Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sarau Lundu - dia 11 - 19h - Casa de Cultura Raul Seixas

http://almaambiental.blogspot.com/2010/09/sarau-lundu-casa-de-cultura-raul-seixas.html

SARAU LUNDU - A arte como Resistência Cultural
Local: Rua Murmúrios da Tarde, 211 - Parque Raul Seixas - Itaquera - São Paulo

O Sarau Lundu é uma iniciativa da organização ALMA Ambiental dentro do projeto Ponto de Cultura CohabitArte, realizado em parceria com o Coletivo Libertário Trinca, que apóia famílias palestinas em situação de exílio e com o Ponto de Cultura CAMI que apoia os migrantes latinos.

A data 11 de setembro foi marcada pela tragédia ocorrida com as torres gêmeas nos Estados Unidos. E a partir desta lembrança propomos uma reflexão sobre as guerras que ainda fazem parte do cotidiano de muitos povos, e o povo homenageado neste sarau é o povo Palestino!

O evento é de cunho sociocultural que tem como objetivo, além de fortalecer a produção cultural local por meio do encontro entre artistas profissionais de vários seguimentos e localidades que representam as inúmeras formas de resistir culturalmente, apoiaremos essas famílias palestinas antes de tudo no acolhimento, uma re-união de povos em prol de uma cultura paz.

Programação

O olhar

- Exposição da fotógrafa Jennifer Balcomben - Ambientação de Samara Costa
- Vídeo interação com o filme “A Chave da Casa”

A dança e o verbo

- Dialógica Cia de Dança
- Fragmento Popol Vuh - com Leticia Leal e Raphael Sant'anna. ( cena inspirada no espetáculo teatral "POPOL VUH - primeiros cantos da escrita do Deus", da Escola Livre de Teatro )

- Quântica Teatro Laboriatório

- Cia Mapiguary- com o conto “O marido da mãe d’água”

- Demonstração de Kenpo Indiano com Mavu Tsnin

- Alexandre Aguipe- com a intervenção “SHAPE”

- Danças e cantos indígenas- Com o índio Buu Tukano

- Poesia Palestina de Combate- Coletivo TRINCA

- Renata Ribeiro- Vermelhos, pretos e Brancos

Músicas dos povos

- O Corpo da Terra- Com Dani Boni e Mavu Tsnim
(musica experimental)

- Engrenagem Urbana, Samuel Porfírio e Maria Elvira
(Hip Hop e MPB Alternativo)

- Fernando Reche e Pablo Zuniga- Musica Instrumental Boliviana
(Vencedor do prêmio Charango de Outro Internacional)

- Grupo Sakura Fubuki – Apresentação de Taikô- Tambores Japoneses
Arthur Philiphi- Música Erudita

-Jackson Ricarte- Viola Caipira

- Ibaque- Nesse encontro, através da música, o grupo contará algumas histórias de povos brasileiros e suas resistências superadas pela sua cultura. Numa linha do tempo passarão por algumas células rítmicas básicas que elegem como referência e seus respectivos movimentos embalados pela vibração do couro que mantém a ligação com a terra vencendo o próprio tempo.

sábado, 4 de setembro de 2010

BDS, o boicote internacional a Israel

Quem tem mais de 30 anos decerto se lembra do boicote internacional ao regime do apartheid da África do Sul. Essa campanha abalou a economia do país africano, obrigou-o a pôr um fim ao racismo e a elaborar uma nova legislação, que garantiu os direitos da população negra -- até então marginalizada pelos sucessivos governos, confinada a guetos, impossibilitada de exercer direitos civis.
O boicote a Israel tem o mesmo objetivo: acabar com o regime que impede aos palestinos os direitos civis, que impôs o bloqueio a Gaza, que ocupa as terras palestinas para anexá-las ilegalmente a Israel, que constroi o Muro da Vergonha.
Chamado BDS, sigla em inglês para para Boicote, "Desinvestimento" e Sanções (Boycott, Divestment, and Sanctions), o movimento é forte na Europa e nos Estados Unidos. Pessoas físicas, distribuidoras, supermercados, universidades e empresas de diversas áreas deixaram de comprar produtos produzidos em Israel ou de empresas israelenses instaladas em terras palestinas. Também evitam comprar produtos que, direta ou indiretamente, financiam e apoiam a violência contra os palestinos -- caso da Cartepillar, cujas escavadeiras são utilizadas para destruir casas de famílias palestinas.

Os resultados têm sido animadores. As vendas da Coca-Cola, por exemplo, caíram tanto no Oriente Médio que uma empresa local de refrigerantes ocupou esse espaço e hoje já exporta para o mercado europeu. Muitas companhias israelenses instaladas de modo ilegal nas áreas de ocupação (território palestino) tiveram de fechar as portas, por falta de compradores para seus produtos.

Há também o boicote cultural, acadêmico e esportivo, apoiado por nomes famosos. Elvis Costello chegou a escrever uma carta emocionante, afirmando não pisar em Israel para não compactuar com a tragédia imposta aos palestinos. Intelectuais de todas as partes do mundo deixaram de atender convites para palestras e visitas a Israel.

Para quem ainda não sabe, os palestinos são proibidos, entre outras coisas, de entrar em Israel. Precisam, para isso, de um salvo-conduto, em geral negado ou recolhido sem nenhuma explicação. Por isso, atividades comuns como visitar parentes, ir à escola ou à universidade, procurar auxílio médico em hospitais são praticamente proibidas aos palestinos, literalmente presos no pouco espaço que lhes restou depois que Israel invadiu a Palestina, nos anos 1940.
Os palestinos tampouco podem circular pelas estradas abertas em seu território pelo governo de Israel. Modernas e asfaltadas, são exclusivas para israelenses. Aos palestinos restam estradinhas de terra batida, esburacadas, sem iluminação.

