Não patrocine massacres. Boicote produtos israelenses.

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sábado, 4 de julho de 2009

DEMOLIR A PRÓPRIA CASA OU PAGAR POR ISSO, A OPÇÃO QUE ISRAEL DEIXA AOS PALESTINOS


DEMOLIR A PRÓPRIA CASA OU PAGAR POR ISSO, A OPÇÃO QUE ISRAEL DEIXA AOS PALESTINOS. Gara 23/06/2009. Rebelión 24/06/2009.

"Vocês querem que aceitemos a destruição da nossa casa e que, além do mais, paguemos por isso?". Fátima Ghosheh está indignada. Obrigada a destruir a própria casa no setor leste de Jerusalém, além disso, tem que pagar pela demolição. "Chegaram às sete da manhã para demolir", conta esta mãe de quatro filhos. "Disseram-nos que eles mesmos preferiam fazê-lo porque queriam que os pagássemos", acrescenta.
Segundo explica, a prefeitura deu a opção deles próprios derrubarem a casa ou pagar 100.000 shekels (18.250 euros) pela demolição.
Muitas famílias palestinas da Cidade Velha de Jerusalém, sob ocupação israelense, têm recebido ordens semelhantes da prefeitura pelo fato de suas casas terem sido construídas ou reformadas "sem autorização". Na verdade, "apresentamos uma solicitação para a obra. O problema é que negam sistematicamente os alvarás aos palestinos".
"As construções sem alvará são ilegais", trata de justificar a prefeitura de Jerusalém. A ONU afirma que, no setor leste de Jerusalém, foram expedidas 1.500 ordens de demolição de casas palestinas. Segundo o porta-voz do prefeito Nir Barkat, eleito em novembro de 2008, estas ordens não "não são dirigidas somente aos palestinos, mas a todos os moradores, de forma igualitária".
"Mas é óbvio que há discriminação!", responde Meir Margalit, do Comitê Israelense contra a Destruição de Casas. "Há uma discriminação clara e sistemática por parte das autoridades políticas israelenses", exclama com indignação. Teoricamente, os parâmetros para distribuir os alvarás de construção são os mesmos para todos. Contudo, a prática revela que há um plano para expandir o território [israelense] pelo qual os alvarás de edificação na chamada "área verde" são sistematicamente rechaçados. A maior parte do setor leste de Jerusalém encontra-se nesta área, da qual está excluída a região oeste da cidade, sublinha Margalit.
Se isso não bastasse, Israel está vendendo propriedades de refugiados palestinos que se viram forçados a abandonarem suas casas na Nakba [Catástrofe], conforme denunciou Adalah, uma ONG que defende os direitos dos palestinos nos territórios de 1948, e que qualificou esta medida como "o último ataque contra os direitos de propriedades dos refugiados palestinos". A venda destas propriedades contraria a legislação israelense e internacional.

terça-feira, 30 de junho de 2009

“Al Nakba (A Catásfrofe)”


Entrevistas com Rawan Damen, produtora e diretora da TV Al Jazeera, fala sobre a história da Palestina e o “Al Nakba (A Catásfrofe)” documentário que retrata a opressão sionista desde o ano de 1700.

Realização: Branca Nunes, Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5

sábado, 20 de junho de 2009

Dia 20 de junho – Dia Mundial do Refugiado. Nada a comemorar. Tudo a lamentar e denunciar.


