Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Barco de ajuda a Gaza responde ao governo Obama

24/6/2011, Countercurrents – http://www.countercurrents.org/aoh240611.htm

Atenas, 24/6/2011 – Os ativistas pacifistas norte-americanos que se preparam para partir levando mensagem de solidariedade ao povo de Gaza a bordo do barco de bandeira norte-americana “A Audácia da Esperança” [título de livro de Obama] manifestaram profundo desapontamento, depois de ‘alerta’ emitido pelo Departamento de Estado dos EUA no dia 22/6/2011.

Em vez de escrever ao governo de Israel, exigindo livre passagem para um barco que conduz cidadãos norte-americanos desarmados com ajuda humanitária aos palestinos, o governo dos EUA pressiona seus próprios cidadãos para que não empreendam movimento legal que livremente decidiram empreender.

Na 4ª-feira, o departamento de Estado emitiu um “alerta de viagem” dirigido a cidadãos norte-americanos que planejem participar da Flotilha de Liberdade para Gaza. O documento aconselha os cidadãos norte-americanos a não viajar para Gaza por qualquer meio, por terra, mar ou ar, “considerando que em tentativas anteriores de entrar em Gaza por mar, os barcos foram impedidos por comandos israelenses, ação que resultou em mortos e feridos, além de prisão e deportação de cidadãos dos EUA.”

“Pelos termos do documentos, conclui-se que o Departamento de Estado entende que os atos de violência previsíveis de Israel contra manifestantes desarmados seriam eventos tão naturalmente previsíveis quanto maremotos ou tempestades” disse Hagit Borer, professora de Linguística da Universidade Southern California e passageira do barco norte-americano. “É atitude espantosa, vinda de governo que garante a Israel bilhões de dólares em ajuda militar e usa rotineiramente seu poder de veto para impedir que o governo de Israel seja censurado pelo Conselho de Segurança da ONU, pela prática de crime de ocupação ilegal de terras palestinas.”

Os passageiros do barco norte-americano observam que o Departamento de Estado tem o dever legal de proteger os cidadãos, sempre que viagem ao exterior. "Até hoje, os funcionários do governo dos EUA falharam sempre que se tratou de impedir que autoridades israelenses nos atacassem fisicamente” – disse Robert Naiman, diretor político da organização Just Foreign Policy, outro passageiro do barco para Gaza. “É claro que o Departamento de Estado deveria manifestar-se contra quem nos ameaça, em vez de tentar impedir que nós viajemos. É terrivelmente decepcionante constatar que não fazem o que devem fazer.”

A seguir, o texto da carta que os passageiros do barco “A Audácia da Esperança” enviaram, dia 14 de junho, ao presidente Obama, à secretária de Estado Hilary Clinton e a outras autoridades. Ainda não receberam resposta.
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14 de junho de 2011

Senhor Presidente
Casa Branca
1600 Pennsylvania Avenue NW, Washington, DC 20500

Senhor Presidente Obama:

Escrevemos para informar-lhe que 50 norte-americanos desarmados partirão nos próximos dias em barco sob bandeira dos EUA, que batizamos “A Audácia da Esperança”, e que integrará mais uma Flotilha da Paz rumo a Gaza.

Nossa manifestação pacífica fará pressão contra o bloqueio de Israel a Gaza, que já é, de fato, campo de prisioneiros no qual Israel mantém aprisionados 1,6 milhão de civis, a maioria dos quais com menos de 16 anos. O bloqueio israelense reduziu à miséria a população de Gaza, privou os palestinos de Gaza de itens básicos de sobrevivência e de materiais de construção para reconstruir as casas que o exército israelense destruiu no ataque de 2008-9; continua a impedir que os doentes e deficientes físicos encontrem socorro médico; e impede que estudantes já contemplados com bolsas de estudos ausentem-se de Gaza para estudar. Em Gaza, 45% da população em idade de trabalhar está desempregada.

Além de 10 passageiros, 5 tripulantes e 10 jornalistas, nosso barco leva também milhares de cartas de solidariedade, apoio e amizade reunidas em todos os EUA e endereçadas aos homens, mulheres e crianças de Gaza. Não temos a bordo nenhum tipo de arma. Não levamos a bordo nenhum produto comercial a ser entregue em Gaza. A nossa, é missão da sociedade civil dos EUA, dirigida à sociedade civil de Gaza. Não somos grupo partidário nem temos qualquer ligação com governo ou grupo de opinião. Nossa ação é ação não violenta, de solidariedade humana e de apoio ao povo palestino de Gaza, para ajudá-los a defender seus direitos humanos.

Na honrada tradição de ativismo não violento da sociedade norte-americana, que sempre se ergueu em manifestações pacíficas contra a injustiça, viajaremos a Gaza com a esperança de que nossa viagem prove ao povo de Gaza que não estão sós. Nossa viagem visa também a chamar a atenção dos EUA e do mundo para o castigo coletivo, moral e legalmente indefensável, que Israel impõe, em Gaza, a civis.

Sr. Presidente, o senhor com certeza já sabe que o bloqueio contra Gaza é insustentável. E seu governo já várias vezes manifestou apoio a manifestações pacíficas ao longo dessa “Primavera Árabe”.

Como cidadãos dos EUA, esperamos que nosso país e seu governo se empenhem para assegurar livre passagem para os barcos da Flotilha da Paz até Gaza. Contamos também com que nosso país apoiará nosso clamor, de caráter humanitário, para que o bloqueio israelense contra Gaza seja imediatamente levantado.

Para tanto, é preciso que o governo dos EUA notifique Israel, em termos claros, de que não deve impedir pela força que a nova Flotilha da Paz – à qual se integrou nosso barco “A Audácia da Esperança” – chegue a Gaza. É o que nós, que estaremos a bordo desse barco – engenheiros, pedreiros, bombeiros, advogados, trabalhadores sociais, aposentados, sobreviventes do Holocausto, funcionários públicos aposentados – esperamos de nosso presidente e do governo que ajudamos a eleger.
Nosso barco partirá do leste do Mediterrâneo na última semana de junho. Agradecemos desde já suas providências, para proteger nossas vidas e nos assegurar livre trânsito por mar até Gaza.

