos. A espada e a muralha de aço são as únicas respostas que os sionistas apresentam.
Os sionistas nada aprenderam dos sábios judeus não sionistas. Aquele que mata com espada, com espada morrerá.
Israel é um projeto colonialista inacabado. Suas vítimas estão vivas e determinadas a viver e corrigir a injustiça histórica cometida contra o povo palestino e sua pátria.
Os milhões massacrados, destinados a serem esquecidos, estão batendo às portas da Palestina.
As casas palestinas, historicamente, tinham janelas olhando para o céu e portas sempre abertas.
Os muros não fazem parte da paisagem palestina.
É uma questão de tempo para os verdadeiros donos do espaço e tempo palestinos devolverem à Palestina sua verdadeira essência: terra de todas as religiões e todos os profetas, terra livre para homens livres!
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
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