por Rafiqa Salam Palestina, novembro 2010
comitepalestinasc@yahoo.com.br
Depois de uns dias na Palestina tentando entender por que o mundo disputa esse pedaço de terra, que tem apenas 27 mil km2 entre as lindas águas do mar Mediterrâneo e o Rio Jordão, comecei a conversar com um palestino. Fiquei intrigada com a certeza que aquele homem carregava em suas palavras, cercadas de emoção. Afirmava: “Oitenta e uma vezes, você sabia? Oitenta e uma vezes a Palestina foi invadida! E nós, palestinos, estamos aqui, não saímos e não desistimos, com tudo o que passamos e, agora, também vamos ficar e resistir, a Palestina é dos palestinos, sempre.” Não pensei em relatar a força do exército israelense, o 4º exército mais poderoso do mundo, pois eu estava na frente de um homem que, aos 17 anos, entrou para a Organização pela Libertação da Palestina – OLP! Serviu como soldado, treinou como guerrilheiro, realizou trabalho civil e, forçado pela invasão sionista, viveu, ou melhor, sobreviveu como refugiado em países vizinhos, como o Kuwait, Líbia, Líbano, Jordânia... Em 1995, finalmente, conseguiu voltar para a sua Palestina, mas não para a aldeia onde nasceu, essa ficou na lembrança, não uma lembrança tão doce, conta ele: “Com 11 anos, em 1967, meu irmão e eu saímos a pé, caminhamos, não só nós, minha família, muitos da aldeia, caminhamos muitos dias, até chegarmos na Jordânia, ficamos em campos de refugiados, por muito tempo pensava em minha aldeia, Akraba...” Foi em Jericho a sua morada, por dez anos, num campo de refugiados, onde as casas são de material compensado e não é possível construir, nem aumentar, têm cerca de 50m2. Atualmente, um filho permanece nessa casa e tem mais 32 famílias nesse campo esperando um lugar para serem reassentadas, uma espera de mais de 15 anos... Não tive coragem de perguntar se seria logo ou poderia demorar mais... Hoje, ele, sua esposa e seu outro filho moram de aluguel em Betunnya, uma situação difícil, por causa do custo de vida, mas não tão alto quanto foi quase perder a vida ao ter que fugir do Kuwait depois da Guerra do Golfo em 1991, em que uma coalizão de 33 países, liderados pelos Estados Unidos, decidiu “proteger” o Kuwait do Iraque... Essa história nós já conhecemos... Conta ele: “Eu e mais quatro amigos estávamos dentro de um carro quando fomos atacados por bombas, fugimos pouco antes de acertarem o carro e ele explodiu! Não sobrou nada! Caminhamos 48 horas e entramos no Iraque, mas a nossa saga estava recém começando, fomos presos pelo exército britânico, que nos entregou para o exército da Arábia Saudita, e depois o exército americano tentou nos tirar da prisão passando por “Cruz Vermelha”. Mas, na verdade, queriam nos matar, fizemos greve de fome e, por fim, depois de 60 dias presos, um grupo de franceses da Cruz Vermelha reconheceu nossos passaportes jordanianos e nos levou até próximo à fronteira da Jordânia, nos deixou no deserto e tivemos que caminhar em direção àquele país. Conseguimos carona e entramos na Jordânia, pois desde o início da guerra nós saímos para ir ao encontro de nossas famílias que lá estavam; nossos passaportes eram jordanianos, mas eles achavam que éramos guerrilheiros da OLP...” Percebendo a dor através de suas palavras, resgatei-o para o presente, perguntei sobre a Palestina hoje, como construir o estado palestino, e suas palavras estavam envoltas em um ânimo provocador, cobrando do mundo a obrigação de defender a Palestina. Através do apoio global ao processo de negociação com o Estado de Israel, perguntei, e sua resposta foi enfática: “As negociações só servem para mostrar ao mundo que Israel nada vai ceder, pois se eles quisessem acordo e respeitassem o direito palestino, já teriam reconhecido o estado palestino.” Fiquei muda, e ele continuou: “Uma árvore faz sombra para qualquer pessoa, ela deita embaixo de um pé de oliveira e tem sombra, essa é a história do povo palestino! Esse lugar é abençoado, três religiões nasceram aqui, mas agora as coisas são diferentes, aqui tem escola que um palestino não pode estudar, apenas judeu, tem estradas que carros árabes não podem transitar, só quem tem placa amarela, eu tenho uma carteira de identidade verde que me limita de circular apenas em algumas cidades e não posso entrar na área de 1948, e minha carteira de identidade tem um número que me diferencia, eles criaram uma série para aqueles que foram membros da OLP. Então, se quiserem nos prender, passam a série num checkpoint e, pelo número, somos identificados!” Depois desse relato, como perguntar se ele acredita na construção do estado palestino, na Palestina livre? Meio sem graça, acabei perguntando, então ele respondeu, com as palavras que iniciou essa conversa: “Oitenta e uma vezes, você sabia? Oitenta e uma vezes a Palestina foi invadida! E nós, palestinos, estamos aqui, não saímos e não desistimos, com tudo o que passamos. E agora, também vamos ficar e resistir, a Palestina é dos palestinos, sempre. Você não liberta uma cidade de um invasor apenas com um buquê de flores! Através de negociações e de outras formas e, principalmente, com o fim do apoio dos países europeus e dos Estados Unidos para a construção de assentamentos judaicos, é possível a construção do estado palestino”. Agradeci, entusiasmada com a persistência palestina!