Atenciosamente,
Norte-americanos a bordo do barco “A Audácia da Esperança”, de bandeira norte-americana: Nic Abramson, Johnny Barber, Medea Benjamin, Greta Berlin, Hagit Borer, Regina Carey, Gale Courey Toensing, Erin DeRamus, Linda Durham, Debra Ellis, Hedy Epstein, Steve Fake, Ridgely Fuller, Megan Horan,Kathy Kelly, Kit Kittredge, Libor Koznar, Melissa Lane, G. Kaleo Larson, Richard Levy, Richard Lopez, Ken Mayers, Ray McGovern, Gail Miller, Carol Murry, Robert Naiman, Henry Norr, Ann Petter, Gabe Schivone, Kathy Sheetz, Max Suchan, Brad Taylor, Len Tsou, Alice Walker, Paki Wieland, Ann Wright.

Cc:
Sr. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
Sra. Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA
Sr. Jeffrey Feltman, secretário de Estado (assistente) dos EUA
Sra. Susan E. Rice, representante permanente dos EUA na ONU
Sr. James B. Cunningham, embaixador dos EUA em Israel (e outros)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Israel reprime e prepara ataque à flotilha

By
Caue Seigne Ameni
– 17 de junho de 2011

Cada vez mais isolado, governo de Telaviv amplia ataques a palestinos e endurece contra 1500 pacifistas de todo o mundo, que chegarão a Gaza no final do mês.

Na Prensa Latina

Forças militares de Israel irromperam hoje em várias localidades da Cisjordânia ocupada e prenderam residentes palestinos, coincidindo com a aprovação de uma polêmica lei sobre prisioneiros e ameaças contra uma flotilha humanitária. Efetivos do Exército de ocupação e da polícia entraram usando a força em Issawiya, um povoado de Jerusalém Leste, e revistaram moradias palestinas, danificando pertences de seus moradores.
Ativistas palestinos denunciaram que os militares também atacaram duas casas na aldeia Husan, situada ao oeste da cidade cisjordana de Belém, e destruíram o mobiliário.
Outros abusos da polícia israelense foram constatados em distritos da aldeia Al-Shawawra, ao leste de Belém, mas se ignoram os detalhes.
O jornal The Jerusalem Post, por sua vez, informou que militares israelenses prenderam nesta quinta-feira em sua casa de Kfar Surif, ao norte de Hebrón, Samir Qadi, deputado palestino filiado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.
Qadi esteve encarcerado em Israel de 2006 a 2009 ao ser preso durante uma onda repressiva e de detenções praticada depois da captura do soldado Gilad Shalit por um comando islamista na fronteira de Gaza.
A detenção de Qadi ocorreu após a aprovação, ontem à noite no parlamento israelense (Knesset), de uma lei que permitirá que os chamados prisioneiros de segurança (termo usado para cidadãos árabes considerados perigosos) sejam devolvidos a prisão sem julgamento prévio.
Dita normativa proposta pelo político Danny Danon, pertencente ao direitista partido Likud (no poder), busca impedir que os presos palestinos retomem algum tipo de atividade política quando forem libertos como parte de uma troca de prisioneiros.
O exército de Israel, por outro lado, recebeu “instruções claras” de impedir qualquer violação de seu bloqueio marítimo a Gaza e elevou a preparação militar e o alerta depois do anúncio de que uma flotilha com ajuda humanitária chegará ao território no final deste mês.
A respeito, as forças navais realizaram ontem exercícios militares para frustrar o acesso à costa da Faixa pela chamada Flotilha da Liberdade 2, em tributo a uma interceptada com brutalidade por Israel em maio de 2010, quando morreram nove pessoas.
O gesto solidário com os palestinos será protagonizado por mais de 1.500 pacifistas de diferentes nacionalidades dispostos a furar o cerco naval e terrestre imposto a Gaza desde junho de 2006 e intensificado um ano depois.

sábado, 4 de junho de 2011

44 anos de ocupação violenta

English and Arabic versions bellow
Fotos: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.196952857017799.49534.100001092593499&l=f526fd1df6

Duas pessoas feridas, incluindo um repórter, e várias sufocadas na manifestação contra o muro e a ocupação realizada nesta sexta-feira na vila de Bil’in, Palestina. A manifestação rememorou os 44 anos da Naksa
Bil'in, Ramallah, 3/6/2011.

Duas pessoas ficaram feridas em consequência de asfixia grave causada pelas bombas de gás, de composição química nova e desconhecida, nos confrontos entre ativistas desarmados e o exército sionista.
À manifestação, convocada pelo Comitê Popular Contra o Muro e a Ocupação de Bil’in, compareceram moradores da vila e numerosos pacifistas de Israel, do Brasil e de outras partes do mundo.
Carregávamos bandeiras da Palestina, fotos de presos políticos palestinos e banners amarelos com a imagem do líder Marwan Barghouti. Marchamos pelas ruas de Bil’in repetindo palavras de ordem contra o muro e a ocupação, em árabe e em inglês, clamando pela unidade de todos, confirmando a necessidade de divulgação da resistência do povo palestino, exigindo a soltura de todos os presos políticos e liberdade para a Palestina.

Fomos até o muro, onde o exército sionista de ocupação já nos esperava. Os soldados montaram um posto de controle perto do portão oeste do muro, enquanto outros posicionavam-se ao longo do muro, juntamente com o caminhão-tanque carregado de água química. À medida que nos aproximávamos da cerca, o exército atirava bombas sonoras, balas de metal emborrachado e bombas de gás. O caminhão-tanque jogava a água química, afastando muitos manifestantes. Bombas e canisters (cilindros de metal cheios de gás) vinham de todas as direções, encurralando-nos. Uma bomba atingiu o jornalista Khaled Sabarneh, 42, da televisão iraniana. Joseph Issa Abu Rahma, 41, teve severas dificuldades respiratórias e houve vários casos de asfixia, atendidos pelos paramédicos. As bombas também atingiram as áreas próximas ao muro, cheias de oliveiras, e provocaram fogo em alguns pontos.