A água e a energia elétrica são racionadas, pelas autoridades de Israel, aos palestinos, ao passo que os cidadãos israelenses as têm à vontade. É comum ver crianças palestinas tomando água em baldes, pois as torneiras de suas casas estão secas, enquanto, a poucos metros dali, em casas luxuosas, israelenses aproveitam suas piscinas -- cheias, evidentemente. Também é comum, à noite, ver casas palestinas às escuras, enquanto as luzes das residências israelenses ofuscam o olhar.

Essa situação tem um nome: apartheid. Racismo. Intolerância. Violação aos direitos humanos fundamentais.


Como participar do BDS
Se você pretende aderir à campanha, observe, quando for comprar um produto, o código de barras estampado na embalagem ou na etiqueta. Se o código for iniciado com os números 729, não compre. Eles indicam produtos fabricados em Israel.


Se você quiser boicotar também produtos dos EUA e do Reino Unido -- que apoiam diretamente, com dinheiro e armas, a opressão aos palestinos --, atente para os números iniciais 00-09 (EUA) e 50 (Reino Unido). E não compre produtos cujo código de barras comece com esses algarismos.

Há companhias que financiam o regime israelense do apartheid, colaborando para a violação dos direitos dos palestinos. Evite comprar produtos dessas empresas. Espalhe para suas listas de discussão, para seu cadastro (mailing), para os amigos, familiares, vizinhos, conhecidos. Ao adquirir um produto dessas empresas, estaremos compactuando com a opressão aos palestinos -- nosso dinheiro, na forma de lucro, será enviado para manter o regime racista de Israel.

Para saber mais, baixar material para trabalhar pela causa, conhecer o que rola no mundo:
Inminds
Stop the Wall
Global BDS Movement

NÃO COMPRE PRODUTOS DESTAS EMPRESAS (ELAS FINANCIAM O REGIME DE APARTHEID DE ISRAEL):





Copie as imagens e cole em seu blogue, no twitter, no Facebook, no Orkut, em todas as redes web das quais você faz parte. Vamos ajudar a acabar com o apartheid de Israel e demonstrar nosso apoio aos direitos humanos, retirados do povo palestino pelas autoridades sionistas.













Agradecimentos à Fonte:

domingo, 29 de agosto de 2010

Artistas recusam atuar em colonatos judeus em território palestino

Mais de 50 artistas bem conhecidos em Israel assinaram uma petição onde garantem que não vão actuar no colonato judeu de Ariel ou noutros locais da Cisjordânia. Ariel é uma das maiores povoações ilegalmente construídas em território palestiniano, com 18 mil habitantes. No documento os actores, realizadores, e dramaturgos afirmam que se os habitantes de Ariel quiserem ir ao teatro vão ter que viajar até Tel Aviv. Esta posição está a gerar grande controvérsia em Israel, a dias do recomeço das negociações directas em Washington, em que a questão dos colonatos é umas das mais difíceis. O dramaturgo e encenador Joshua Sobol, um dos artistas signatários da petição, explicou ao jornalista Nuno Felício a sua posição.
2010-08-29


http://www.rtp.pt/noticias/?t=Artistas-recusam-actuar-nos-colonatos-judeus-em-territorio-palestiniano.rtp&headline=46&visual=9&article=371066&tm=7

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Movimento internacional BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções

Ooooooooooooba... está funcionando o movimento internacional de boicote cultural contra Israel, a julgar pela matéria publicada no portal do jornal O Globo de hoje, http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/08/24/artistas-como-elvis-costello-meg-ryan-fazem-boicote-cultural-israel-917467574.asp

Recentemente assinamos, juntamente com vários movimentos de solidariedade ao povo palestino um apelo ao excelente músico brasileiro, Hermeto Pascoal, para que seja mais um a aderir a esse boicote de artistas e cancele sua participação no Red Sea Jazz Festival em Eilat/Israel, cujo teor segue abaixo:

"CARTA ABERTA AO MÚSICO BRASILEIRO HERMETO PASCOAL"