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Palestina livre! Viva a Intifada! Resitência até a vitória!Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana" http://www.vivapalestina.com.br/
domingo, 14 de novembro de 2010
Uma história na Palestina 2
por Rafiqa Salam Palestina, novembro 2010 comitepalestinasc@yahoo.vom.br
Depois de uma estada sob o sol escaldante em Ramallah, decidi ir para Saffa. Fugi do calor, mas não do inferno da ocupação. Pior que os buracos das estradas em que podemos trafegar com a nossa placa verde, é ver de longe as autopistas israelenses, feito tapetes serpenteando as terras palestinas. Cheguei em Saffa e o calor que me cercou foram os abraços fraternais dos palestinos que já tinham morado no Brasil! Isso mesmo, em Saffa, metade dos palestinos de lá já viveu no Brasil! Muitas conversas e saudade de outros ares mais tranquilos, pois não deu para deixar de ver dois carros do exército israelense passarem nas ruas da tranquila Saffa só para marcar presença... Como pode alguém que já morou no Brasil, que não enfrentou problemas com documentação e permanência, que pode escolher ter brasileiros como vizinhos, que conheceu e conviveu com o jeito alegre dos brasileiros, resolver voltar para a Palestina? Entre um café e outro chá, perguntei. Eles olharam para mim e responderam: “Você quer respostas em palavras? Você com suas perguntas para entender o que o coração decide e não as palavras...” Mas como aprendi com eles a ser persistente, repeti e emergiram doces palavras: “Meu pai fez tudo pela Palestina, fora daqui e aqui dentro. Nós trabalhamos juntos, lembra? Com todas aquelas dificuldades, defendíamos a Palestina livre e contávamos com a maravilhosa solidariedade do povo brasileiro. Mas sabíamos que um dia retornaríamos para cá, era o que meu pai queria. Ele chegou primeiro, em 1999, e eu vim logo depois, minha mãe ainda ficou no Brasil e estava fazendo a documentação para vir. Tanta vida, tanta luta, voltamos para cá, mas quando minha mãe conseguiu vir, meu pai já havia morrido... Então fiquei, casei, tenho três filhos, e essa é a minha casa, essa é a minha terra, esse é o meu país, daqui eu não saio e daqui ninguém me tira.” Fiquei emocionada, todo grande pai tem um grande filho. Tive o prazer de conhecer o pai dele no Brasil, sua família e seu filho, que hoje, um pouco antes da nossa conversa, recebeu, depois de nove anos, meus sentimentos pela morte de seu pai. Trabalhamos juntos na defesa da causa palestina em Porto Alegre, no final da década de 80, e depois em Santa Catarina, nos anos 90, até que em 1999, sempre firme, como tudo o que fez na vida, retornou para sua terra. Seu filho, logo depois, chegou e juntos conheceram o que sobrou da Palestina, como se fosse uma despedida, sem saber que logo a morte seria o que o afastaria de ver sua Palestina livre. E eu sentada ali, na frente daquele homem, hoje com 38 anos, com os filhos pulando em seu colo, sua esposa servindo chá, sua mãe lembrando de sua filha que ainda está no Brasil... Parecia, por um segundo, uma vida tranquila... até ele trazer uma foto... A casa do pai, a casa que foi de toda a família, hoje não existe mais... Só a foto. Mas antes que eu falasse qualquer coisa, ele, com orgulho, disse que aquela nova casa em que estávamos havia sido construída por ele! Falou-me de seu trabalho também, como pedreiro em Mevo Horon, em Israel, nem me arrisquei a perguntar o salário! Mas uma questão me incomodava, então questionei por que ele quis voltar, se no Brasil eles tinham uma boa vida? A resposta não foi em palavras, pois vi em seus olhos o que o coração havia decidido: “Meu pai foi um grande militante, como um comandante na América Latina, e nos criou amando a nossa bandeira. Sempre quis voltar, para morar e morrer no país dele. Ele queria sua família reunida na Palestina. Nasci no Brasil, amo os brasileiros, mas eu sigo o desejo de meu pai. Hoje, eu continuo a fazer o trabalho que realizávamos, vou sempre continuar a lutar pela Palestina livre, mas escolhi o mais difícil: morar aqui e constituir uma família. Para mim, o cotidiano é revolucionário, educar meus filhos transmitindo o amor à terra que recebi é revolucionário e é muito difícil frente às privações que passamos... mas é lindo, fixar raízes, não tem nada no mundo que me faça sair daqui. Se eu sair daqui, minha casa vira um assentamento judaico. Posso retornar ao Brasil, para visitar, mas minha casa é aqui. Em respeito ao meu pai e a todos que permaneceram aqui, fico, para preparar a Palestina para os que virão!” Depois de escutar esse canto que veio de dentro do coração, enxuguei minhas lágrimas e percebi que o calor de Ramallah não era nada, então voltei e vi que era suportável. Agora sei o que significa ficar na Palestina!
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Depois de uma estada sob o sol escaldante em Ramallah, decidi ir para Saffa. Fugi do calor, mas não do inferno da ocupação. Pior que os buracos das estradas em que podemos trafegar com a nossa placa verde, é ver de longe as autopistas israelenses, feito tapetes serpenteando as terras palestinas. Cheguei em Saffa e o calor que me cercou foram os abraços fraternais dos palestinos que já tinham morado no Brasil! Isso mesmo, em Saffa, metade dos palestinos de lá já viveu no Brasil! Muitas conversas e saudade de outros ares mais tranquilos, pois não deu para deixar de ver dois carros do exército israelense passarem nas ruas da tranquila Saffa só para marcar presença... Como pode alguém que já morou no Brasil, que não enfrentou problemas com documentação e permanência, que pode escolher ter brasileiros como vizinhos, que conheceu e conviveu com o jeito alegre dos brasileiros, resolver voltar para a Palestina? Entre um café e outro chá, perguntei. Eles olharam para mim e responderam: “Você quer respostas em palavras? Você com suas perguntas para entender o que o coração decide e não as palavras...” Mas como aprendi com eles a ser persistente, repeti e emergiram doces palavras: “Meu pai fez tudo pela Palestina, fora daqui e aqui dentro. Nós trabalhamos juntos, lembra? Com todas aquelas dificuldades, defendíamos a Palestina livre e contávamos com a maravilhosa solidariedade do povo brasileiro. Mas sabíamos que um dia retornaríamos para cá, era o que meu pai queria. Ele chegou primeiro, em 1999, e eu vim logo depois, minha mãe ainda ficou no Brasil e estava fazendo a documentação para vir. Tanta vida, tanta luta, voltamos para cá, mas quando minha mãe conseguiu vir, meu pai já havia morrido... Então fiquei, casei, tenho três filhos, e essa é a minha casa, essa é a minha terra, esse é o meu país, daqui eu não saio e daqui ninguém me tira.” Fiquei emocionada, todo grande pai tem um grande filho. Tive o prazer de conhecer o pai dele no Brasil, sua família e seu filho, que hoje, um pouco antes da nossa conversa, recebeu, depois de nove anos, meus sentimentos pela morte de seu pai. Trabalhamos juntos na defesa da causa palestina em Porto Alegre, no final da década de 80, e depois em Santa Catarina, nos anos 90, até que em 1999, sempre firme, como tudo o que fez na vida, retornou para sua terra. Seu filho, logo depois, chegou e juntos conheceram o que sobrou da Palestina, como se fosse uma despedida, sem saber que logo a morte seria o que o afastaria de ver sua Palestina livre. E eu sentada ali, na frente daquele homem, hoje com 38 anos, com os filhos pulando em seu colo, sua esposa servindo chá, sua mãe lembrando de sua filha que ainda está no Brasil... Parecia, por um segundo, uma vida tranquila... até ele trazer uma foto... A casa do pai, a casa que foi de toda a família, hoje não existe mais... Só a foto. Mas antes que eu falasse qualquer coisa, ele, com orgulho, disse que aquela nova casa em que estávamos havia sido construída por ele! Falou-me de seu trabalho também, como pedreiro em Mevo Horon, em Israel, nem me arrisquei a perguntar o salário! Mas uma questão me incomodava, então questionei por que ele quis voltar, se no Brasil eles tinham uma boa vida? A resposta não foi em palavras, pois vi em seus olhos o que o coração havia decidido: “Meu pai foi um grande militante, como um comandante na América Latina, e nos criou amando a nossa bandeira. Sempre quis voltar, para morar e morrer no país dele. Ele queria sua família reunida na Palestina. Nasci no Brasil, amo os brasileiros, mas eu sigo o desejo de meu pai. Hoje, eu continuo a fazer o trabalho que realizávamos, vou sempre continuar a lutar pela Palestina livre, mas escolhi o mais difícil: morar aqui e constituir uma família. Para mim, o cotidiano é revolucionário, educar meus filhos transmitindo o amor à terra que recebi é revolucionário e é muito difícil frente às privações que passamos... mas é lindo, fixar raízes, não tem nada no mundo que me faça sair daqui. Se eu sair daqui, minha casa vira um assentamento judaico. Posso retornar ao Brasil, para visitar, mas minha casa é aqui. Em respeito ao meu pai e a todos que permaneceram aqui, fico, para preparar a Palestina para os que virão!” Depois de escutar esse canto que veio de dentro do coração, enxuguei minhas lágrimas e percebi que o calor de Ramallah não era nada, então voltei e vi que era suportável. Agora sei o que significa ficar na Palestina!