Os Moradores Contra o Muro e a Ocupação de Bil'in convidam os palestinos locais e da Diáspora a participar das atividades do 44o. aniversário da Naksa [a ocupação provocada pela Guerra dos Seis Dias, de 1967], na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, no front palestino das fronteiras, nas capitais árabes e de outras partes do mundo, a fim de confirmar a adesão ao direito de retorno, ao fim da ocupação, ao estabelecimento do Estado palestino independente e soberano com capital em Jerusalém. Esses são os objetivos pelos quais vêm lutando, há 63 anos, os palestinos, a população árabe e internacional.

Comitê Popular Contra o Muro e a Ocupação de Bil'in


44 years of violent occupation

Two persons injured, including a reporter, and dozens deeply suffocated in the demonstration against the wall and the 44 years of occupation

Bil'in, Ramallah, 3/6/2011. Two citizens were injured as a result of severe asphyxia caused by the heavy tear gas in the clashes that took place in the village of Bil'in on this Friday.

To the demonstration, called by the Popular Committee Against the Wall in Bil'in, came village people along with dozens of peace activists, Israelis and foreigners in solidarity. People held Palestinian flags, said slogans and marked the 10th anniversary of the martyrdom of the brother of Jerusalem, Faisal Husseini, and pictures of martyrs in the Israelian jails, and Abo Rahma, and yellow banners with pictures of the leader Marwan Barghouti.

The demonstrators walked on village streets singing national slogans, calling for unity, confirming the need for a resounding Palestinian resistance, asking the release of all prisoners and freedom for Palestine.

The activists walked towards the wall, where the military force of occupation were waiting. There were a “checkpoint” with soldiers near the gate of the western side of the wall. A large number of soldiers deployed on the route of the wall, and the skank truck sprayed water mixed with chemicals. As the demonstrators transit towards the wall, the army fired sound bombs, rubber-coated metal bullets and tear gas. The truck sprayed protestors with chemical water. Bombs ans canisters were throwed to all directions and one of them injuried the journalist Khaled Sabarneh (42 year), Iranian television reporter. Joseph Issa Abu Rahma (41 year) had severe difficulty in breathing, and there were dozens of cases of suffocation. The bombs burned the areas adjacent to the wall, planted with olive trees.

People Against the Wall from Bil'in invite all the sons of our Palestine and the Diaspora to participate in the activities of the 44th anniversary of the Naksa [the 6 Days War occupation, 1967] in West Bank and Gaza Strip, at the Palestinian front on the borders, and in Arab and foreigner capitals, to confirm our adherence to the right of return, the end of the occupation, the establishment of an independent Palestinian state with its capital in Jerusalem. Those are the issues for which Palestinian-Arab-international people have been fighted along all those 63 years.


Popular Committee Against the Wall and the Occupation from Bil'in


أهالي بلعين يحيون ذكرى النكسة ال 44
إصابة مواطنين بجروح بينهم صحفي والعشرات بالاختناق الشديد في المسيرة الاسبوعية
3/6/2011
بلعين- رام الله: إصابة مواطنين بجروح والعشرات بحالات الاختناق الشديد نتيجة استنشاقهم للغاز المسيل للدموع جراء المواجهات التي جرت في قرية بلعين إلى جانب نشطاء سلام ومتضامنين أجانب، اثر قمع قوات الاحتلال الإسرائيلي للمسيرة الاسبوعية المناهضة للجدار والاستيطان في قرية بلعين، إحياء لذكرى النكسة ال44.
وشارك في المسيرة التي دعت إليها اللجنة الشعبية لمقاومة الجدار والاستيطان في بلعين، أهالي قرية بلعين، إلى جانب العشرات من نشطاء سلام إسرائيليين ومتضامنين أجانب.
ورفع المشاركون الأعلام الفلسطينية، وشعارات تحيي الذكرى العاشرة لاستشهاد قائد المقاومة الشعبية ابن القدس الأخ فيصل الحسيني، وصور الشهيدين جواهر وباسم أبورحمة، ورايات صفراء عليها صور القائد النائب مروان البرغوثي.
وجاب المتظاهرون شوارع القرية وهم يرددون الهتافات الوطنية، الداعية إلى الوحدة، المؤكدة على ضرورة التمسك بالثوابت الفلسطينية، ومقاومة الاحتلال وإطلاق سراح جميع الأسرى، والحرية لفلسطين.
وتوجهت المسيرة نحو الجدار، حيث كانت قوة عسكرية من جيش الاحتلال الإسرائيلي قد عملوا حاجز بشري من الجنود بالقرب بوابة الجدار من الجهة الغربية من الجدار، وعدد كبير من الجنود منتشرين على مسار الجدار، وسيارة كبيرة لرش المتظاهرين بالمياه العادمة النتنة الممزوجة بالمواد الكيماوية الممزوجة باللون الازرق، وعند محاولة المتظاهرين العبور نحو الجدار ، قام الجيش بإطلاق قنابل الصوت والرصاص المعدني المغلف بالمطاط والقنابل الغازية ، ورش المتظاهرين بالمياه العادمة النتنة الممزوجة بالمواد الكيماوية ، نحوهم من جميع الاتجاهات، مما أدى إصابة الصحفي خالد صبارنة (42 عام) مراسل التلفزيون الإيراني بقنبلة غازية بالرجل، ويوسف عيسى أبو رحمة (41عام) باختناق شديد، والعشرات بحالات الاختناق والتقي الشديدين، وحرق مساحات محاذية للجدار مزروعة بأشجار الزيتون.

ودعت اللجنة الشعبية لمقاومة الجدار والاستيطان في بلعين جميع أبناء شعبنا الفلسطيني في الوطن والشتات إلى المشاركة في فعاليات الذكرى الـ44 للنكسة، وخاصة الفعاليات المركزية في الضفة الغربية وقطاع غزة وفي الداخل الفلسطيني وعلى الحدود مع فلسطين التاريخية والعواصم العربية والأجنبية، للتأكيد على تمسكنا بحق العودة، والتأكيد على أن قضية اللاجئين هي قضية فلسطينية عربية دولية، والمطالبة بإنهاء الاحتلال وإقامة الدولة الفلسطينية المستقلة وعاصمتها القدس الشريف.