Caro Hermeto Paschoal,

Nós, que conhecemos o seu trabalho e admiramos o seu talento, temos orgulho do fato de você ser um brasileiro e projetar internacionalmente o nome do nosso país de forma tão positiva. Entretanto, ficamos surpresos quando recebemos mensagens de alguns estudantes e intelectuais europeus, comunicando sua decisão de realizar uma performance no Red Sea Jazz Festival em Eilat/israel.
Juntamente com pessoas de consciência em todo o mundo, temos feito enormes esforços no sentido de aliviar o sofrimento do povo palestino que vem sendo vítima, há mais de sessenta anos, de um genocídio praticado por Israel. Nos últimos anos, as atrocidades de Israel contra o povo palestino têm se agravado enormemente, a ponto do chamado estado judeu ser hoje o país mais repudiado do mundo.
Enquanto a maioria dos políticos, governos dos países mais poderosos do mundo e a mídia se calam diante da maior injustiça que já se cometeu contra um povo: roubo de suas terras, expulsão de seu país, limpeza étnica, destruição de seus lares, matança indiscriminada, prisão em massa e tortura institucionalizada entre muitas outras atrocidades; povos de várias nacionalidades se unem em solidariedade à dor dos palestinos usurpados, tentando fazer ecoar seu grito por socorro, por justiça e por paz através do movimento internacional pacífico do BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções.
Ilan Pappe , reconhecido intelectual israelense e presidente do Departamento de História da Universidade de Exeter, Inglaterra, disse em uma entrevista que: “Durante a década de 1980, o BDS da África do Sul incluiu um boicote cultural em que músicos e artistas de todo o mundo se recusaram a realizar suas apresentações no estado de apartheid. Além do apoio internacional à população negra subjugada na África do Sul , naquela época , essa política foi instituída para expressar que nenhum diálogo real -econômico , acadêmico ou cultural , poderia ter lugar em conjunto com as atrocidades do apartheid. “
Em relação a Israel, a campanha do BDS internacional assume uma enorme importância, tendo em vista que a realidade vivida pelos palestinos nos territórios ocupados por Israel é ainda mais dramática: além do apartheid imposto pela construção do muro de separação na região chamada Cisjordânia, Israel impõe ao povo de Gaza um cruel cerco que, transformou esta pequena faixa de terra mais densamente povoada do mundo em um campo de concentração a céu aberto.
Colocar sua arte, seu talento e seu brilho a serviço de um dos mais repudiados regimes políticos, o apartheid e fascismo, significa legitimizar esses regimes e dar suporte aos crimes contra a humanidade praticados por Israel contra o povo palestino , desrespeitando as leis internacionais, principalmente a Quarta Convenção de Genebra em seus artigos que tratam dos Direitos Humanos.
Nesse sentido, queremos demove-lo de participar de um Festival de Jazz que tem como conseqüência trágica a legitimidade do holocausto palestino. Por favor, se recuse a cumprir tal papel. Muitos artistas no mundo tem se recusado a ganhar prestigio sacrificando valores humanos muito caro nos dias de hoje, como a solidariedade, a dignidade, a fraternidade ....
Aproveitamos a oportunidade para convidá-lo a se juntar a nós na luta pelos Direitos Humanos, por justiça, paz e liberdade para o povo palestino e para todos os povos oprimidos do mundo.
"O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética”.- Mahatma Gandhi
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles. Contra eles “- Mahatma Gandhi
“O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje, hoje, só eles estão calados.” The Independent

PARA ABRIR OS OLHOS – O sítio que lhe indicamos abaixo é um pequeno exemplo do sofrimento do povo palestino, no último período. Se houver interesse em conhecer a tragédia desde o início da ocupação, por favor, entre no sítio somostodospalestinos.Blogspot.com , lá encontrará indicações de sítios com tal conteúdo.
Não deixe de ver essa “pequena amostra” do tratamento que os sionistas, ocupantes da Palestina dão aos civis, às mulheres e, sobretudo às crianças:

http://giwersworld.org/antisem/GAZA-pics/index.html


Assinam:

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro e Niterói
Comitê Democrático Palestino do Brasil - CAPAI
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Frente em Defesa do Povo Palestino
Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino
Centro Cultural Árabe Palestino do Rio Grande do Sul
CLP: Comitê pela Libertação da Palestina
Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino
Comitê de Solidariedade com a Palestina de Portugal
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
PSOL – Nova Iguaçu
MORENA cb - Movimento Revolucionário Nacionalista - círculos bolivarianos
Sociedade Divulgadora do Rio de Janeiro
Sociedade Islâmica de Rio de Janeiro
Conferencia Cultural Árabe Brasileira
Centro Cultural Árabe Brasileiro
Associação Islâmica de São Paulo
Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo
Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo
União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil
Juventude Novos Palmares
Revolutas
MTD-RJ pela base - Movimento de trabalhadores desempregados /RJ
Movimento Mulheres pela P@Z!
MST
Rede para Difusão da Cultura Árabe-brasileira Samba do Ventre
Marcha Mundial de Mulheres
FDIM - Federação Democrática Internacional de Mulheres
CSP-Conlutas - Coordenação Nacional de Lutas
Instituto Jerusalém do Brasil
Mopat - Movimento Palestina para Tod@s
Coletivo Libertário Trinca
Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo (CEAr-USP)
Gabo Sequeira, trovador
Mauri Antonio da Silva -Professor de Sociologia e Secretario Geral da Associação dos Docentes de Ensino Superior de Santa Catarina
Movimento nacional quilombo raça e classe da Conlutas
UJC - União da Juventude Comunista
MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia- RJ
Nita Freire - educadora, viúva de Paulo Freire
Ciranda Internacional da Informação Independente.

domingo, 22 de agosto de 2010

As fotos "souvenir" dos soldados israelenses (20/08/2010. The Guardian)

http://www.guardian.co.uk/world/gallery/2010/aug/17/israel-palestinian-territories#/?picture=365837207&index=2

As fotos abaixo são de soldados israelenses no Facebook posando com prisioneiros palestinos e corpos. Os soldados dizem que são apenas "fotos de recordações" e a ex-soldada eden abergil disse à rádio do IDF que "ainda não entendo o que fiz de errado, não há violência nem intenção de humilhar. Eu só tive a minha foto com eles no fundo para lembrar a experiência. Não foi uma declaração política ou de qualquer tipo. Tratava-se de recordar a minha experiência no exército e o que ele é"

Ou SEJA, mais uma vez atestamos que a lavagem cerebral é brutal e definitivamente os palestinos não são seres humanos para eles... as fotos abaixo que
eles chamam de "souvenir" estão no facebook dos soldados e foram publicadas pelo The Guardian, semana passada.

Fotos de soldados com os seus "troféus" são comuns, diz o grupo Breaking the Silence(Quebrando o Silêncio). Não ver os palestinos como seres humanos é a posição padrão para muitos na Força de Defesa israelense.