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Palestina livre! Viva a Intifada! Resitência até a vitória!Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"www.vivapalestina.com.brwww.palestinalivre.org
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O caso dos palestinos acampados em Brasília
Pela atualidade do texto, decidi publicar o artigo de Thiago Ávila, cujo original foi publicado no dia 14 de maio de 2009 no portal do jornal "O Rebate". O artigo retrata fielmente o mal que algumas autoridades brasileiras fêz aos palestinos trazidos pelo governo brasileiro no final de 2007. Três anos se passaram e os maus tratos continuam.
O original encontra-se em: http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php/index.php?option=com_content&task=view&id=3723&Itemid=42
Thiago Ávila - Qui, 14 de Maio de 2009 12:44
O que está acontecendo com os palestinos?
Antes de explicar a situação dos refugiados palestinos aqui no Brasil, é importante saber de você uma coisa: o que você ganhou de presente de Natal no ano passado? Uma camiseta, um celular, um livro? Talvez você nem tenha gostado do que ganhou, ainda assim, deve lembrar com alegria dos bons momentos passados ao lado da família confraternizando e agradecendo ao ano que se acabava. Para Fahrouk, Ramdam, Kammal e os outros companheiros palestinos refugiados no Brasil, o natal teve um gosto um pouco mais amargo. O ataque genocida de Israel à Faixa de Gaza, onde estão muitos de seus familiares, mostrou mais uma vez o lado podre do nazi-sionismo e a inércia e ineficácia da diplomacia ocidental. Para os refugiados ao redor do mundo, este ataque representava a certeza de que a fúria e o ódio daqueles que fazem da Faixa de Gaza hoje um novo Gueto de Varsóvia iriam destruir o pouco que ainda lhes restava de pátria, onde um dia sonhavam em retornar para viver com seus familiares.
A ONU condenou o ataque verbalmente, o governo brasileiro o qualificou como “uso desproporcional da força”, assim como muitos outros países. Tudo retórica, talvez exceto pela expulsão dos embaixadores israelenses da Bolívia e Venezuela por parte de seus presidentes. A imprensa livre e os movimentos sociais tentaram em vão romper o bloqueio da mídia corporativa, preocupada demais em fomentar o gasto do 13º salário do trabalhador brasileiro. Foram denunciados inúmeras vezes os assassinatos em massa de civis, em sua maioria crianças, e o uso de armas proibidas pela ONU, como o fósforo branco. Apesar disso, assim como acontece com a parcela do território palestino demarcado pela própria ONU, nada aconteceu.
Enquanto isso, um grupo de palestinos estava dormindo no chão, sem atendimento médico, comendo manga e comida doada pelo pessoal do mercado, enquanto clamavam pela atenção dos organismos internacionais para que alguém aliviasse sua dor e sofrimento. Casos como esse são corriqueiros no Oriente Médio, no entanto, dessa vez estamos falando de um fato que aconteceu, e acontece, aqui no Brasil. Essa pequena versão de um campo de refugiados acontece em plena capital federal, em seu bairro mais rico, o Lago Sul, que tem o IDH comparável ao de países como a Suécia e Islândia.
O “programa” para refugiados
É assim a nossa versão tupiniquim da tragédia palestina: O governo, gentilmente (ou para mostrar serviço e ser premiado com um “assento” ao lado dos causadores dos grandes problemas do mundo) oferece nosso país para ser o lar temporário de um grupo de palestinos que estavam em um campo de refugiados na Jordânia. A ONU (a mesma que criou toda essa confusão em 1948), representada aqui pelo ACNUR, recebe dinheiro para cuidar então desses refugiados. No entanto, a ONU não acredita ter o tempo necessário para cuidar dessa situação (claro, afinal, Palestina, Sudão, Colômbia, Haiti, Timor Leste não são os países que mais contribuem com o milionário orçamento desse organismo internacional), então incumbe a Cáritas Brasileira (entidade da Igreja Católica, designada enquanto “representante da sociedade civil”) de monitorar e acompanhar o programa para os refugiados. No caso de algum problema no “programa”, o governo brasileiro diz que só repassa os recursos, a ACNUR não dá nenhuma resposta, pois é um “organismo internacional”, e a Cáritas Brasileira diz que só administra o “programa”, que quem o criou foi a ACNUR e o governo brasileiro.
Mesmo para nós brasileiros parece algo complicado, agora imagine para um estrangeiro que não fala português, não está acostumado com a nossa cultura e ainda necessita atendimento médico. Imagine então se você fosse colocado dentro de um asilo nessas condições, sem ter ninguém com quem se comunicar. O que você faria? Imagine também que os organismos que batem no peito e fazem marketing social dizendo que cuidam de vocês desviassem dinheiro, comprassem eletrodomésticos novos para você, mas lhe entregassem velhos. Como se não fosse suficiente, imagine uma comunidade árabe ausente, um governo que não quer se indispor com a ONU, além de inúmeros aproveitadores à sua volta querendo ganhar destaque e lucrar com a sua deplorável situação. Que fazer?
O ano em que os palestinos acamparam em protesto em frente ao ACNUR
Mais de um ano se passou sem que nenhum dos envolvidos pudesse resolver a situação. Inúmeras foram as vezes em que levamos os companheiros às pressas para o hospital, por conta de seus problemas de saúde, ainda mais agravados pelo desumano tratamento que lhes era dispensado pelas autoridades. Chegou uma hora em que o impasse gerou o mesmo conformismo que impregna todo o conflito israelense e palestino: a idéia de um caso sem solução.
E assim ficaria até que, para piorar a situação, o ACNUR, com a ajuda do digníssimo judiciário brasileiro (aquele mesmo que barra a reforma agrária, solta Daniel Dantas e criminaliza os movimentos sociais), consegue uma autorização para retirá-los da frente da bela mansão-sede do ACNUR com ajuda da Polícia Federal. Era uma bela manhã de sábado quando alguns dos vizinhos ricos viam sua bela vizinhança sendo “higienizada”, removendo aqueles senhores do caminho. Outros vizinhos, mas estes loucos ou desavisados, que tinham de alguma forma criado um carinho pelas pessoas que, de forma tão determinada, protestavam em frente às suas casas (apesar do ACNUR ter enviado uma carta a cada vizinho dizendo para NÃO ajudarem os palestinos), discutiam com os policiais inutilmente.
O que pensava o ACNUR? Que os palestinos, justo eles, iam desistir ao primeiro sinal de violência? Que ia adiantar jogar para longe as suas coisas, que eles se calariam e resignariam? Obviamente, não foi isso que aconteceu. Os nossos dignos e corajosos companheiros palestinos resistiram, colocaram suas coisas um pouco mais afastado da sede-mansão do ACNUR, mas ainda ficaram por lá, dessa vez na avenida principal do Lago Sul. Foi um ato de coragem maravilhoso, mas que infelizmente introduziu na história um personagem talvez ainda mais sinistro que todos os anteriores: nosso digníssimo governador do DF, ex-violador de painel eletrônico, atual chefe da polícia, José Roberto Arruda. A saída da frente da sede do ACNUR fez com que a polícia deixasse de enxergar aquilo como um ato político de protesto e encarasse como uma mera ocupação de área pública, justamente no lugar onde todo mundo sabe que não se pode ter ocupação de área pública.
