
A situação dos palestinos em situação de refúgio no Brasil está um caos por conta da irresponsabilidade e incompetência dos governantes brasileiros. Os que estão em Mogi das Cruzes, onde moro e estou acompanhando dia a dia, estão a beira da miséria absoluta. Os que estão no Sul do País e em Brasília, tenho notícias de que também estão em situação igual ou pior.
A ajuda financeira que recebem da ONU é irrisória e só será paga até dezembro próximo e não cobre sequer o aluguel das casas em que moram. 21 pessoas consideradas mais vulneráveis (segundo critérios da ACNUR-Brasil), estão recebendo apenas R$ 100,00 por criança, R$ 350,00 por adulto vulnerável e para as famílias em que há adultos vulneráveis é paga uma ajuda de custo de R$ 400,00 para o aluguel. Os poucos que estão trabalhando, estão em empregos temporários, sem certeza de renovação de contrato, alguns a cada dois meses, outros a cada seis meses.
O total dos recursos mensais da ONU, dividido pelo número de famílias aqui em Mogi (que são doze) resulta na média de R$ 391,00/família/mês ou R$ 120,00/pessoa/mês. Considerando que quase todos têm problemas graves de saúde, inclusive dois casos confirmados de câncer, moram em casas alugadas, pequenas e cheias de umidade. Há pelo menos um caso de uma família de seis pessoas, marido esposa e quatro crianças de 1 a 10 anos, desesperada, sofrendo pressão diariamente para sair da casa por não conseguir pagar o aluguel.
Diante dessa realidade, apelo para que nos ajudem, a ajudar essas famílias. As autoridades públicas que muito poderaim fazer por eles, os abandona, mas nós, militantes da causa palestina não podemos abandoná-los também. A ninguém é possível viver com dignidade com um rendimento mensal tão reduzido, ainda mais em se tratando de pessoas que já passaram por tantos traumas que os levaram a tornarem-se refugiados de uma guerra covarde e desigual que os expropriou o pouco que tinham.
Entre em contato conosco e se possível venha visitar para conhecer de perto a situação e prestar algum tipo de apoio.