Soldado com arma apontada para um palestino.O homem na terra pode já estar morto






















Um soldado de folga tem sua foto tirada ao lado de um prisioneiro amarrado e vendado







Um palestiniano capturado é levado a bordo de uma ambulância - mas não antes de seu captor aproveitar a oportunidade de tirar uma foto de souvenir

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Terrorismo do estado brasileiro contra quem tenta mobilizar ajuda aos palestinos em situação de refúgio no Brasil

A notícia no link abaixo é antiga, mas a atitude de descaso e negligência do governo brasileiro contra os palestinos em situação de refúgio no Brasil continua a mesma e a matéria mostra que não há a menor intenção do governo brasileiro de apurar e punir os verdadeiros responsáveis pelas negligências, prova que o governo não só silencia como participa das arbitrariedades da ACNUR-Brasil e demais entidades executoras do programa de reassentamento ao perseguir e desqualificar quem se sensibiliza e se solidariza com o sofrimento do povo palestino e tenta ajudá-los.

Mostra também que o governo não desconhece todas as denúncias que tem sido feitas contra as entidades executoras do programa.

http://www.portalaz.com.br/noticias/brasilia/137840/UntitledFrame-4

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Refugiados palestinos - os números do caos.


A situação dos palestinos em situação de refúgio no Brasil está um caos por conta da irresponsabilidade e incompetência dos governantes brasileiros. Os que estão em Mogi das Cruzes, onde moro e estou acompanhando dia a dia, estão a beira da miséria absoluta. Os que estão no Sul do País e em Brasília, tenho notícias de que também estão em situação igual ou pior.

A ajuda financeira que recebem da ONU é irrisória e só será paga até dezembro próximo e não cobre sequer o aluguel das casas em que moram. 21 pessoas consideradas mais vulneráveis (segundo critérios da ACNUR-Brasil), estão recebendo apenas R$ 100,00 por criança, R$ 350,00 por adulto vulnerável e para as famílias em que há adultos vulneráveis é paga uma ajuda de custo de R$ 400,00 para o aluguel. Os poucos que estão trabalhando, estão em empregos temporários, sem certeza de renovação de contrato, alguns a cada dois meses, outros a cada seis meses.

O total dos recursos mensais da ONU, dividido pelo número de famílias aqui em Mogi (que são doze) resulta na média de R$ 391,00/família/mês ou R$ 120,00/pessoa/mês. Considerando que quase todos têm problemas graves de saúde, inclusive dois casos confirmados de câncer, moram em casas alugadas, pequenas e cheias de umidade. Há pelo menos um caso de uma família de seis pessoas, marido esposa e quatro crianças de 1 a 10 anos, desesperada, sofrendo pressão diariamente para sair da casa por não conseguir pagar o aluguel.

Diante dessa realidade, apelo para que nos ajudem, a ajudar essas famílias. As autoridades públicas que muito poderaim fazer por eles, os abandona, mas nós, militantes da causa palestina não podemos abandoná-los também. A ninguém é possível viver com dignidade com um rendimento mensal tão reduzido, ainda mais em se tratando de pessoas que já passaram por tantos traumas que os levaram a tornarem-se refugiados de uma guerra covarde e desigual que os expropriou o pouco que tinham.

Entre em contato conosco e se possível venha visitar para conhecer de perto a situação e prestar algum tipo de apoio.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não sejamos cúmplices do governo israelense - LEVANTEMO-NOS CONTRA ESSE GENOCÍDIO

No link abaixo, você verá imagens recentes do massacre imposto pelo governo Israelense contra o povo palestino. Muitas, jamais mostradas.

http://giwersworld.org/antisem/GAZA-pics/index.html

E ainda há pessoas que dizem que Israel é a vítima e os palestinos os invasores e terroristas.

LEVANTEMOS A VÓZ CONTRA TODO O SOFRIMENTO QUE O GOVERNO ISRAELENSE IMPÕE SOBRE O POVO PALESTINO.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vídeo - New York Times denuncia diferença entre palestinos e israelenses

Reportagem do New York Times mostra diferença entre quem vive na Cisjordânia, ou seja, de quem não tem moradia e sequer água, e de quem vive em Israel e usufrui de casas modernas, muitas vezes com piscinas!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O muro do apartheid

Assista esse vídeo/denúncia sobre o Muro da vergonha e do Apartheid, que cada dia é construído mais um trecho, separando vidas e causando mortes, sob o silêncio do mundo... A construção do muro iniciou em 2002 e já estamos em 2010...
http://www.youtube.com/watch?v=HRWQC9UGO8A&feature=related


PIP, 10 de julho de 2010 .

Foto: Muro do Apartheid , em Jerusalém.

Milhares de palestinos se manifestaram , com muitas passeatas de protesto contra o Muro do Apartheid e a lembrançado sexto aniversário do fracasso da decisão do Tribunal Penal Internacional ( TPI ) de Haia contra a construção do muro racista, pela entidade ocupante (Israel).

A concentração teve lugar ontem e continuou no sábado em quase todos os distritos de Hebron , no sul de Jenin , no norte da Palestina ocupada.

« Como toda sexta-feira nós nos reunimos em Naalin (vila palestina ) para protestar contra o roubo de nossas terras e assegurar ao mundo que esse muro tem nada relacionado à segurança ", afirmou Hindy Musleh , um membro da Stop da Organização do Wall ' .