O que aconteceu em seguida seria óbvio, não fosse pela proporção que atingiu. Eram mais de vinte viaturas da Polícia Militar e seus grupos táticos com rifles, talvez em maior número que para prender Daniel Dantas ou os grandes bandidos do tráfico de drogas no Rio e São Paulo. A ação militar tinha como objetivo não apenas assustar e intimidar os palestinos e seus apoiadores, mas também dar o recado para qualquer pessoa que tentasse ocupar um local no Lago Sul. Curiosamente, a operação era comandada por um oficial SUDESA, a Superintendência de Defesa do Solo e da Água (a mesma que não se manifesta para defender o solo de pessoas como Pedro Passos e as águas de gente como PaulOOctávio). Funcionários do GDF recolhiam as coisas e as atiravam em um caminhão, apreendendo as barracas, as roupas, os alimentos e todos os outros “luxos” que os palestinos tiveram nesse ano em que acamparam no chão. Teriam levado tudo, não fosse pela ajuda de alguns companheiros solidários com os palestinos que aceitaram guardar as coisas em suas próprias casas. Para os que presenciaram o fato, era inconcebível tamanha mobilização militar para retirar um grupo de idosos pacíficos de seu protesto político. Era uma versão brasileira do “uso desproporcional da força”, tão criticado por Lula e Celso Amorim, agora praticado pelo governador e seus “capangas”.
O desespero tomou conta por muitas vezes dos companheiros palestinos nesse dia. Agora encontravam-se na rua sem assistência do governo, da ACNUR ou da Cáritas, sem tratamento médico, quase sem apoio da comunidade palestina e árabe e agora sem suas barracas e o pouco de alimento que lhes restavam. Parecia demais para pessoas que tinham sofrido uma vida de privações, de acossamentos e de abusos perpetrados pelo nazi-sionismo. Para eles, era a extrema-unção definitiva da ingênua idéia e do sonho do país tropical, terra de deus, que lhes foi oferecida enquanto estavam em um triste campo de refugiados palestinos na Jordânia.
Uma nova fase do conflito
Sem casa, sem barraca, quase sem alimentos, o grupo de palestinos, principalmente as mulheres grávidas e as crianças, saiu de lá e concentrou-se em um alojamento cedido pela comunidade árabe para a emergência, que expira essa semana. Uma viatura da polícia manteve-se no local, como se fosse uma bandeira cravada no chão dizendo: nós vencemos. Só que os policiais deram de cara com uma coisa que eles não contavam: a persistência, a dignidade e a determinação ferrenha dos palestinos Fahrouk e Ramdam.
Sem comida, sem teto, sem cobertor, sem amigos, eles permaneceram lá, como quem fica simplesmente sentado na grama conversando com um amigo. Não carregam consigo nada grande, porque senão caracteriza uma ocupação e serão presos pelos policiais. De noite acendem um fogo para espantar o frio, mas ainda estão expostos ao sereno e às chuvas. Mais de uma semana já se passou desde o despejo, no entanto os dois palestinos resistem, em uma demonstração clara de dignidade e moral. Eles são dois, assim como são a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, resistindo pequenininhos, apesar de toda a ofensiva imperialista do vizinho. É uma singela representação do que acontece no Oriente Médio e, em ambos os casos, pode ter um final diferente dependendo da nossa intervenção.
Como ajudar?
A urgência da situação nos obriga a sermos rápidos. A saúde de todos os refugiados palestinos está em jogo, além de todos nós sabermos que eles merecem um tratamento humano. Cabe agora a nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, ajudarmos essas pessoas que estão dando a cada dia uma nova lição de dignidade, de valentia e pureza. É importante concentrar os esforços de forma organizada e eficiente, para podermos desfazer um pouco do mal que alguns maus representantes de nosso maravilhoso país tropical fizeram a essas pessoas. Moradia, alimentação, tratamento médico, são apenas algumas das necessidades que passam esses grandes homens sem pátria, filhos de uma brava terra para a qual eles não podem voltar, longe de sua família, com nada que lhes comprove o direito a viver ali exceto um papel sem valor da ONU, que demarcou tanto o território israelense como o palestino. Cabe a nós agora formar uma rede de apoiadores e ajudar da melhor maneira possível, e sim, é possível, a esses corajosos homens de paz, de amor e de justiça, que sonham em ver um dia esse planeta onde vivemos transformado na Terra, a Pátria do Homem.
Um enorme abraço internacionalista para todos vocês,
Thiago Ávila
O original encontra-se em: http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php/index.php?option=com_content&task=view&id=3723&Itemid=42
Thiago Ávila - Qui, 14 de Maio de 2009 12:44
O que está acontecendo com os palestinos?
Antes de explicar a situação dos refugiados palestinos aqui no Brasil, é importante saber de você uma coisa: o que você ganhou de presente de Natal no ano passado? Uma camiseta, um celular, um livro? Talvez você nem tenha gostado do que ganhou, ainda assim, deve lembrar com alegria dos bons momentos passados ao lado da família confraternizando e agradecendo ao ano que se acabava. Para Fahrouk, Ramdam, Kammal e os outros companheiros palestinos refugiados no Brasil, o natal teve um gosto um pouco mais amargo. O ataque genocida de Israel à Faixa de Gaza, onde estão muitos de seus familiares, mostrou mais uma vez o lado podre do nazi-sionismo e a inércia e ineficácia da diplomacia ocidental. Para os refugiados ao redor do mundo, este ataque representava a certeza de que a fúria e o ódio daqueles que fazem da Faixa de Gaza hoje um novo Gueto de Varsóvia iriam destruir o pouco que ainda lhes restava de pátria, onde um dia sonhavam em retornar para viver com seus familiares.
A ONU condenou o ataque verbalmente, o governo brasileiro o qualificou como “uso desproporcional da força”, assim como muitos outros países. Tudo retórica, talvez exceto pela expulsão dos embaixadores israelenses da Bolívia e Venezuela por parte de seus presidentes. A imprensa livre e os movimentos sociais tentaram em vão romper o bloqueio da mídia corporativa, preocupada demais em fomentar o gasto do 13º salário do trabalhador brasileiro. Foram denunciados inúmeras vezes os assassinatos em massa de civis, em sua maioria crianças, e o uso de armas proibidas pela ONU, como o fósforo branco. Apesar disso, assim como acontece com a parcela do território palestino demarcado pela própria ONU, nada aconteceu.
Enquanto isso, um grupo de palestinos estava dormindo no chão, sem atendimento médico, comendo manga e comida doada pelo pessoal do mercado, enquanto clamavam pela atenção dos organismos internacionais para que alguém aliviasse sua dor e sofrimento. Casos como esse são corriqueiros no Oriente Médio, no entanto, dessa vez estamos falando de um fato que aconteceu, e acontece, aqui no Brasil. Essa pequena versão de um campo de refugiados acontece em plena capital federal, em seu bairro mais rico, o Lago Sul, que tem o IDH comparável ao de países como a Suécia e Islândia.
O “programa” para refugiados
É assim a nossa versão tupiniquim da tragédia palestina: O governo, gentilmente (ou para mostrar serviço e ser premiado com um “assento” ao lado dos causadores dos grandes problemas do mundo) oferece nosso país para ser o lar temporário de um grupo de palestinos que estavam em um campo de refugiados na Jordânia. A ONU (a mesma que criou toda essa confusão em 1948), representada aqui pelo ACNUR, recebe dinheiro para cuidar então desses refugiados. No entanto, a ONU não acredita ter o tempo necessário para cuidar dessa situação (claro, afinal, Palestina, Sudão, Colômbia, Haiti, Timor Leste não são os países que mais contribuem com o milionário orçamento desse organismo internacional), então incumbe a Cáritas Brasileira (entidade da Igreja Católica, designada enquanto “representante da sociedade civil”) de monitorar e acompanhar o programa para os refugiados. No caso de algum problema no “programa”, o governo brasileiro diz que só repassa os recursos, a ACNUR não dá nenhuma resposta, pois é um “organismo internacional”, e a Cáritas Brasileira diz que só administra o “programa”, que quem o criou foi a ACNUR e o governo brasileiro.