Imagine que você é alguém que viu membros da sua família e amigos serem trucidados por bombas e tiros e teve que fugir deixando tudo para trás tentando às pressas salvar o que for possível. Imagine que para todo lugar, onde você vá, na tentativa de se proteger encontre pessoas armadas que te odeiam pelo único motivo de você ter nascido numa terra que eles ambicionam, e por isso querem te matar e aos seus. Imagine que você é uma pessoa pacífica, que condena a violência, as armas, o ódio e o que você mais quer é ver as pessoas vivendo solidariamente e em paz e mesmo assim, você, sua família e seus amigos que pensam como você são caçados como bichos. Imagine que o único lugar que lhe sobrou para alojar o que sobrou da sua família e amigos é um deserto, sob tendas de lona de 10 metros quadrados, em meio a cobras, escorpiões, tempestades de areia, temperaturas extremas para cima durante o dia e para baixo durante a noite e nesse lugar você será obrigado a viver por tempo indefinido, contando apenas com a sorte para que os que querem lhe ver morto não lhe encontrem antes do que alguém que lhe queira ajudar. Agora imagine que após anos nessa agonia da espera, alguém chegue lhe prometendo ajuda, lhe prometendo levar para outro país, distante e seguro de toda a violência que há em sua terra, longe das pessoas que querem te matar, um lugar muito bom de se viver, lhe prometendo, documentos, emprego, oportunidades para reconstruir sua vida, assistência médica e odontológica, aulas do idioma da nova terra que lhe está sendo oferecida. Agora, imagine que depois de toda a tragédia do passado de sua vida e do “paraíso” prometido, nesse “paraíso” você se depara com miséria e todo tipo de dificuldade, sem que todas aquelas promessas de uma nova vida, digna, sejam cumpridas, sejam reais e então, você cai na real de que, aqueles que a prometeram, apenas usaram da sua necessidade extrema, da sua ansiedade, do seu maior sonho, da sua esperança de uma vida melhor, para tirarem proveito próprio, uma oportunidade de ascensão política, talvez.

Essa é a situação em que se encontram hoje os palestinos que foram trazidos como refugiados para o Brasil em setembro e outubro de 2007, sendo 57 para Mogi das Cruzes, de um total de 108. Foram trazidos, sem ter a oportunidade de escolher. Aos que se recusavam a vir porque já previam as dificuldades de adaptação, era dito de forma ameaçadora que então eles seriam entregues ao exército da coalisão norte americana ou às milícias que os queriam ver mortos. Chegando aqui, foram separados em localidades distantes, os que não foram trazidos para Mogi foram levados para o Rio Grande do Sul e Paraná. Todos eles falam a lingua inglesa, além da língua árabe, mas não foram levados para algum país de língua inglesa, mas sim para um país de língua portuguesa, e a ajuda prometida não passaram de promessas.

Neste dia 20 de junho, dia dedicado a lembrar os refugiados, minha maneira de homenagear os refugiados palestinos, com quem tenho convivido e visto o quanto são amáveis, agradecidos, amigos e também vulneráveis, é contando essa verdade que não é dita, não é divulgada.

Que a ACNUR, o governo brasileiro e o Cáritas cumpram, com urgência, com suas promessas de lhes dar todas as condições para que possam reconstruir suas vidas, já que aceitaram recebê-los aqui. Os próximos três meses serão cruciais para eles, visto que termina o prazo de dois anos da ajuda de custo irrisória paga pela ACNUR, através do Cáritas Diocesana.

Mauro Rodrigues de Aguiar
Coletivo Libertário Trinca
P.S.: Não sou palestino, sou um brasileiro que tem acompanhado as dificuldades dos palestinos refugiados em Mogi das Cruzes e as mazelas do Cáritas Diocesana.