Tribunal de Justiça: Em 9 de julho 2004, a Corte Internacional de Justiça - CIJ de Haya, pronunciou-se contra o muro que a potência ocupante estava levantando em Ribera Ocidental, separando aldeias, cidades e cercando jerusalém.
A Corte considerou "ilegal" e exigiu sua destruição , congelar e compensar os palestinos afetados. Wall : Sharon começou sua construção em Junho de 2002 , seu projeto inicial seria chegar a pouco mais de 325 km de comprimento. Atualmente supera mais de 700 km de extensão , duplicando a Linha Verde da ONU entre a Cisjordânia e Israel.
O Muro do apartheid combina seções de segmentos de cerca eletrônica , com paredes de concreto de até 10 metros , deixando as cidades e os vizinhos de sempre da mesma rua , separados por blocos de concreto.
Este muro ,é parte da política de ampliação dos territórios ocupados está dentro dos 68 % do território palestino e onde se encontra 80% de água palestino , usurpando casas e campos cultivados e penetrando mais de 24 km em territórios palestinos .
Testemunha: Muhammad Ibrahim , um morador de Jerusalém Oriental , disse: " De repente estávamos a 45 minutos de onde mora minha mãe , por causa das voltas que nós tivemos que dar, quando sua casa é do outro lado da rua. "
Israel: Ele ignorou a decisão do TIJ , violou todas as resoluções da ONU condenando o muro , e ainda a construção , causando sérios danos ao desenvolvimento, à terra , à saúde , à liberdade e à economia palestina.


Conheça os Blogs
http://jerusalem-palestina.blogspot.com/

http://somostodospalestinos.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Leiam a carta escrita pelo Sr. Hamdan, um ano antes de sua morte no Brasil - palavras fortes de um ser humano digno

O Sr. Hamdan apesar da saúde debilitada, lutou até a morte pelo direito de transferência dos palestinos refugiados no Brasil para outro país que acolhesse com dignidade. Foi um dos integrantes do grupo que permaneceu acampado por mais de um ano em frente a sede da ACNUR-Brasil, em Brasília.

Eu, Hamdan, 65 anos de idade, nascido ainda na Palestina livre, já vi muita coisa que pessoas comuns e autoridades duvidariam. Essas coisas compõem o pano de fundo que me ajuda a sobreviver. Principalmente no que diz respeito à intuição e ao sentimento que me guiam na escolha de como me proteger e de como devo seguir em frente. O peso da idade me troxe muito conhecimento, assim como me trouxe o cansaço. Estou cansado, com cabelos e barba brancos, me faltam alguns dentes e não ouço muito bem. Minha mente está lúcida, porém precisando de descanso. Mesmo com essa necessidade não posso me eximir quando a situação pede que eu ajude um irmão. É o que neste momento acontece.

Desde que cheguei ao Brasil estou sendo tratado como invalido ou como louco. Em Mogi das Cruzes, São Paulo, o a agência internacional para refugiado e sua parceira no Brasil, a Caritas Brasileira, já me colocaram em um asilo que mais parecia uma prisão. Sou uma pessoa inquieta. Tenho que a toda hora caminhar, beber meu chá preto, fazer minhas orações em voz alta e conversar com meus amigos. Ser jogado em uma instituição, isolado, sem poder me movimentar e em um país que nada conheço é um ato extremo de desumanidade. A Cáritas Brasileira se recusou a me alojar em um apartamento individual. Que eu não canso em dizer que são atos criminosos!

O mais recente crime que estão cometento contra mim agora alcança pessoas que estão me ajudando. Só porquê elas não fazem parte do grupo de criminosos que vêm me taxando de louco e inválido. Só porquê as pessoas que me ajudam não questionam as razões de minhas necessidades. Só porquê as pessoas que me ajudam não me deixam em segundo plano, esperando que minhas necessidades médicas se curem por si só. Não falarei o nome delas aqui, pois acho prudente, pois estão as acusando de quererem se auto-promover.

Criminosos! Ninguém diz o que tenho que fazer ou deixar de fazer. Sei o que quero e sou incisivo! Se não gostam do que digo às claras, ou se não gostam de ver que não me curvo perante vocês é porquê vocês estão jogando com a minha vida e com a vida de meus amigos. É porquê para vocês o trabalho humanitário é mais um jogo perverso de guerra. Se como refugiado tenho direitos, me digam quais são. Se não os tenho também me digam que não tenho. Sejam sinceros ao menos uma vez e digam se são ou não são responsáveis pela minha situação como refugiado. Se não, posso continuar a seguir meu caminho sozinho buscando um outro país que me acolha, já que não posso voltar à minha Palestina livre.

Brasília, setembro, 2008

quarta-feira, 14 de julho de 2010

CAMPANHA URGENTE - REDE DE SOLIDARIEDADE AOS PALESTINOS EM SITUAÇÃO DE REFÚGIO NO BRASIL

O nossos irmãos palestinos em situação de refúgio no Brasil precisam da ajuda de todos nós.
Faça parte da rede de solidariedade aos refugiados palestinos no Brasil que pretendemos construir.
Abrimos uma conta bancária para receber contribuições voluntárias dos simpatizantes da causa palestina que servirá de suporte para a inclusão social dessas pessoas que estão, desde que para cá foram trazidos em 2007, abandonados pela ONU e pelo estado brasileiro, sem condições de alcançar a auto-suficiência no Brasil e proibidos de procurar asilo em outro país ou usufruir do direito de retorno.

Elaboramos uma ficha "Compromisso de Adesão" para ser preenchida pelas pessoas que possam e queiram se comprometer a fazer depósitos de qualquer valor, mensais ou bimestrais. Temos no Brasil um grande número de militantes e simpatizantes da causa palestina e um pouco de cada um será o bastante para que os palestinos no Brasil possam sair da exclusão social em que estão hoje.