Mesmo para nós brasileiros parece algo complicado, agora imagine para um estrangeiro que não fala português, não está acostumado com a nossa cultura e ainda necessita atendimento médico. Imagine então se você fosse colocado dentro de um asilo nessas condições, sem ter ninguém com quem se comunicar. O que você faria? Imagine também que os organismos que batem no peito e fazem marketing social dizendo que cuidam de vocês desviassem dinheiro, comprassem eletrodomésticos novos para você, mas lhe entregassem velhos. Como se não fosse suficiente, imagine uma comunidade árabe ausente, um governo que não quer se indispor com a ONU, além de inúmeros aproveitadores à sua volta querendo ganhar destaque e lucrar com a sua deplorável situação. Que fazer?
O ano em que os palestinos acamparam em protesto em frente ao ACNUR
Mais de um ano se passou sem que nenhum dos envolvidos pudesse resolver a situação. Inúmeras foram as vezes em que levamos os companheiros às pressas para o hospital, por conta de seus problemas de saúde, ainda mais agravados pelo desumano tratamento que lhes era dispensado pelas autoridades. Chegou uma hora em que o impasse gerou o mesmo conformismo que impregna todo o conflito israelense e palestino: a idéia de um caso sem solução.
E assim ficaria até que, para piorar a situação, o ACNUR, com a ajuda do digníssimo judiciário brasileiro (aquele mesmo que barra a reforma agrária, solta Daniel Dantas e criminaliza os movimentos sociais), consegue uma autorização para retirá-los da frente da bela mansão-sede do ACNUR com ajuda da Polícia Federal. Era uma bela manhã de sábado quando alguns dos vizinhos ricos viam sua bela vizinhança sendo “higienizada”, removendo aqueles senhores do caminho. Outros vizinhos, mas estes loucos ou desavisados, que tinham de alguma forma criado um carinho pelas pessoas que, de forma tão determinada, protestavam em frente às suas casas (apesar do ACNUR ter enviado uma carta a cada vizinho dizendo para NÃO ajudarem os palestinos), discutiam com os policiais inutilmente.
O que pensava o ACNUR? Que os palestinos, justo eles, iam desistir ao primeiro sinal de violência? Que ia adiantar jogar para longe as suas coisas, que eles se calariam e resignariam? Obviamente, não foi isso que aconteceu. Os nossos dignos e corajosos companheiros palestinos resistiram, colocaram suas coisas um pouco mais afastado da sede-mansão do ACNUR, mas ainda ficaram por lá, dessa vez na avenida principal do Lago Sul. Foi um ato de coragem maravilhoso, mas que infelizmente introduziu na história um personagem talvez ainda mais sinistro que todos os anteriores: nosso digníssimo governador do DF, ex-violador de painel eletrônico, atual chefe da polícia, José Roberto Arruda. A saída da frente da sede do ACNUR fez com que a polícia deixasse de enxergar aquilo como um ato político de protesto e encarasse como uma mera ocupação de área pública, justamente no lugar onde todo mundo sabe que não se pode ter ocupação de área pública.
O que aconteceu em seguida seria óbvio, não fosse pela proporção que atingiu. Eram mais de vinte viaturas da Polícia Militar e seus grupos táticos com rifles, talvez em maior número que para prender Daniel Dantas ou os grandes bandidos do tráfico de drogas no Rio e São Paulo. A ação militar tinha como objetivo não apenas assustar e intimidar os palestinos e seus apoiadores, mas também dar o recado para qualquer pessoa que tentasse ocupar um local no Lago Sul. Curiosamente, a operação era comandada por um oficial SUDESA, a Superintendência de Defesa do Solo e da Água (a mesma que não se manifesta para defender o solo de pessoas como Pedro Passos e as águas de gente como PaulOOctávio). Funcionários do GDF recolhiam as coisas e as atiravam em um caminhão, apreendendo as barracas, as roupas, os alimentos e todos os outros “luxos” que os palestinos tiveram nesse ano em que acamparam no chão. Teriam levado tudo, não fosse pela ajuda de alguns companheiros solidários com os palestinos que aceitaram guardar as coisas em suas próprias casas. Para os que presenciaram o fato, era inconcebível tamanha mobilização militar para retirar um grupo de idosos pacíficos de seu protesto político. Era uma versão brasileira do “uso desproporcional da força”, tão criticado por Lula e Celso Amorim, agora praticado pelo governador e seus “capangas”.
O desespero tomou conta por muitas vezes dos companheiros palestinos nesse dia. Agora encontravam-se na rua sem assistência do governo, da ACNUR ou da Cáritas, sem tratamento médico, quase sem apoio da comunidade palestina e árabe e agora sem suas barracas e o pouco de alimento que lhes restavam. Parecia demais para pessoas que tinham sofrido uma vida de privações, de acossamentos e de abusos perpetrados pelo nazi-sionismo. Para eles, era a extrema-unção definitiva da ingênua idéia e do sonho do país tropical, terra de deus, que lhes foi oferecida enquanto estavam em um triste campo de refugiados palestinos na Jordânia.
Uma nova fase do conflito
Sem casa, sem barraca, quase sem alimentos, o grupo de palestinos, principalmente as mulheres grávidas e as crianças, saiu de lá e concentrou-se em um alojamento cedido pela comunidade árabe para a emergência, que expira essa semana. Uma viatura da polícia manteve-se no local, como se fosse uma bandeira cravada no chão dizendo: nós vencemos. Só que os policiais deram de cara com uma coisa que eles não contavam: a persistência, a dignidade e a determinação ferrenha dos palestinos Fahrouk e Ramdam.
Sem comida, sem teto, sem cobertor, sem amigos, eles permaneceram lá, como quem fica simplesmente sentado na grama conversando com um amigo. Não carregam consigo nada grande, porque senão caracteriza uma ocupação e serão presos pelos policiais. De noite acendem um fogo para espantar o frio, mas ainda estão expostos ao sereno e às chuvas. Mais de uma semana já se passou desde o despejo, no entanto os dois palestinos resistem, em uma demonstração clara de dignidade e moral. Eles são dois, assim como são a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, resistindo pequenininhos, apesar de toda a ofensiva imperialista do vizinho. É uma singela representação do que acontece no Oriente Médio e, em ambos os casos, pode ter um final diferente dependendo da nossa intervenção.
Como ajudar?
A urgência da situação nos obriga a sermos rápidos. A saúde de todos os refugiados palestinos está em jogo, além de todos nós sabermos que eles merecem um tratamento humano. Cabe agora a nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, ajudarmos essas pessoas que estão dando a cada dia uma nova lição de dignidade, de valentia e pureza. É importante concentrar os esforços de forma organizada e eficiente, para podermos desfazer um pouco do mal que alguns maus representantes de nosso maravilhoso país tropical fizeram a essas pessoas. Moradia, alimentação, tratamento médico, são apenas algumas das necessidades que passam esses grandes homens sem pátria, filhos de uma brava terra para a qual eles não podem voltar, longe de sua família, com nada que lhes comprove o direito a viver ali exceto um papel sem valor da ONU, que demarcou tanto o território israelense como o palestino. Cabe a nós agora formar uma rede de apoiadores e ajudar da melhor maneira possível, e sim, é possível, a esses corajosos homens de paz, de amor e de justiça, que sonham em ver um dia esse planeta onde vivemos transformado na Terra, a Pátria do Homem.