sábado, 13 de junho de 2009

Uma Nova visão de mundo



Era uma mulher cega Era uma mulher negra Era uma mulher de luta Dedos que tateavam coisas Mãos a tatear a casa Ouvidos atentos Sorriso cativante Voz pausada Rosto sofrido Mulher engajada Com sua habilidade em contar causos Rápido se passava o dia Era preciso alguém lembrar da cegueira Pois o visitante, logo se esquecia Tamanha sua capacidade, precisão, maestria Ao nos receber nada a mantinha calada Adorava contar seus sonhos lutas e estradas Uma das histórias que me chamavam a atenção Era de como criou um partido Que lhe partira o coração Ajudara fundar também uma paróquia Que não podia ter outro nome Partindo de seu confuso ideário Batizara Cristo-Operário Riamos a valer fazendo piadas sobre a burocracia e estruturas de poder No caminho depois destas conversas Ela sempre me levava a pensar que Há três tipos de cegos, Os que não podem, Os que ainda não aprenderam, E os que não querem enxergar Semeando lutas, colhendo amigos Sofrendo contradições (suas e da vida) Lutando, sangrando Curando as próprias feridas Assim se passara sua vida Uma mulher cega (era o que se dizia) Mas quem a conhecia, sabe que enxergava o mundo melhor que a maioria Lina fora notadamente Lutadora e ativista A seu modo combateu injustiças A meu ver fora em verdade (embora não o soubesse) Uma militante comunista


Fábio Che

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Poesia


Poesia feita pelo Sr. Mohammad, refugiado palestino que vive em Mogi. Ele oferece a todos que direta, ou indiretamente ajudou o povo palestino.



Filhos de Nakba – a história de um povo
Mohammad al Tamimi

Testemunhem, ó estrelas
Registrem, ó céus
Escrevam na história,
Escrevam-a pelo sangue:
Quem teve misericórdia de mim
Quem me consolou na tragédia.
É a Nakba de um povo
Que não experimentou
O sabor da felicidade

Sessenta anos sem abrigo,
Sem barraca ou lar.
Invejá-lo a uma caverna
Cavada pelos antigos!
Viveu nela com as cobras,
No seu corpo criou pestes
Sofreu muitas doenças
Sem médico nem remédio.
Viveu sem identidade,
Andando na escuridão

Fora, pela força o tiraram
E no ar livre o jogaram
Basta que Deus testemunhe,
A obra dos desprezíveis.

Presas caíram as unidades,
Sabra e Chatila foram mártires
Onde estão os habitantes,
Do acampamento de velhos e mulheres?
Milhares de mártires!
Eram desarmados e inocentes...

Pátria minha, como estás?
E meus filhos, e meu lar?
Meu pai, minha mãe,
Minha vida, meu viver?
Por ti minha alma redentora
E pela sua fidelidade, ninguém conta

Que o amor à minha terra encheu meu coração
E foi o remédio para a minha moléstia
Dela, a terra alumiou a verdade, e sua luz
Os berços dos profetas
Sua glória permanece e voltarão
E os amigos te visitarão
Até se morrermos,
Redenção a ti!
Somos dignos à redenção

Pela escuridão da noite andemos,
Sobre espinhos e pedregulhos
Caminhamos atravessando as fronteiras,
Insistindo em te encontrar
Quantos batalhadores, quantos lutadores
Sobre teu solo foram mártires
Símbolo do meu amor, ó minha pátria
Sejas o memorial eterno!

Maio de 2009


Nota - Nakba é a grande tragédia, da expulsão deles de sua terra;
Sabra e Chatila foram dois acampamentos de refugiados palestinos que foram
massacrados por grupos cristãos no Líbano em 1982, rendendo 3 mil mortos.

sábado, 23 de maio de 2009

Blog do Bourdoukan é removido


"O blog foi removido
Desculpe, o blog em blogdobourdoukan.blogspot.com foi removido. Esse endereço não está disponível para novos blogs"


Essa é a mensagem que aparece quando você tentar acessar o blog.

Georges Latif Bourdoukan nasceu em Miniara-Akkar (Líbano) em 1943 e veio para o Brasil com dez anos de idade. Começou a militar em grupos estudantis aos dezesseis, militância que lhe rendeu a primeira de muitas prisões. Aos dezoito iniciou sua carreira jornalística e trabalhou para diversos veículos de mídia impressa, dentre eles o jornal Última Hora, publicação esquerdista que foi estrangulada pela ditadura militar.