Quem conhece a história do povo palestino sabe muito bem o quanto eles precisam de ajuda, seja refugiado no seu próprio país, usurpado para a imposição do estado de Israel em suas terras, a Palestina, seja em outros países, como no Brasil. Sabe também que todos os dias, palestinos são retirados a força de suas casas, na Palestina (onde hoje é Israel) e os que resistem são presos ou mortos pelo governo israelense. Pois bem, o que talvez poucas pessoas saibam é que no Brasil vivem hoje cerca de 130 palestinos refugiados que foram trazidos em 2007 e foram instalados em Mogi das Cruzes (SP), e Venâncio Aires (RS) depois de viverem por quase cinco anos no campo de refugiados de Ruweished (deserto da Jordânia). Antes, viviam como refugiados no Iraque (Bagdah), de onde tiveram de fugir sob ameaça de morte, após a invasão daquele país pelos Estados Unidos em 2003.

Quando foram resgatados do Campo de Ruweished para serem trazidos ao Brasil, muitas promessas lhes foram feitas mas não foram cumpridas e desde então, a grande maioria passa por muitas dificuldades, cinco já morreram, alguns não conseguem pagar o aluguel de onde moram e sofrem ameaças de despejo, e a outros falta até casa para morar e recursos financeiros para satisfazer as necessidades mais básicas do dia a dia, o que inclui comida e medicamentos de uso contínuo. Entre eles há muitos, de todas as faixas etárias, homens e mulheres, com a saúde debilitada e sem a devida assistência médica. E ainda sofrem com a incompreensão e discriminação no dia a dia.

Quem estiver interessado em contribuir mensalmente basta postar um comentário nesta postagem informando um e-mail para contato e solicitando o envio da ficha "Compromisso de Adesão", que deverá ser preenchida, escaneada e devolvida em anexo. Por e-mail enviaremos mensalmente as informações sobre a destinação dos recursos que houverem na conta e disponibilizaremos também tais informações neste blog.

Para quem quiser fazer depósitos esporádicos, segue abaixo o nº da conta, e se possível, informe por e-mail o dia e o valor do depósito:

Conta na Caixa Econômica Federal
Agência: 0350
Operação: 013
Conta nº: 00020048-0

Obs. Nos depósitos em caixas eletrônicos será solitado digitar todos os números na ordem acima.

Para quem for depositar por DOC, enviaremos, a quem solicitar, o nº do CPF, documento exigido para tal operação.

Telefones para contato:
(11) 4796-5484 ou (11) 8389-2026 (Mauro)
(11) 6677-0766 (Walid ou Huda)

Pedimos que todos contribuam e ajudem a divulgar.

Mauro Rodrigues de Aguiar
integrante do Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino
Mogi das Cruzes/SP
e-mail mroag@ig.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rede de solidariedade aos palestinos em situação de refúgio no Brasil


Car@s
Refugiados palestinos que moram em Mogi das Cruzes estão precisando muito da nossa ajuda. Não conseguiram a devida inclusão e estão em situação muito difícil. Queremos garantir sua inclusão, mas neste momento faz-se urgente uma ajuda para que não sejam despejados e tenham o que comer. Os interessados em contribuir mensalmente ou bimestralmente, entrem em contato com Mauro pelo e-mail mroag@ig.com.br para que enviemos a Ficha Compromisso de Adesão a ser preenchida e devolvida assinada e escaneada, por e-mail ou pelo correio, seguindo as instruções que constam na própria ficha. Manteremos contato mensal para informar sobre a destinação dos recursos doados.

Conta na Caixa Econômica Federal nº 0350 / 013 / 00020048-0


Nos depósitos ou transferências eletrônicas será sempre solicitado digitar na seguinte ordem:
0350 = agência
013 = tipo de conta (poupança)
00020048-0 = número da conta e dígito verificador


Favor divulgarem, abraços a todos e todas,

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poema escrito por um palestino em situação de refúgio em Mogi das Cruzes

Esse poema demonstra a bondade e sensibilidade de um palestino,
a verdadeira imagem do povo palestino, longe da imagem distorcida
de terroristas passada por Israel a todo o mundo, com a criminosa intenção
de criar e alimentar o ódio dos ignorantes contra todo um povo pacífico,
honesto e íntegro que é o povo palestino.

ESFORÇA-TE, ANIMA-TE

Não entristeça ó filho da Palestina
O Brasil nos aceitou
Em seus lares nos abrigou

O Brasil, país abundante,
povo honesto e consciente,
sem racismo,
repleto de piedade e ternura.

A Arábia nos recusou,
de traição nos acusou.
Acusaram-nos por politicagem.
Alguns dizem terroristas.
Não quero falar de mim
Peço a Deus, o exaltado

Não se entristeça, ó filho da Palestina
Desafia-te o impossível.
Há um Deus e o Brasil
no colo nos tomou;
de sobre nós o mal tirou,
nos recebeu, pequenos e grandes.

Não possui balbuciantes
nem sectários religiosos.
Sua bondade maior prova.

No deserto nos jogaram,
por loucos nos chamaram,
assassinos e falangistas.
O amanhã trará as provas,
nada do que me afligir.

O Brasil continua honrado.
Há um Deus, é o Brasil.

PORTO ALEGRE (RS) TORNA-SE BASE DA INDÚSTRIA SIONISTA

O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), está dando benefícios fiscais para a indústria sionista de armamento bélico Elbit ampliar suas ações na cidade. O jornal Zero Hora, na edição de sábado, página 39, requenta matéria publicada em outubro de 2009, quando informou que a empresa, fornecedora da Agência de Inteligência Estadunidense (CIA) e símbolo da opressão aos palestinos, estava por investir US$ 50 milhões na capital gaúcha.



Um dos equipamentos a serem produzidos é o Drone (FOTO), avião não tripulado de espionagem e caça. De acordo com organizações de solidariedade ao povo da Cisjordânia e Faixa de Gaza, cerca de cem palestinos foram assassinados em decorrência destes veículos não-tripulados na Operação Chumbo Derretido, ocorrida no segundo semestre de 2009. Os robôs são muito utilizados nos assassinatos seletivos de lideranças da Resistência Palestina.