Um enorme abraço internacionalista para todos vocês,
Thiago Ávila
sábado, 16 de outubro de 2010
Oporutnidade para exigir respeito aos direitos dos refugiados no Brasil
Olá amigos
Evento segunda feira, dia 18/10: A prática dos Direitos internacionais dos refugiados no Brasil
É uma oportunidade única para desmascarar de vez a farsa do programa de reassentamento de refugiados palestinos no Brasil e exigir que os direitos dos refugiados sejam respeitados de fato.
Veja o local do evento no mapa que está no link abaixo
http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=Avenida+Brigadeiro+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020,+S%C3%A3o+Paulo&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=64.681899,110.390625&ie=UTF8&hq=&hnear=Av.+Brg.+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01318-002&ll=-23.565482,-46.647531&spn=0.003934,0.006738&z=17
Mauro Rodrigues de Aguiar
(11) 8389-2026
(11) 4796-5484
18 de outubro de 2010
Local:
Auditório da Procuradoria
Regional da República 3ª Região
Endereço:
Av. Brigadeiro Luís
Antônio, 2020
Horário:
das 14h00 às 18h00
Contato:
011 3397-1423 ou
fgama@prefeitura.sp.gov.br
Inscrições gratuitas
Não será fornecido certificado
Programa
14h00 - 14h30 : abertura - Prof. André de Carvalho Ramos (FADUSP
e PRR3), Prof. Guilherme Assis de Almeida (FADUSP
e SJDC), Dr. Renato Zerbini Leão (CONARE) e Luiz
Fernando Godinho (ACNUR).
14h30 - 14h55: "A Judicialização do Refúgio no Brasil"- Dra. Liliana
Lyra Jubilut, Doutora em Direito Internacional pela
Universidade de São Paulo.
14h55 - 15h20:
“Aspectos Críticos da Proteção dos Refugiados no
Brasil”
- Dr. Jefferson Dias, Procurador Regional dos
Direitos do Cidadão (MPF)
15h20 - 15h45:
"Tratamento Administrativo do Solicitante de
Refúgio"
- Dr. Fábio André Lopes Simões, Delegado
da Polícia Federal
15h45 - 16h00:
Intervalo
16h00 - 16h25:
“Perspectivas da Proteção dos Refugiados" - Luiz
Fernando Godinho (ACNUR)
16h25 - 16h50:
“Defensoria Pública da União e o Refúgio" - Dr.
João Paulo de Campos Dorini, Defensor Público da
União (DPU)
16h50 - 17h15:
“Questões práticas do Reassentamento" - Dr.
Orlando Fantazzini, Secretário de Habitação de
Guarulhos
17h15 - 18h10:
Perguntas, debate e encerramento
Evento segunda feira, dia 18/10: A prática dos Direitos internacionais dos refugiados no Brasil
É uma oportunidade única para desmascarar de vez a farsa do programa de reassentamento de refugiados palestinos no Brasil e exigir que os direitos dos refugiados sejam respeitados de fato.
Veja o local do evento no mapa que está no link abaixo
http://maps.google.com.br/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=Avenida+Brigadeiro+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020,+S%C3%A3o+Paulo&sll=-14.179186,-50.449219&sspn=64.681899,110.390625&ie=UTF8&hq=&hnear=Av.+Brg.+Lu%C3%ADs+Ant%C3%B4nio,+2020+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo,+01318-002&ll=-23.565482,-46.647531&spn=0.003934,0.006738&z=17
Mauro Rodrigues de Aguiar
(11) 8389-2026
(11) 4796-5484
18 de outubro de 2010
Local:
Auditório da Procuradoria
Regional da República 3ª Região
Endereço:
Av. Brigadeiro Luís
Antônio, 2020
Horário:
das 14h00 às 18h00
Contato:
011 3397-1423 ou
fgama@prefeitura.sp.gov.br
Inscrições gratuitas
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Programa
14h00 - 14h30 : abertura - Prof. André de Carvalho Ramos (FADUSP
e PRR3), Prof. Guilherme Assis de Almeida (FADUSP
e SJDC), Dr. Renato Zerbini Leão (CONARE) e Luiz
Fernando Godinho (ACNUR).
14h30 - 14h55: "A Judicialização do Refúgio no Brasil"- Dra. Liliana
Lyra Jubilut, Doutora em Direito Internacional pela
Universidade de São Paulo.
14h55 - 15h20:
“Aspectos Críticos da Proteção dos Refugiados no
Brasil”
- Dr. Jefferson Dias, Procurador Regional dos
Direitos do Cidadão (MPF)
15h20 - 15h45:
"Tratamento Administrativo do Solicitante de
Refúgio"
- Dr. Fábio André Lopes Simões, Delegado
da Polícia Federal
15h45 - 16h00:
Intervalo
16h00 - 16h25:
“Perspectivas da Proteção dos Refugiados" - Luiz
Fernando Godinho (ACNUR)
16h25 - 16h50:
“Defensoria Pública da União e o Refúgio" - Dr.
João Paulo de Campos Dorini, Defensor Público da
União (DPU)
16h50 - 17h15:
“Questões práticas do Reassentamento" - Dr.
Orlando Fantazzini, Secretário de Habitação de
Guarulhos
17h15 - 18h10:
Perguntas, debate e encerramento
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sexta Cultural da APEOESP
Hoje(15), a partir das 20h, haverá a "Sexta Cultural" na Apeoesp Mogi, Rua Barão de Jaceguai, nº 84. Compareçam, toda a renda com a venda de comidas árabes e bebidas será revertida para a conta de apoio às famílias palestinas de Mogi.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Apresentação de dois vídeos sobre os palestinos reassentados no Brasil
O Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último sábado
de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens
independentes.
Participe.
Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE FILMES INDEPENDENTES
Sábado, 25 de Setembro - 18:30 horas
GRÁTIS
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
(EM FRENTE AO BAR IBOTIRAMA)
programação:
A Chave da Casa - Documentário 64 minutos
Retrata a saga de palestinos perseguidos na guerra do Iraque e acolhidos
pelo Brasil.
Direção: Paschoal Samora, Stela Grisotti
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=
Filhos de Nakba Documentário 20 minutos
Coordenação: Profa. Ms. Cecília Luedemann
Entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes.
Realizadores debatem suas produções.
Bate papo + Música
Mais Informações:
lunetim@hotmail.com
11 – 3214.3906 / 7038.6836 / 6181-2405
Apoio:
www.bangalo.estantevirtual.com.br
www.teartecer.blogspot.com
de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens
independentes.
Participe.
Realizadores, façam contato, envie-nos seu vídeo.
CINECLUBE LUNETIM MÁGICO
CENTRO CINECLUBISTA DE SÃO PAULO
CONVIDAM PARA A SESSÃO DE FILMES INDEPENDENTES
Sábado, 25 de Setembro - 18:30 horas
GRÁTIS
RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14
(EM FRENTE AO BAR IBOTIRAMA)
programação:
A Chave da Casa - Documentário 64 minutos
Retrata a saga de palestinos perseguidos na guerra do Iraque e acolhidos
pelo Brasil.