لمزيد من المعل

sábado, 28 de maio de 2011

Israel após 63 anos


por Abdel Latif Hasan Abdel Latif
médico palestino

Em 15 de maio último, Israel completou 63 anos.
Aparentemente, há muitos motivos para comemorar.
Nas ruínas da Palestina plural, engendrada ao longo de milhares de anos, pela mistura e encontro de povos, os sionistas criaram seu singular Estado exclusivamente judeu.


Após limpeza étnica e genocídio contra os nativos daquela Terra, sobraram poucos palestinos em Israel. São tratados como estrangeiros e cidadãos de terceira categoria dentro de sua própria pátria. Vivem ameaçados de expulsão a qualquer hora.


Os palestinos nos territórios ocupados em 1967 vivem em bantustões, guetos e campos de prisioneiros, controlados por Israel.


O resto dos palestinos, que vivem nos miseráveis campos de refugiados nos países vizinhos, são problema criado pelos judeus, mas a ser resolvido pelos árabes, conforme apologia sionista.

Após 63 anos, os palestinos não representam de fato uma ameaça real para o Estado Judeu, pelo menos a curto prazo. Por que então não há comemoração em Israel?


É verdade que o processo de paz entre árabes e israelenses está paralisado. Mas isso não deveria causar maiores preocupações para Israel, porque quando as negociações retornarem, a chamada comunidade internacional se submeteria novamente à posição israelense, resumida a seguir.


A paz na região significa a segurança absoluta do Estado judeu e rendição árabe, mesmo quando essa alegada segurança significa negar o direito básico dos palestinos e árabes em geral e violar o Direito Internacional.


A segurança de Israel é uma constante imutável da política americana e européia em geral. Todos os presidentes americanos e líderes europeus, antes de mencionar paz, justiça, Deus ou qualquer outro assunto, lembram de seu compromisso inabalável com a segurança e futuro do Estado Judeu.

É inimaginável alguém no mundo perguntar por que um Estado rico e armado até os dentes, com todo seu arsenal nuclear e potência financeira mundial, necessita de garantias internacionais para sua segurança, enquanto os palestinos, miseráveis, expulsos da sua terra, massacrados, presos em guetos e campos, não merecem ao menos o mesmo tratamento, ou pelo menos terem mencionados seus anseios em relação a sua segurança e seu futuro?


Por que tentar responder essas perguntas, se é Israel quem controla os governos americanos, independentemente de quem ocupa a Casa Branca, como declarou o então primeiro ministro Israel Sharon?

Por que então não comemorar?


Os sionistas criaram o Estado mais potente no Oriente Médio, capaz de enfrentar todos os países árabes juntos. Recebe apoio político incondicional de seu patrocinador e servo americano, além da mais do que generosa ajuda financeira, que ultrapassa os 3 bilhões de dólares anuais, fora das doações das comunidades judaicas ao redor do mundo.


Israel, apesar de tudo o que fez e está fazendo, continua sendo tratado como parte da civilização ocidental, goza de impunidade total, apesar de seus crimes contra os palestinos e vizinhos árabes e desrespeito ao Direito internacional em relação a vários países, inclusive Estados Unidos, Argentina, Itália, Rússia etc.


Os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade deixam de ser crimes, se praticados por Israel.


Nenhum país no mundo desrespeitou e viola de forma sistêmica e intencional as leis e resoluções internacionais, como faz Israel, sem ser punido sequer uma vez.

O mundo que se auto-proclama civilizado adotou novos conceitos em relação a Israel: massacrar crianças árabes é ato de auto-defesa; campos de concentração para palestinos em Gaza e Cisjordânia são Estado palestino; negar os direitos básicos dos palestinos a um Estado livre e independente é garantia de segurança para Israel; discriminação contra os não judeus em Israel é necessário para manter o caráter judaico do Estado; ter lei de retorno de dois mil anos a judeus e negar o direito dos palestinos expulsos desde 1948 a retornar é essência do Estado judeu; “democracia” que exclui uma significativa parte da população (os não judeus) é “democracia” etc
O Ocidente, hipócrita e não totalmente redimido de seu passado colonialista, não apenas aceita e defende essas distorções e anomalias, mas exigem que os palestinos e árabes devem se submeter a elas.

Após 63 anos, não há comemorações em Israel e não poderia ser diferente. Um Estado projetado, construído e mantido com princípios racistas, no século XX e nesse início do século XXI, não apenas enfrenta as sombras do passado e presente criminosos, como também as incertezas de seu futuro.


Questões como cidadania, nacionalidade, quem é judeu, relação com os palestinos “cidadãos” do Estado judeu e palestinos em geral, a relação de Israel com seus vizinhos árabes, aceitar ou não um Estado Palestino, os refugiados, as fronteiras indefinidas, Constituição inexistente e muitas outras questões não podem ser ignoradas por muito tempo.
A resposta sionista a todas essas questões é simples: construir o maior gueto de todos os tempos. A espada e a muralha de aço são as únicas respostas que os sionistas apresentam.


Os sionistas nada aprenderam dos sábios judeus não sionistas. Aquele que mata com espada, com espada morrerá.

Israel é um projeto colonialista inacabado. Suas vítimas estão vivas e determinadas a viver e corrigir a injustiça histórica cometida contra o povo palestino e sua pátria.


Os milhões massacrados, destinados a serem esquecidos, estão batendo às portas da Palestina.
As casas palestinas, historicamente, tinham janelas olhando para o céu e portas sempre abertas.
Os muros não fazem parte da paisagem palestina.


É uma questão de tempo para os verdadeiros donos do espaço e tempo palestinos devolverem à Palestina sua verdadeira essência: terra de todas as religiões e todos os profetas, terra livre para homens livres!



Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Retrato fiel da brutal intervenção sionista no cotidiano dos palestinos, em sua própria terra

Mensagem recebida por e-mail no dia 1º de Maio, mas, infelizmente, sempre atual.