Ele também participou do núcleo de redação do Globo Repórter e esteve presente (ainda que amplamente censurado) nos eventos que marcaram a luta sindical no Brasil no fim dos anos 70, ainda como jornalista da mesma Rede Globo. Fundou com colegas o Jornal de Jerusalém, especializado em assuntos do Oriente Médio, e ainda dirigiu a Revista Palestina (órgão oficial da OLP no Brasil) e a Revista dos Estados Árabes.

Abandonou o jornalismo diário para se dedicar a reportagens mais extensas e à literatura, já tendo publicado quatro livros: O Peregrino, A Incrível e Fascinante História do Capitão Mouro, Vozes do Deserto e a peça O Apocalipse. É cronista da revista Caros Amigos, para a qual colabora desde sua primeira edição.
Fonte

Por que será que o blog foi removido. Aqui no Blog Liberade Palestina foi publicado, em 19/01/09, uma reportagem da folha que falava de um software israelense que invadia facilmente os sites. Tratasse de um software que faz praticamente tudo sozinho: a pessoa baixa e, automaticamente ele envia mensagens de apoio ao Estado de Israel. Tem até uma caixa de idiomas com a língua que você desejar. Além disso, outra ferramentas desenvolvidas por Israel, tiram do ar blog's, sites e listas de e-mail que criticam o Estado. Por que será que o blog de Bourdoukan foi removido?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

CONVITE ABERTO - ATIVIDADE SOLIDÁRIA AOS REFUGIADOS PALESTINOS DE MOGI DAS CRUZES


Serão apresentados dois vídeos, em telão. O primeiro, “A chave de casa”, documentário comovente que relata as dificuldades dos refugiados palestinos que vieram para Mogi das Cruzes no final de 2007 (duração 55 min.)

O segundo vídeo, “Filhos de Nakba”, com duração de apenas 20 minutos, com entrevistas de palestinos que vivem hoje em Mogi das Cruzes. Estarão presentes os próprios palestinos que participam dos dois vídeos. Será uma experiência muito rica para todos que comparecerem.



Será no dia 30/05, às 16 horas, na APEOESP – sub sede Mogi, à rua Hamilton Silva e Costa, nº 427, Mogilar. COMPAREÇAM! A ENTRADA É GRATUITA.

Mauro Rodrigues

Empresas que apóiam Israel

Boicote as empresas que apóiam Israel!










domingo, 3 de maio de 2009

Negar o holocausto de judeus não seria o mesmo que negar o massacre de palestinos?

Israel nega a existência do massacre em Gaza, e outros mais, mas a imprensa do mundo não árabe e não muçulmano, omite.

Israel tem um governo que não reconhece o estado da Palestina, mas essa imprensa se cala.

Essa mesma imprensa difunde enormemente e desqualifica o fato de o presidente Ahmadinejad, do Irã, não reconhecer o estado de Israel.

A imprensa não árabe e não muçulmana, nutre e alimenta o preconceito e o ódio contra o povo árabe no seio das populações não árabes e não muçulmanas.

Negar que Israel esteja impondo um massacre sobre o povo palestino, não seria o mesmo que negar a veracidade do holocausto do povo judeu? Negar a existência do Estado palestino, não seria o mesmo que negar a existência do povo judeu?

Nossa imprensa favorece o governo israelense ao dar conotação religiosa ao massacre promovido por Israel sobre o povo palestino, ao fazer supor que se justificam os genocidas bombardeios de Israel sobre o povo palestino, fazendo parecer que Israel esteja apenas se defendendo dos ínfimos ataques de uma pequena quantidade de morteiros do Hamas, ao chamar de guerra ao que na verdade é um massacre - uma guerra só pode ser assim chamada, quando os dois lados em litígio têm a mesma capacidade bélica, o que não se verifica nesse caso. Israel ataca com bombardeios aéreos e terrestres, enquanto os palestinos resistem com pedras.

A imprensa não árabe e não muçulmana comete um crime tão odioso quanto do próprio governo israelense ao passar a impressão a quem a assiste ou lê, de que o único lado errado no conflito são os palestinos, ao tratar o bandido (Israel) como "mocinho" e a verdadeira vítima (os palestinos) como bandidos.