Direção: Paschoal Samora, Stela Grisotti
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=-=
Filhos de Nakba Documentário 20 minutos
Coordenação: Profa. Ms. Cecília Luedemann
Entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes.
Realizadores debatem suas produções.
Bate papo + Música
Mais Informações:
lunetim@hotmail.com
11 – 3214.3906 / 7038.6836 / 6181-2405
Apoio:
www.bangalo.estantevirtual.com.br
www.teartecer.blogspot.com
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Falecimento da Sra. Rhameh Shaaban Al Hamidi
Com profundo pesar, informo que morreu ontem, 13/09, a Sra. Rhameh Shaaban Al Hamidi, a sexta vítima fatal do descaso do programa de reassentamento solidário que trouxe 117 refugiados palestinos para o Brasil em 2007.
No início deste ano a Sra. Rhameh recebeu a informação de que seu RNE estava pronto e que ela deveria ir a São Paulo, na polícia federal, no bairro da Lapa, para retirá-lo.
Um de seus filhos a levou de trem, mas chegando lá não pode retirar o tão esperado documento porque uma letra do seu nome estava escrito incorretamente.
Talvez pelo aborrecimento que passou, durante a viagem de volta, começou a sentir fortes dores abdominais e, chegando na estação de Mogi das Cruzes, foi levada diretamente para o hospital, onde descobriu-se que ela estava com câncer, daí em diante sua saúde começou a se deteriorar rapidamente.
Ás últimas semanas foram de uma agonia terrível para ela. Já não conseguia se alimentar, sentia fortíssimas dores e os medicamentos, bem como a quimioterapia já não faziam efeito.
O sepultamento ocorreu na tarde de 13/09, no cemitério islâmico de Guarulhos.
Numa merecida homenagem a Sra. Rhameh, colo abaixo o link de um vídeo que encontrei no You Tube a poucos dias, gravado quando os palestinos que em poucos dias seriam trazidos para Mogi das Cruzes ainda se encontravam no Campo de Ruweished, deserto da Jordânia, onde aparece a Sra. Rhameh, juntamente com sua família.
http://www.youtube.com/watch?v=nnSBMt1kQgM&NR=1&feature=fvwp
No início deste ano a Sra. Rhameh recebeu a informação de que seu RNE estava pronto e que ela deveria ir a São Paulo, na polícia federal, no bairro da Lapa, para retirá-lo.
Um de seus filhos a levou de trem, mas chegando lá não pode retirar o tão esperado documento porque uma letra do seu nome estava escrito incorretamente.
Talvez pelo aborrecimento que passou, durante a viagem de volta, começou a sentir fortes dores abdominais e, chegando na estação de Mogi das Cruzes, foi levada diretamente para o hospital, onde descobriu-se que ela estava com câncer, daí em diante sua saúde começou a se deteriorar rapidamente.
Ás últimas semanas foram de uma agonia terrível para ela. Já não conseguia se alimentar, sentia fortíssimas dores e os medicamentos, bem como a quimioterapia já não faziam efeito.
O sepultamento ocorreu na tarde de 13/09, no cemitério islâmico de Guarulhos.
Numa merecida homenagem a Sra. Rhameh, colo abaixo o link de um vídeo que encontrei no You Tube a poucos dias, gravado quando os palestinos que em poucos dias seriam trazidos para Mogi das Cruzes ainda se encontravam no Campo de Ruweished, deserto da Jordânia, onde aparece a Sra. Rhameh, juntamente com sua família.
http://www.youtube.com/watch?v=nnSBMt1kQgM&NR=1&feature=fvwp
sábado, 11 de setembro de 2010
Os judeus do Irão vivem muito melhor do que os palestinos de Gaza
Há 25 mil judeus no Irã. É a maior população judaica no Oriente Médio fora de Israel. Os judeus iranianos não são perseguidos nem sofrem abusos do estado; de fato, estão protegidos sob a constituição iraniana. São livres para praticar sua religião e para votar nas eleições. Não são parados e revistados em checkpoints, não são brutalizados por um exército de ocupação e não estão confinados numa colônia penal densamente povoada (Gaza) onde sejam privados dos meios básicos de subsistência. Os judeus iranianos vivem dignamente e gozam dos benefícios da cidadania.O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad é demonizado pela mídia ocidental. É chamado de anti-semita e de "novo Hitler". Mas se essas alegações fossem verdade, então porque a maioria dos judeus iranianos votou em Ahmadinejad nas recentes eleições presidenciais? Será possível que a maior parte do que se sabe sobre Ahmadinejad seja baseado apenas em boatos e em propaganda?
Este trecho apareceu num artigo da BBC:
"O gabinete (de Ahmadinejad) fez recentemente uma doação monetária para o Hospital Judaico de Teerã. É um dos quatro únicos hospitais judaicos de caridade no mundo e foi fundado com dinheiro da diáspora judaica – coisa notável no Irã onde mesmo as organizações locais de ajuda têm dificuldade em receber fundos do estrangeiro por medo de serem acusados de agentes estrangeiros".
Quando foi que Hitler alguma vez doou dinheiro para hospitais judeus? A analogia com Hitler é uma tentativa desesperada de lavagem cerebral aos americanos. Nada nos diz sobre quem realmente é Ahmadinejad.
As mentiras sobre Ahmadinejad não são diferentes das mentiras sobre Saddam Hussein ou Hugo Chávez. Os EUA e Israel estão tentando criar uma justificação para outra guerra. É por isso que a mídia credita a Ahmadinejad coisas que ele realmente nunca disse. Ele nunca disse que quer "varrer Israel do mapa". Essa é mais uma ficção. O autor Jonathan Cook explica o que disse realmente o presidente:
"Este mito tem sido interminavelmente reciclado desde que ocorreu um erro de tradução num discurso de Ahmadinejad dois anos atrás. Especialistas em farsi atestaram que o presidente iraniano, longe de ameaçar com a destruição de Israel, estava citando um antigo discurso do Aiatolá Khomeini no qual ele reassegura aos apoiadores da Palestina que "o regime sionista em Jerusalém" iria "desaparecer das páginas do tempo".
Ele não estava ameaçando exterminar judeus ou Israel. Estava comparando a ocupação israelense da Palestina com outros sistemas ilegítimos cujo tempo havia passado, incluindo os xás que outrora governaram o Irã, o apartheid na África do Sul e o império [NR] soviético. Não obstante, a tradução errônea sobreviveu e prosperou porque Israel e seus apoiadores a exploraram para seus próprios propósitos de propaganda" ("Israel's Jewish problem in Tehran", Jonathan Cook, The Electronic Intifada)
Ahmadinejad não representa qualquer ameaça para Israel ou para os EUA. Como todos no Oriente Médio, ele quer apenas um alívio da agressão israelense e norte-americana.
Isto é da Wikipedia:
"O Departamento de Estado dos EUA tem alegado discriminação no Irã contra judeus. De acordo com seu estudo, os judeus não podem ocupar posições importantes no governo e estão proibidos de servir nos serviços judiciário e de segurança e de tornar-se diretores de escolas públicas. O estudo diz que cidadão judeus podem obter passaportes e viajar para fora do país, mas a eles são freqüentemente negadas as permissões de múltiplas saídas normalmente concedidas a outros cidadãos. As alegações feitas pelo Departamento de Estado norte-americano foram condenadas pelos judeus iranianos. A Associação de Judeus de Teerã diz numa declaração, "nós judeus iranianos condenamos as declarações do Departamento de Estado dos EUA sobre as minorias religiosas iranianas, anunciamos que estamos totalmente livres para executar nossos deveres religiosos e não sentimos nenhuma restrição para realizar nossos rituais religiosos".