O horizonte é amplo, as oliveiras floridíssimas anunciam colheita farta, nespereiras e tamareiras estão carregadas, flores surgem por todo canto, até entre as pedras das montanhas. Tudo aqui tem tanta beleza, tanta vida, que a gente até esquece que a Palestina está sob a brutal ocupação sionista. A paisagem ajuda a recompor a vida, sob pressão as 24 horas do dia. Um passeio mais longo, porém, mostra a tragédia, a Nakba palestina. Cidades bloqueadas por muros e cercas eletrificadas, com rolos e rolos de um arame de farpas grossas e cortantes impedindo o acesso da população a sua própria terra. Torres altas de ferro e de cimento com câmeras para vigiar cada movimento, cada expressão, cada detalhe da vida privada, a fim de subjugá-la ao olhar militar. É insuportável. Mas os palestinos resistem.


As casas palestinas acompanham a topografia dos montes e o que a Natureza colocou neles. As colônias israelenses rasgam o topo das montanhas, movimentam e tiram terra, arrancam oliveiras. E ainda por cima erguem muros altos ao redor das casas, e cercas eletrificadas sobre os muros, e câmeras de alta sensibilidade, e milícias. Tudo isso contra quem? Um povo pacífico e desarmado? O sionismo criou a militarização da vida. Inventou o mito da insegurança constante para, "por razões de segurança", confiscar as terras palestinas. E destruir o ambiente de um país que sempre o respeitou.


E que terras eles confiscam? As agriculturáveis. As que têm poços e aquíferos. Controlam a água, racionada para os palestinos, livre para os israelenses. Por isso, você reconhece uma casa palestina logo: ela tem caixas d'água pretas no telhado. As israelenses não precisam armazenar o líquido, que flui para elas o dia inteiro. Água roubada aos palestinos. A aldeia de Bourin, por exemplo -- o nome, em árabe antigo, significa "três fontes" -- foi cercada por três colônias israelenses ilegalmente construídas em território palestino. A água de Bourin, roubada por Israel, vai para as colônias -- Itamar, Breka e Yitzhar --, que abrigam inclusive criminosos. Esses colonos atacam os palestinos com frequência. Sem nenhum motivo. Movidos pelo ódio que guardam no coração e que os sionistas insuflam o tempo todo, com sua retórica de "povo escolhido" e sua propaganda que distorce fatos e história.


Depois de Bourin, vemos caminhões e carros dando meia-volta em plena estrada Ramallah-Nablus. Mais à frente, colonos atiram pedras nos veículos. Melhor voltar do que se arriscar a ter a lataria amassada, um vidro quebrado, o rosto ferido, o crânio machucado. Seguimos para Nablus por uma rota alternativa.


Construída sobre sete colinas, Nablus tem igreja, mesquita e sinagoga. Os hebreus mais antigos, palestinos, moram ali, na cidade agroindustrial que produz alumínio, sabão, móveis, doces. E pedras, explorando e destruindo os belos montes de rocha branca.


Nosso destino inicial é Tullkarm, onde nos aguarda o governador Talal Dwekat e o prefeito. Aqui na Palestina, as cidades são administradas por um governador (indicado pelo governo, ao qual representa), um prefeito (eleito pela população, e que a representa) e um conselho legislativo. Em missão diplomática, fomos escoltados da entrada da cidade ao palácio do governo pela polícia.


No carro em que eu viajava, além do motorista, estavam Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil -- que me convidou para o passeio -- e sua sobrinha Fida Ibrahim, kwaitiana que vive no Canadá desde menina, onde trabalha como financial planner. No outro veículo seguiam Lígia Maria Scherer, embaixadora do Brasil junto à Autoridade Nacional Palestina, seu chefe de gabinete e a ex-senadora Serys Slhessarenko (PT).


Tive os 15 minutos de glória que Andy Warhol previu como direito de cada um. Descemos dos carros sob lentes de fotógrafos e de cinegrafistas, com jornalistas ao redor. Ganhei faixa palestina e medalha por trabalhar pela liberdade da Palestina, homenagem que não é para mim, pessoal, mas que recebi como simbólica, extensiva a todos os ativistas, palestinos ou não, vivos e mortos, ligados à causa palestina -- que é a causa da defesa de nossa humanidade contra os valores financeiros e militares da dominação sionista. Me agradeceram por informar ao Brasil o que acontece de fato na Palestina. Não é preciso. Faço pelo prazer que tenho pela causa. Sou feliz assim, e isso me basta.


Vãos 15 minutos. Diante do quadro apresentado pelo governador, só se pode ter mais disposição para a batalha. Dwekat resumiu a tragédia provocada pelos sionistas: deportação de militantes estrangeiros, colonização (sob o eufemismo "assentamentos"); o roubo diário das terras palestinas; os ataques diários dos colonos judeus aos palestinos; a perda das terras agrícolas numa região em que a agricultura era a atividade econômica principal, provocando o desemprego e a miséria de milhares de camponeses; o confisco, até agora, de 39 mil donuns (cada donum corresponde a mil metros quadrados) para a construção do muro do apartheid. O muro, por sinal, é o responsável pelos 21% de desemprego de Tullkarm, o mais alto de West Bank. A cidade é vizinha de Israel e, como desde 2002 muito pouca gente pode ir até lá -- o Estado sionista concede hoje apenas 10% dos vistos que concedia dez anos atrás [para entrar em Israel, os palestinos precisam de uma licença, um visto, especial] --, a perda dos empregos foi ainda mais brutal.


Há mais. As patrulhas do exército israelense entram ali a qualquer momento, afetando a vida da população e os órgãos de segurança locais. Sem contar as barreiras militares israelenses, que seguram estudantes e doentes por até 24 horas nos postos de controle (checkpoints) montados por Israel em solo palestino.


Fábricas poluidoras, proibidas em Israel, foram para Tullkarm, em terras confiscadas. Os resíduos tóxicos produzidos por elas afetam o sistema respiratório e provocam câncer. Depois de instaladas, essas indústrias receberam permissão (de Israel) para trabalhar 24 horas por dia. Interessante é saber que, quando o vento sopra para Israel ou para as colônias israelenses ilegalmente construídas na cidade, as fábricas, por acordo assinado com o governo israelense, param de funcionar, para não levar resíduos aos habitantes judeus. Quando o vento vai para a Palestina, porém, elas continuam funcionando -- é o apartheid tóxico, contribuição sionista para o sofrimento do ser humano.