A matéria do ZH, veículo pertencente à Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS), comandando pela família Sirotsky, simpatizante do regime sionista de Israel, coloca um torrão de açúcar sobre um assunto amargo e trágico: indústria bélica, robôs assassinos, muro de apartheid e guerra. É o real objetivo dos investimentos da empresa israelense em Porto Alegre: guerra, morte e destruição. Mas ZH apenas mostra que a simpática cidade de Haifa quer se tornar comunidade-irmã de Porto Alegre.



E o resto da história? Por que essa súbita fraternidade entre duas comunidades que se desconhecem? Por que a RBS está interessada nesse arranjo afetuoso?



É o que vamos contar, agora.



No dia 27 de outubro de 2009, o jornal Zero Hora informava sobre os projetos da empresa israelense Elbit para Porto Alegre. Na verdade, a empresa de tecnologia de guerra já opera na cidade desde 2001 com o nome fantasia 'Aeroeletrônica'. Agora, os israelenses querem investir, segundo eles, para "modernização de aviões bélicos", seja lá o que isso signifique. Lanternagem de aviões? Funilaria de máquinas de matar? "Martelinho de ouro" de aviões avariados? Ou fábrica de robôs assassinos?



O que Zero Hora oculta é o seguinte. A Elbit Systems Group, empresa privada, está implicada na construção de um dos trechos do famigerado muro do apartheid, na Cisjordânia. Fornece ao exército sionista de Israel veículos não-tripulados, manipulados por controle remoto, conhecidos como Drones, a rigor, robôs assassinos.



Os robôs são muito utilizados nos assassinatos seletivos de lideranças da Resistência Palestina. Além da Palestina, esses robôs Drones estão sendo usados no Iraque, Afeganistão e Paquistão, atualmente.



O governo norueguês tomou a decisão de retirar o seu investimento da empresa israelense Elbit Systems Ltd, pelo seu papel central na construção do muro de apartheid na Palestina. Enquanto isso, ao propor reduzir o ISSQN de 5% para 2%, o prefeito José Fogaça (PMDB) ajuda a financiar esta empresa e associa o cidadão porto-alegrense - e a imagem de Porto Alegre - a essa usina de barbárie e ódio. Uma indústria de morte e destruição.



Não se pode permitir que José Fogaça, candidato da direita ao Palácio Piratini – sede do governo gaúcho - transforme Porto Alegre em seu contrário. Conhecida mundialmente por ter sido sede de protestos e conferências pacifistas e que lutam por um outro mundo possível, Porto Alegre - pela estreiteza do prefeito Fogaça - corre o risco de ficar conhecida pelo contrário de sua fama - por abrigar empreendimentos de morte, desumanidade, racismo e intolerância. (CMI Brasil)



Edição: Ibei



O original encontra-se em: http://www.ibeipr.com.br/noticias.php?id_noticia=617

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ato em repúdio ao ataque à frota humanitária



Todos somos Palestinos! Não toleraremos fascismo, racismo, imperialismo e genocídio contra ninguém! Expressamos nosso inteiro repúdio à ação do Estado fascista de Israel contra a frota humanitária que levava ajuda ao povo de Gaza!
Por uma solidariedade internacional de todos os movimentos de trabalhadores para com os presos políticos desta ação terrorista do Estado de Israel e para com os nossos irmãos trabalhadores palestinos!
Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino


ATO NESTA SEXTA-FEIRA

REPÚDIO AO ATAQUE À AJUDA HUMANITÁRIA

A Frente em Defesa do Povo Palestino, movimentos sociais e populares brasileiros, forças políticas progressistas e membros das comunidades árabe e muçulmana realizam nesta sexta-feira, dia 4 de junho, a partir das 15h, no vão livre do Masp, na Capital paulista, ato público em repúdio ao ataque aos barcos de ajuda humanitária pelo exército israelense. Venha manifestar sua indignação, protestar contra mais essa arbitrariedade e dizer basta à ocupação de
territórios palestinos. Compareça!

Data: 4 de junho de 2010 (sexta-feira)
Concentração às 15h
Vão livre do Masp, São Paulo/SP

A história de um povo


Em memória das vítimas do ataque à ajuda humanitária e de Rachel Corrie

Filhos da Nakba - A história de um povo

Por Mohammad Al Tamimi [*]

Testemunhem, ó estrelas
Registrem, ó céus
Escrevam na história,
Escrevam-a pelo sangue:
Quem teve misericórdia de mim
Quem me consolou na tragédia.
É a Nakba [1] de um povo
Que não experimentou
O sabor da felicidade

Sessenta anos sem abrigo,
Sem barraca ou lar.
Invejá-lo a uma caverna
Cavada pelos antigos!
Viveu nela com as cobras,
No seu corpo criou pestes
Sofreu muitas doenças
Sem médico nem remédio.
Viveu sem identidade,
Andando na escuridão

Fora, pela força o tiraram
E no ar livre o jogaram
Basta que Deus testemunhe,
A obra dos desprezíveis.

Presas caíram as unidades,
Sabra e Chatila [2] foram mártires
Onde estão os habitantes,
Do acampamento de velhos e mulheres?
Milhares de mártires!
Eram desarmados e inocentes…

Pátria minha, como estás?
E meus filhos, e meu lar?
Meu pai, minha mãe,
Minha vida, meu viver?
Por ti minha alma redentora
E pela sua fidelidade, ninguém conta

Que o amor à minha terra encheu meu coração
E foi o remédio para a minha moléstia
Dela, a terra alumiou a verdade, e sua luz
Os berços dos profetas
Sua glória permanece e voltarão
E os amigos te visitarão
Até se morrermos,
Redenção a ti!
Somos dignos à redenção

Pela escuridão da noite andemos,
Sobre espinhos e pedregulhos
Caminhamos atravessando as fronteiras,
Insistindo em te encontrar
Quantos batalhadores, quantos lutadores
Sobre teu solo foram mártires
Símbolo do meu amor, ó minha pátria
Sejas o memorial eterno!