Em quem deveríamos acreditar: nos judeus que realmente vivem no Irã ou nos encrenqueiros do Departamento de Estado norte-americano?
Há seis açougues kosher, 11 sinagogas e diversas escolas hebraicas em Teerã. Nenhum funcionário de Ahmadinejad nem de qualquer outro governo iraniano fez qualquer tentativa de fechar essas instalações. Nunca. Judeus iranianos são livres para viajar (ou mudar-se) para Israel se assim o desejarem. Não estão aprisionados por um exército de ocupação. Não estão privados de alimentos ou remédios. Seus filhos não crescem com doenças mentais originadas do trauma da violência esporádica. Suas famílias não são atingidas por barcos armados atirando enquanto circulam nas praias. Seus apoiadores não são esmagados por escavadeiras ou atingidos na cabeça por balas de borracha. Não são atingidos por gás ou espancados quando fazem demonstrações pacíficas por suas liberdades civis. Seus líderes não são caçados e assassinados premeditadamente.
Roger Cohen escreveu um ensaio bastante cuidadoso sobre este tema para o New York Times. Diz ele:
"Talvez eu seja um pouco tendencioso em relação aos fatos mais do que a palavras, mas digo que a realidade da civilidade iraniana acerca dos judeus nos diz mais sobre o Irã – seu refinamento e cultura – que toda retórica inflamada. Isso pode ser devido a eu ser judeu e ter sido freqüentemente tratado com tanta gentileza no Irã. Ou talvez eu esteja impressionado com a fúria contra Gaza, trombeteada em posters e na TV iraniana, nunca se ter convertido em insultos ou violência contra judeus. Ou talvez seja porque eu esteja convencido de que a caricatura do Irã como "o Mullah Doido" e a comparação de qualquer vínculo com Munich em 1938 – uma posição popular em alguns círculos judaicos norte-americanos – seja incorreta e perigosa". ("What Iran's Jews Say", Roger Cohen, New York Times )
As coisas não são perfeitas para os judeus que vivem no Irã, mas são melhores do que para os palestinos que vivem em Gaza. Muito melhor.
18/Agosto/2010
[*] fergiewhitney@msn.com
[NR] A expressão é do sr. Cook. A URSS nunca foi um império.
O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/whitney08182010.html . Tradução de RMP.
Exte texo foi extraído na íntegra de: http://resistir.info/
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sarau Lundu - dia 11 - 19h - Casa de Cultura Raul Seixas
http://almaambiental.blogspot.com/2010/09/sarau-lundu-casa-de-cultura-raul-seixas.htmlSARAU LUNDU - A arte como Resistência Cultural
Local: Rua Murmúrios da Tarde, 211 - Parque Raul Seixas - Itaquera - São Paulo
O Sarau Lundu é uma iniciativa da organização ALMA Ambiental dentro do projeto Ponto de Cultura CohabitArte, realizado em parceria com o Coletivo Libertário Trinca, que apóia famílias palestinas em situação de exílio e com o Ponto de Cultura CAMI que apoia os migrantes latinos.
O Sarau Lundu é uma iniciativa da organização ALMA Ambiental dentro do projeto Ponto de Cultura CohabitArte, realizado em parceria com o Coletivo Libertário Trinca, que apóia famílias palestinas em situação de exílio e com o Ponto de Cultura CAMI que apoia os migrantes latinos.
A data 11 de setembro foi marcada pela tragédia ocorrida com as torres gêmeas nos Estados Unidos. E a partir desta lembrança propomos uma reflexão sobre as guerras que ainda fazem parte do cotidiano de muitos povos, e o povo homenageado neste sarau é o povo Palestino!
O evento é de cunho sociocultural que tem como objetivo, além de fortalecer a produção cultural local por meio do encontro entre artistas profissionais de vários seguimentos e localidades que representam as inúmeras formas de resistir culturalmente, apoiaremos essas famílias palestinas antes de tudo no acolhimento, uma re-união de povos em prol de uma cultura paz.
Programação
O olhar
- Exposição da fotógrafa Jennifer Balcomben - Ambientação de Samara Costa
- Vídeo interação com o filme “A Chave da Casa”
A dança e o verbo
- Dialógica Cia de Dança
- Fragmento Popol Vuh - com Leticia Leal e Raphael Sant'anna. ( cena inspirada no espetáculo teatral "POPOL VUH - primeiros cantos da escrita do Deus", da Escola Livre de Teatro )
- Quântica Teatro Laboriatório
- Cia Mapiguary- com o conto “O marido da mãe d’água”
- Demonstração de Kenpo Indiano com Mavu Tsnin
- Alexandre Aguipe- com a intervenção “SHAPE”
- Danças e cantos indígenas- Com o índio Buu Tukano
- Poesia Palestina de Combate- Coletivo TRINCA
- Renata Ribeiro- Vermelhos, pretos e Brancos
Músicas dos povos
- O Corpo da Terra- Com Dani Boni e Mavu Tsnim
(musica experimental)
- Engrenagem Urbana, Samuel Porfírio e Maria Elvira
(Hip Hop e MPB Alternativo)
- Fernando Reche e Pablo Zuniga- Musica Instrumental Boliviana
(Vencedor do prêmio Charango de Outro Internacional)
- Grupo Sakura Fubuki – Apresentação de Taikô- Tambores Japoneses
Arthur Philiphi- Música Erudita
-Jackson Ricarte- Viola Caipira
- Ibaque- Nesse encontro, através da música, o grupo contará algumas histórias de povos brasileiros e suas resistências superadas pela sua cultura. Numa linha do tempo passarão por algumas células rítmicas básicas que elegem como referência e seus respectivos movimentos embalados pela vibração do couro que mantém a ligação com a terra vencendo o próprio tempo.
- Quântica Teatro Laboriatório
- Cia Mapiguary- com o conto “O marido da mãe d’água”
- Demonstração de Kenpo Indiano com Mavu Tsnin
- Alexandre Aguipe- com a intervenção “SHAPE”
- Danças e cantos indígenas- Com o índio Buu Tukano
- Poesia Palestina de Combate- Coletivo TRINCA
- Renata Ribeiro- Vermelhos, pretos e Brancos
Músicas dos povos
- O Corpo da Terra- Com Dani Boni e Mavu Tsnim
(musica experimental)
- Engrenagem Urbana, Samuel Porfírio e Maria Elvira
(Hip Hop e MPB Alternativo)
- Fernando Reche e Pablo Zuniga- Musica Instrumental Boliviana
(Vencedor do prêmio Charango de Outro Internacional)
- Grupo Sakura Fubuki – Apresentação de Taikô- Tambores Japoneses
Arthur Philiphi- Música Erudita
-Jackson Ricarte- Viola Caipira
- Ibaque- Nesse encontro, através da música, o grupo contará algumas histórias de povos brasileiros e suas resistências superadas pela sua cultura. Numa linha do tempo passarão por algumas células rítmicas básicas que elegem como referência e seus respectivos movimentos embalados pela vibração do couro que mantém a ligação com a terra vencendo o próprio tempo.
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