Os habitantes palestinos precisam manter janelas fechadas à noite, para não respirar os gases tóxicos. Estivemos perto das fábricas. Mal dá para aguentar o cheiro, e vê-se um pó esbranquiçado cobrindo tudo. As fábricas produzem coisas como fertilizantes e inseticidas. Faça uma ideia dos venenos respirados pelos palestinos de Tullkarm. Agora adivinhem para onde vai o lixo tóxico... Acertou: para a Palestina. Tudo isso desde 1992.


Dos 7 mil presos políticos palestinos encarcerados em Israel, 500 são da cidade. Crianças também são presas ou assassinadas pelos sionistas. Quando chove, as águas são represadas pelo muro e alagam as plantações. Israel impôs a Tullkam uma barreira tarifária, controlando tudo que entra e sai da cidade. Com isso, os administradores palestinos ficam sem saber o que chegou ou o que saiu e não conseguem cobrar impostos de maneira correta, o que também afeta a economia local, enfraquecendo-a. Sem contar o fato de que muitas vezes os sionistas enviam para Tullkam produtos vencidos, que não podem ser comercializados nem utilizados.


Quer mais? Quando a internet ajudar. Não prometo o dia porque o acesso aqui consegue ser pior do que o da Telefônica. Mas o Abdullah já pediu novos equipamentos, que devem ser instalados hoje ou na segunda-feira. Tomara que resolvam, porque a brincadeira sai cara: 200 sekels, cerca de 90 dólares. Para os padrões palestinos, uma fortuna.


Abraços a todas e a todos,


Baby


Fotos da sexta-feira, da manifestação e em casa: http://www.facebook.com/photo.php?pid=460128&l=e0e6720c08&id=100001092593499 [Filmei a manifestação, mas a filmagem não ficou boa. Não consegui fugir das bombas e manter a câmara no foco ao mesmo tempo. Vou editar, salvando o que for possível, e depois coloco no you tube.]


Fotos A caminho de Qalqilya: http://www.facebook.com/media/set/fbx/?set=a.189133744466377.46702.100001092593499&l=69cd416536

sábado, 9 de abril de 2011

Convocada a Terceira Intifada do Povo Palestino com a Marcha dos Milhões à Palestina.

OS DIREITOS DO POVO PALESTINO SÃO INALIENÁVEIS E DEVEMOS DEFENDÊ-LOS COM TODA FORÇA. O QUE A MÍDIA CÚMPLICE DOS CRIMES SIONISTAS CONTRA OS PALESTINOS CHAMAM DE "REAÇÃO" É, EM VERDADE, A TENTATIVA DO ESTADO SIONISTA DE EXPULSAR OU EXTERMINAR TODO O POVO PALESTINO PARA ACUPAR TODAS AS TERRAS DO MILENAR TERRITÓRIO PALESTINO. VIVA A INTIFADA PALESTINA !

Liberdade Palestina
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Jamal Harfoush

«O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.» Gandhi

Dito isto, está marcada para o dia 15 de maio de 2011, a Terceira Intifada e a Marcha dos Milhões à Palestina. Milhões de Refugiados Palestinos estão se organizando ao redor do mundo, na própria terra que nos foi roubada e nas fronteiras, para iniciarem a maior Intifada (revolta) da história da humanidade contra a fundação terrorista de Israel na Palestina, em busca de seus direitos que foram violados pela fundação de Israel, no dia 15 de maio de 1947.

Desta vez, as mídias corruptas e compradas para mentir a nosso respeito, não conseguirão esconder as violações e manipularem a verdadeira história do Povo Palestino, como sempre fizeram.

Desde a sua fundação, os judeus-sionistas, que não são os judeus palestinos, são os internacionais, de outras terras, não pararam de violar os direitos do povo palestino e ainda continuam matando pessoas indefesas, expulsando famílias de suas próprias casas e dentro do seu próprio país e, descaradamente, roubando suas terras.

Os palestinos nunca aceitaram a fundação de Israel, sempre lutaram contra a sua existência dentro do território palestino. A Palestina é a nossa terra, é o nosso solo sagrado. Nosso povo apelou a todas as entidades internacionais, para reaver seus direitos e obtiveram milhares de resoluções da ONU, favoráveis ao Povo Palestino, que sistematicamente condenam os atos terroristas praticados pelos fundadores de israel.

Uma das resoluções imposta pela ONU a Israel é a 194, que afirma aos palestinos refugiados, o direito incontestável de retornarem a sua terra que lhes foi tomada a força. A resolução nunca foi respeitada ou mesmo cumprida pelos israelenses, tanto que nunca permitiram que os palestinos retornassem ao seu próprio país do qual foram expulsos pelos judeus de outros países que, acordados pelas Nações Unidas, invadiram e tomaram o nosso solo amado.

Para piorar a nossa subsistência, o estado terrorista denominado de Israel, conta com o apoio de governantes corruptos, como são os EUA, do regime nefasto da Jordânia e que nesta questão, sempre bloqueou os caminhos para impedir que os palestinos retornassem à sua pátria, garantindo, assim, a segurança dos terroristas israelenses que lhes pagam com o dinheiro que recebem do sionismo internacional.

Lembrando que, a Jordânia tem fronteira com a Palestina, e lá vivem milhares de palestinos refugiados, que aguardam o retorno a Palestina.

Não podemos também nos esquecer do governante corrupto do Egito, Hosni Mubarak, hoje, destronado, mas que sempre garantiu também a tranquilidade e a segurança dos israelenses na fronteira do lado do Egito, em troca, recebendo milhões e milhões de dólares dos Estados Unidos e de todo mundo sionista internacional.