Maio de 2009


Notas

[*] Poeta palestino refugiado.

[1] Nakba significa Grande Tragédia. É o nome dado ao processo da criação do Estado de Israel e à expulsão e massacre do povo palestino.

[2] Referência ao massacre dos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, onde milícias cristãs de extrema-direita, com apoio militar israelita, fizeram cerca de 3000 mortos, em 1982.

Vale a pena ler: textos de Mauricio Tragtenberg sobre questão palestina



Textos do professor Mauricio Tragtenberg, um intelectual judeu anti-sionista e socialista libertário, sobre a questão palestina e o fascismo de Israel, disponíveis no livro "A falencia da política", de incrível atualidade:

http://books.google.com.br/books?id=BmsDafV7y60C&printsec=frontcover&dq=tragtenberg+falencia+politica&source=bl&ots=U12xgCgz_X&sig=Hhnvfp7HIURwAbHkYLzLyCM7A4E&hl=pt-BR&ei=vcMGTKjhJ4OglAeguv3_Cg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CB4Q6AEwAw#v=onepage&q&f=false




Palestinos: o Dia da Terra
por Maurício Tragtenberg**

Amanhã, dia 30, o povo palestino comemora o “Dia da Terra”, que surgiu como lembrança histórica da resistência que em 1976, os vários palestinos da Galiléia (território ocupado em 1948) manifestaram contra a invasão e ocupação de suas terras pelo Estado em Israel.

Como acontece nessas ocasiões houve repressão e violência por parte das autoridades militares de ocupação, onde foram indiscriminadamente atingidos homens, mulheres, velhos e crianças. É impossível destruir um povo que por mais de trinta séculos construiu sua cultura, suas obras materiais e espirituais.

Enquadrada no plano da destruição da cultura e identidade do povo palestino estão as universidades palestinas construídas nas ‘zonas ocupadas’ pelo Estado em Israel.

Através da Ordenança Militar 854, uma das 1.080 ordenações militares que modificam a legislação jordaniana, em vigor na Cisjordânia, o Estado detém em suas mãos a permissão de funcionamento de qualquer instituição educacional, que implica no controle pelas autoridades do pessoal acadêmico, dos programas e manuais de ensino.

Uma das iniciativas que afetou gravemente o funcionamento das universidades palestinas nas ‘zonas ocupadas’ foi que a partir de 1983 os professores estrangeiros – na realidade palestinos com passaportes de diversas nacionalidades estrangeiras – tenham que assinar uma declaração, segundo a qual, comprometem-se a não dar apoio algum à OLP nem a qualquer organização terrorista. Ante a recusa unânime do corpo de professores em assinar tal ignominioso papel, a repressão foi terrível.

A Universidade d’An-Najah teve dezoito professores expulsos, enquanto outros três que estavam no Exterior foram proibidos de ingressar na Cisjordânia. Bir-Zeit perdeu cinco e a Universidade de Bethléem perdeu doze de seus professores.

O fechamento temporário de universidades é outra medida que as “autoridades” de ocupação lançam mão; entre 1981/2 a Universidade de Bir-Zeit ficou fechada sete meses. A Universidade de An-Najah em 1982/3 ficou fechada durante três meses consecutivos, as Universidades de Bethléem e Hebron conheceram igual destino.

Com o fim de vencer a resistência cultural palestina, a detenção de estudantes pelos motivos mais fúteis é coisa comum em todas as universidades da Cisjordânia. Os detidos são confinados na prisão de Fara’a, no Vale do Jordão. Segundo a advogada Lea Tsemel, o detido, conforme a “lei de urgência” (do período do Mandato Britânico) pode ficar incomunicável durante dezoito dias, sem culpabilidade definida nem visita de advogado. Por trazer consigo um panfleto ilegal o detido pode assim ficar durante 48 dias.

O “tratamento” é o mais degradante possível: duchas frias, golpes, insultos.

O presidente do Conselho de Estudantes de An-Najah, condenado a seis anos de prisão em 1974, não só afirmou ter sido torturado como também afirmou: “todos os prisioneiros palestinos são torturados.”

Porém, a Universidade de Bir-Zeit é um foco de resistência cultural palestina; organiza atividades culturais fundada na cultura popular palestina. Possui uma biblioteca significativa aberta à consulta pública.

Os dados a respeito da situação de resistência cultural palestina acima descrita nos foram fornecidos por Sônia Dayan-Herzbrun e Paul Kessler, que testemunham: “O fato de sermos judeus não afeta nossa objetividade em relação ao tema tratado. A consciência de nossa identidade judaica e das responsabilidades inerentes a ela nos levaram a participar do Centro de Cooperação com a Universidade Bir-Zeit.” (Le Monde Diplomatique, julho de 1984).

É o que também pensamos. O “Dia da Terra” é a reafirmação de um povo que pode ser expropriado, espezinhado, torturado, caluniado; vencido nunca.


__________
* Publicado in: Folha de S. Paulo, 29.03.1985; e, também, na Revista Espaço Acadêmico, nº. 28, setembro de 2003, disponível em http://www.espacoacademico.com.br/028/28mt_02041984.htm
** Maurício Tragtenberg, 54, professor do Departamento de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (SP) e da PUC-SP, escreveu, entre outros livros, “Administração, Poder e Ideologia".