A verdadeira história, a imprensa não árabe e não muçulmana não conta. O fato de Israel, com seu terrorismo de estado e alto poder destrutivo de seu aparato bélico, provindo dos Estados Unidos, expulsar o povo palestino de suas casas e suas terras, de assassinar friamente a qualquer palestino que não consiga fugir, inclusive, crianças, mulheres, idosos e portadores de necessidades especiais, num massacre pela conquista do território palestino, pelas riquezas em gás e petróleo do seu subsolo.

Por tudo isso, devemos abominar a nossa imprensa, nossos governos e a todos que, na baixeza de sua ganância e arrogância, ímpõem a nakba - a catástrofe do povo palestino. Essa é a verdade.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Trabalhadores de todo dia, 1º de maio sem show!


Boletim de Lutas e Resistência do Coletivo Libertário Trinca
ano 1, nº 1, 1º de Maio de 2009
“A emancipação dos trabalhadores só pode ser obra dos próprios trabalhadores.”

Crise capitalista e fascismo nas costas dos trabalhadores – nada temos a comemorar neste 1º de Maio

Neste primeiro de maio, nada temos a comemorar. O capitalismo, desde que começou a automatizar em larga escala a produção substituindo o trabalho humano, gerou uma crise sem precedentes, a qual mantinha sob controle através de injeções de bolhas de ar de dinheiro fictício, que arrebentaram agora. Esta crise mal começou. Para o sistema prolongar sua existência e reerguer seus lucros, os gestores necessitam intensificar a exploração de nós trabalhadores, a repressão e o controle social. A cada dia, pessoas são demitidas, direitos trabalhistas e sociais retirados, salários rebaixados, os preços de tudo sobem e o nosso trabalho é intensificado. Pessoas são despejadas como coisas, os pobres reprimidos, os movimentos sociais perseguidos. Somos vigiados e controlados o tempo todo por câmeras e mecanismos tecnológicos. As pessoas se sentem apáticas e cansadas pelo excesso de trabalho, e a cada dia a barbárie e violência geradas pela miséria crescem. Os governos todos se tornaram vazios e ocos, porque as decisões são tomadas por conselhos de empresas e tecnocratas, quase em segredo. Há cada vez mais uma fachada de democracia que esconde uma ditadura dos tecnocratas e empresas. Assim, o sistema e os loucos que o conduzem nos levam para a barbárie, nos sacrificando para salvar a “Santa Economia”.
Os meios de comunicação, como porta-vozes oficiais do sistema, contribuem ao criar uma cortina de fumaça, usam a barbárie social como justificativa para legitimar a repressão em nome da “segurança”, tentam nos aterrorizar, e escondem que a verdadeira causa da crise é a exploração do trabalho e a lógica do sistema que está falido. Não mencionam que muitas empresas se aproveitam da crise, para mandar embora muitos trabalhadores sem os mínimos direitos, com o aval do Governo. Ao contrário, eles ocultam isso e jogam areia em nossos olhos, usando os Datenas da vida, desviando a atenção para a novela cretina dos escândalos de corrupção (como se esse sistema pudesse não ser corrupto) e o circo dos horrores dos crimes hediondos, desencadeando uma perigosa onda moralista e fascista de ressentimento, onde as pessoas, ao invés de culpar o sistema, procuram bodes expiatórios e se apegam à “defesa da ordem” a qualquer custo.
Enquanto isso, as centrais sindicais e partidos de “esquerda” estão muito mais preocupados em fazer palanque para as eleições do ano que vem, atacam este ou aquele governo mas não o sistema - porque têm interesse em gerir a máquina e ascender socialmente. Querem na verdade administrar a crise e se alçar a postos de comando, criando aparelhos de poder e cargos de tecnocratas. Correm a criar mais e mais centrais sindicais, para receber a grana do imposto sindical. Contribuem para todo este processo e jogam o jogo do sistema e das classes dominantes. Hoje, como sempre, colocam palanques e fazem shows espetaculosos com sorteios de carros e anestesiando as pessoas, reproduzindo as hierarquias e nos reduzindo à condição de espectadores passivos do espetáculo dos profissionais da luta e especialistas em poder. Eles não nos representam, nem a ninguém! Ou nós trabalhadores nos apresentamos e lutamos, ou nos deixamos representar e viramos expectadores.