Ainda existem mais governantes corruptos no mundo árabe, mas o povo de cada país começou a derrubá-los um a um para abrir os caminhos de retorno à Palestina onde está instalado um estado religioso ilegal, ocupando os espaços físicos do povo nativo palestino, constituído por árabes palestinos, por judeus palestinos e como diz a Constituição Palestina, liberdade religiosa para todos os povos que habitam o seu território, embora a religião oficial seja o islamismo.

A Revolução dos árabes tem vários objetivos claros, um deles é derrubar os regimes corruptos, abrir os países para o desenvolvimento sustentável, modernizar-se sem prejudicar a própria história, mostrar ao mundo a sua capacidade intelectual tão prejudicada ao longo dos anos pelos invasores ocidentais que lutam para destruir a nossa cultura milenar, passando a ideia de que sejamos primitivos, tudo com a intenção de nos intimidar e de roubar nossas riquezas nacionais.

Os movimentos acontecem para limpar seus países dos falsos patriotas, para afastar os traidores, para afastar os exploradores e o principal, por uma questão de honra e justiça, abrir suas fronteiras para resolver a questão Palestina.

Sem Israel, as guerras, as mortes, os prejuízos humanos, tudo desaparecerá e nossas crianças e jovens poderão sonhar com um país, com países livres da ingerência internacional e buscaremos o nosso futuro com alegria e muita satisfação.

Assim, até o mês de maio, muitos caminhos se abrirão para que a Marcha dos Milhões ultrapasse a fronteira e adentre na Palestina, ou seja, os palestinos refugiados irão retornar em uma Marcha histórica e pacífica à sua pátria assaltada e hoje gerenciada pelos sionistas-israelenses. É um direito nosso e garantido por todos os códigos de ética e apoiado por centenas de resoluções da ONU.

A Terceira Intifada Palestina, contará com apoio de todos os árabes e simpatizantes do mundo que entrarão junto com os palestinos, na Marcha dos Milhões, pela fronteira do Egito que foi aberta com a queda do regime corrupto pró-Israel.

Também, passarão pela fronteira da Jordânia, assim que os movimentos terminem de derrubar o regime corrupto do Rei, e, ainda, milhões irão marchar a partir das fronteiras do Líbano e da Síria, rumo a Terra Santa Palestina.

A organização dos jovens conta com milhões de apoiadores que estão se organizando em comissões para garantir o sucesso da sua realização. Essas comissões encontram-se nos países Árabes, no mundo e no espaço virtual.

terça-feira, 22 de março de 2011

Assaltantes de petróleo iniciam ataque aéreo - "Ajuda humanitária” mata civis na Líbia

Mísseis dos EUA, França e Reino Unido explodem hospital, pontes e casas

A operação “Odisséia do Amanhecer” assassinou, em três dias consecutivos de ataques, mais de 100 civis e feriu centenas – inclusive crianças e mulheres; atingiu hospital, ônibus e casas; devastou estradas, pontes, aeroportos civis e até uma aldeia de pescadores; e incendiou um oleoduto.

A residência de Kadafi no bairro de Bab el Azizia, na capital, que Reagan bombardeou em 1986, voltou a ser destruída 25 anos depois por míssil disparado de submarino inglês.

Além de Trípoli, já foram bombardeadas Benghazi, Zuwarah, Sirta, Tarhuna, Misrata, Maamura, Jmeil, Sebha e outras cidades.

fonte: A Hora do Povo

terça-feira, 8 de março de 2011

Isso não merece um Tribunal Penal Internacional?

Bombas sionistas propagam o câncer e más formações em Gaza

Alguns dias atrás, a Assembléia Geral da ONU expulsou a Líbia do Conselho de Direitos Humanos, enquanto os antecedentes da Líbia foram enviados ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra.

A decisão da ONU se baseia em "suposições" e “presunções", porque não havia nenhuma evidência de mortos como foi falado, até então.

Veja aqui os dois pesos da chamada comunidade internacional, quando se trata de analisar o que torna uma das engrenagens mais simbólicas do Imperialismo - o sionismo:

O número de pacientes com câncer e má formação tem aumentado em Gaza, devido ao uso de urânio empobrecido pelo exército israelita, durante o violento ataque ao pobre enclave durante dois anos, segundo fontes médicas.

Após a guerra, os casos de câncer aumentaram mais de 30% em Gaza, informou o correspondente da PressTV esta semana.

"Temos visto um aumento acentuado em pacientes com câncer de sangue e outras doenças. Muitos pacientes vêm de áreas que foram atacadas por aviões israelenses que usaram armas químicas proibidas", disse o oncologista Mohammed Atteya.

O Hospital Shifa, o maior provedor de cuidados de saúde na Faixa de Gaza, tem presenciado recentemente um forte aumento no número de pacientes com câncer.

Os médicos afirmam que a maioria dos pacientes de câncer reside em áreas que foram fortemente bombardeadas durante a ofensiva de Israel sobre Gaza, no inverno de 2008-2009.
O ataque israelense matou 1.400 palestinos e deixou milhares de feridos; a maioria das vítimas era civil.

Naquele momento, os médicos noruegueses, voluntários em hospitais de Gaza, afirmaram que algumas vítimas tinham traços de urânio empobrecido em seus corpos.

Os danos ambientais e a poluição é outro subproduto infeliz da guerra.

As medições do pós-guerra indicam que áreas no enclave são mil vezes mais radioativas do que os níveis normais, e os casos de câncer e má formação começaram a surgir diariamente.

"O número de pacientes com câncer tem aumentado significativamente. Israel usou urânio empobrecido, fósforo branco contra a cidade, que se tornou um campo de testes para essas armas proibidas", disse o especialista ambiental Zekra Ajour.

Um denominador comum entre pacientes com câncer é que eles vivem em áreas que foram fortemente bombardeadas.

Atualmente, a maioria das armas da mais alta tecnologia contém urânio empobrecido e outros metais pesados.

O resíduo de uma arma com urânio empobrecido pode ser espalhado pelo vento, infectando os residentes nas proximidades e contaminando a cadeia alimentar.