Ou agimos ou estamos ferrados! Reconstruir a solidariedade de classe!

- Liberdade e asilo político para o escritor italiano Cesare Battisti, um preso político no Brasil!
- Liberdade para o povo Palestino! Todo apoio aos refugiados palestinos no Brasil!
- Solidariedade para com as lutas dos trabalhadores de todos os países! Abaixo xenofobias e racismos!
- Combater a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza! Chega de criminalização ao MST no Rio Grande do Sul! Não ao muro nas favelas do Rio! Fora repressão e câmeras das ruas! Chega de controle social e invasão de privacidade. Não ao controle da internet!
- Abaixo a lógica de empresa nas escolas! Por uma educação autogerida pela comunidade escolar e desvinculada dos ditames do mercado de trabalho e empresas! Abaixo grades e repressão nas escolas!
- Por um sindicalismo autônomo e independente, horizontal, desburocratizado e organizado a partir dos locais de trabalho! Fora burocratas profissionais da luta com seus cargos e Fundos de Pensão, candidatos a futuros patrões!
- Fora atrelamento sindical ao governo, partidos políticos e abaixo o imposto sindical!
- Chega de aumentos de preços, de ônibus, de gás, energia! Que as empresas paguem a crise, não nós!
- Ações de apoio mútuo comunitárias e coletivas contra a crise!
- Coletivização e autogestão: Todo apoio às ocupações de terras e empresas falidas pela crise e, recursos sociais para produção que satisfaçam necessidades básicas, sob controle coletivo dos trabalhadores.
- Unificação das lutas sociais em datas e ações conjuntas! Construção do poder popular!
- Como solução ao desemprego, redução de jornada sem redução de salário! Que as máquinas sirvam para o que deveriam – proporcionar tempo livre, e não desemprego!
- Pela Superação do Capitalismo e da ditadura do dinheiro, da mercadoria e das empresas - a reconstrução da solidariedade de classe e um novo projeto Socialista libertário, contra a barbárie que se alastra!