De acordo com médicos especialistas e ambientalistas, a população e o meio ambiente da Faixa de Gaza sofreram graves conseqüências do uso de armas proibidas internacionalmente por Israel durante a guerra.

agência de notícias anarquistas-ana

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Questionamentos a serem feitos sobre acontecimentos atuais na Líbia

De todas as lutas que agora decorrem no Norte de África e no Médio Oriente, a mais difícil de deslindar é aquela na Líbia.
Qual é o carácter da oposição ao regime Kadafi, a qual consta que agora controla a cidade de Bengazi, no Leste do país?
Será apenas coincidência que a rebelião tenha começado em Bengazi, a qual é a norte dos mais ricos campos petrolíferos da Líbia bem como próxima da maior parte dos seus oleodutos e gasodutos, refinarias e o seu porto de gás natural liquefeito (GNL)? Haverá um plano de partição do país?
Qual é o risco de intervenção militar imperialista, a qual apresenta grave perigo para o povo de toda a região?
A Líbia não é como o Egipto. Seu líder, Moamar Kadafi, não tem sido um fantoche imperialista como Hosni Mubarak. Durante muitos anos, Kadafi esteve aliado a países e movimentos que combatiam o imperialismo. Ao tomar o poder em 1969 através de um golpe militar, ele nacionalizou o petróleo da Líbia e utilizou grande parte do dinheiro para desenvolver a economia líbia. As condições de vida do povo melhoraram radicalmente.
Por isso, os imperialistas estavam determinados a deitar a Líbia abaixo. Os EUA em 1986 realmente lançaram ataques aéreos a Trípoli e Bengazi que mataram 60 pessoas, incluindo a menina filha de Kadafi – o que raramente é mencionado pelos media corporativos. Foram impostas sanções devastadoras tanto pelos EUA como pela ONU a fim de arruinar a economia líbia.
Depois de os EUA invadirem o Iraque em 2003 e arrasarem grande parte de Bagdad com uma campanha de bombardeamento que o Pentágono exultantemente chamou "pavor e choque", Kadafi tentou evitar a ameaça de outra agressão à Líbia fazendo grandes concessões políticas e económicas ao imperialismo. Ele abriu a economia a bancos e corporações estrangeiras; concordou com exigências do FMI quanto ao "ajustamento estrutural", privatizando muitas empresas estatais e cortando subsídios do estado a necessidades como alimentos e combustível.
O povo líbio está a sofrer dos mesmos preços elevados e desemprego que estão na base das rebeliões em outros lados e que decorre da crise económica capitalista mundial.
Não pode haver dúvida de que a luta que varre o mundo árabe pela liberdade política e a justiça económica também tocou um ponto sensível na Líbia. Não há dúvida de que o descontentamento com o regime Kadafi está a motivar uma secção significativa da população.
Contudo, é importante para gente progressista saber que muitas das pessoas que estão a ser promovidas no Ocidente como líderes da oposição são há muito agente do imperialismo. A BBC mostrou em 22 de Fevereiro filmes de multidões em Bengazi deitando abaixo a bandeira verde da república e substituindo-a pela bandeira do antigo rei Idris – que foi um fantoche dos EUA e do imperialismo britânico.
Os media ocidentais baseiam grande parte das suas reportagens sobre supostos factos fornecidos pelos grupo exilado Frente Nacional para a Salvação da Líbia (National Front for the Salvation of Libya), a qual foi treinada e financiada pela CIA estado-unidense. Pesquise no Google o nome da frente mais CIA e encontrará centenas de referências.
O Wall Street Journal de 23 de Fevereiro escreveu em editorial que "Os EUA e a Europa deveriam ajudar os líbios a derrubarem o regime Kadafi". Não há qualquer conversar nas salas das administrações ou nos corredores de Washington acerca de intervir para ajudar o povo do Kuwait ou da Arábia Saudita ou do Bahrain a derrubarem seus governantes ditatoriais. Mesmo com todos os falsos elogios às lutas de massas que agora sacodem a região, isso seria impensável. Em relação ao Egipto e à Tunísia, o imperialismo está a mover todas as alavancas que podem para tirar as massas das ruas.
Tão pouco houve qualquer conversa de intervenção dos EUA para ajudar o povo palestino de Gaza quando milhares morrerem por serem bloqueados, bombardeados e invadidos por Israel. Exactamente o oposto. Os EUA intervieram para impedir a condenação do estado colonizador sionista.
O interesse do imperialismo na Líbia não é difícil de descobrir. Em 22 de Fevereiro a Bloomberg. com escreveu: se bem que a Líbia seja o terceiro maior produtor de petróleo da África, é o país do continente que tem as maiores reservas provadas — 44,3 mil milhões de barris. É um país com uma população relativamente pequena mas com potencial para produzir enormes lucros para as companhias de petróleo gigantes. É assim que os super ricos a encaram e o que está por trás da sua apregoada preocupação com os direitos democráticos do povo da Líbia.
Obterem concessões de Kadafi não é suficiente para os barões imperialistas do petróleo. Eles querem um governo sob a sua dominação total, tudo do bom e do melhor. Eles nunca esqueceram Kadafi por derrubar a monarquia e nacionalizar o petróleo. Fidel Castro, em Cuba, na sua coluna "Reflexões" regista o apetite do imperialismo por petróleo e adverte que os EUA estão a lançar as bases para a intervenção militar na Líbia.
Nos EUA, algumas forças tentam mobilizar uma campanha a nível de rua promovendo uma tal intervenção estado-unidense. Deveríamos opor-nos a isto totalmente e recordar a qualquer pessoa bem intencionada os milhões de mortos e deslocados pela intervenção dos EUA no Iraque.
As pessoas progressistas têm simpatia com o que encaram como um movimento popular na Líbia. Podemos ajudar tal movimento principalmente pelo apoio às suas exigências justas mas rejeitando uma intervenção imperialista, seja qual for a forma que assuma. É o povo da Líbia que deve decidir o seu futuro.
Articles copyright 1995-2011 Workers World. Verbatim copying and distribution of this entire article is permitted in any medium without royalty provided this notice is preserved.
Ver também: Faut-il intervenir militairement en Libye ? , de Alain Gresh
O original encontra-se em http://www.workers.org/2011/editorials/libya_0303/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/africa/libia_23fev11.html