Quem é o Coletivo Trinca - Autônomo, Anticapitalista e Antiburocrático
Somos um coletivo de engajamento nas lutas sociais, que fomenta a formação política, ação cultural e mídias alternativas, cuja união se dá pela necessidade de reconstruir, sem atrelamento a partidos políticos, governos, empresas ou cargos, a luta social. Este Coletivo se formou pela constituição de uma rede de solidariedade entre estudantes, bancários, professores, artistas, etc., e se consolida como uma alternativa de organização autônoma de nós trabalhadores. Nossos princípios são o classismo, anticapitalismo, a solidariedade de classe, a defesa da auto-organização da nossa luta com autonomia e independência de classe em relação ao estado, partidos, empresas e instituições. Defendemos a horizontalidade e democracia direta contra o burocratismo e a hierarquização dentro dos movimentos sociais e sindicais, bem como a ação direta, como alternativa à via parlamentar e ao cretinismo eleitoreiro-institucional que só atrela os movimentos sociais à lógica do Capital. Para conhecer melhor nosso coletivo: http://coletivotrinca.wordpress.com contato: coletivotrinca@riseup.net
Redução da jornada, um debate escamoteado
A maior contradição do capitalismo é que este desenvolve a tecnologia e aumenta a produtividade cada vez mais, mas continua nos forçando a trabalhar cada vez mais, além de desempregar em massa e destruir o meio ambiente. Isso ocorre porque a finalidade da produção não é satisfazer necessidades humanas, mas produzir “mercadoria”, bens para serem vendidos, e gerar mais dinheiro. Não se produz sapatos, mas “valor”. Assim, a produtividade pode dobrar, e nós continuamos como antes a ser forçados a trabalhar 8 horas por dia ou mais. O tempo de trabalho pago a nós trabalhadores diminui, e aumenta o tempo não pago que fica para o patrão como lucro maior. Albert Einstein, em um artigo, dizia que o capital é uma imensa máquina de desperdício de trabalho. Em alguns setores, a produtividade aumentou dezenas de vezes no século XX. Na agricultura, ela aumentou mais de 16 vezes. No século XIX, quando os operários reivindicavam a jornada de 8 horas, eram chamados de preguiçosos e dizia-se que a economia dos países iria se arruinar, pois as jornadas iam de 12 a 18 horas – não se arruinou com a jornada de 8 horas. Hoje, enquanto a produtividade aumenta cada vez mais, a jornada está aumentando, além da intensidade do trabalho e as doenças de trabalho! As sociedades “primitivas” tribais, sem nenhuma automação trabalhavam apenas o necessário, indo de 2 a 4 horas diárias. Em 1890 Paul Lafargue calculava que se poderia abastecer toda a França com 3 horas de trabalho diário. Na revolta de 1918, os operários alemães reivindicavam a redução para 6 horas diárias. Em 1920, o matemático Bertrand Russel calculava que na Inglaterra seria possível manter bom nível de vida, acabando com a miséria, desemprego e exploração, com uma jornada de 4 horas diárias. Estatísticas de 1938 falavam em 3 horas diárias, e o próprio economista burguês Keynes pensava que no ano 2000 os trabalhadores ingleses estariam trabalhando 15 horas semanais. Em 1968, alguns grupos em luta reivindicavam a automação e a jornada de 10 horas. No Brasil, o próprio presidente do IPEA já afirmou, que a produtividade daqui permitiria as 12 horas semanais de trabalho! Enquanto isso, estamos trabalhando 40, 50, 60 horas, com 2 a 3 empregos e ganhando mal. Pois é, estamos sendo enganados! Enquanto isso as centrais sindicais falam na mesquinharia de reduzir a jornada de 44 para 40 horas - pura demagogia de quem não quer colocar em jogo o sistema, pois tem algo a perder. Uma sociedade emancipada e de tempo livre permitiria o nosso livre desenvolvimento como seres humanos, da arte, da cultura, e que as pessoas absorvessem as tarefas de administração da produção e da política – ou seja, o fim dos gestores, burocratas e políticos profissionais. Já deu para perceber que tem gente que não se interessa mesmo por isso, porque enquanto muitos trabalham, uns poucos tomam as decisões e se apropriam do nosso trabalho. Chega de morte lenta pela imposição de trabalho. Nós reivindicamos a vida!

Augusto Spies, alemão, 31 anos, jornalista Michael Schuvah, alemão, 33 anos, tipógrafo e encanador Oscar Neebe, norte-americano, vendedor de fermento Adolfo Fisher, nascido na Alemanha, jornalista, 30 anos Louis Lingg, alemão, carpinteiro, 22 anos Samuel Fielden inglês, 30 anos, operário têxtil Gerge Engel, alemão, 50 anos, tipógrafo e jornalista Albert Parson, nascido no Alabama (EUA), lutou na guerra da Secessão
Os oito de Chicago, enforcados em 1887, por reivindicar a jornada de 8 horas – jamais serão esquecidos!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Exército mata palestino palmeirense indefeso




Por acaso o uniforme do Hamás mudou? Porque o governo de Israel afirma que seu exército só atira no Hamás. Que eu saiba, Palemiras e Hamás não tem ligação nenhuma.
Como será que eles vão justificar esse absurdo. Será que o soldado vai dizer que torcia pra outro time? Mais uma cena horrível de covardia que demonstra claramente o caráter de Israel.
O Datena demonstra tristeza no tom da vóz, mas diz que não sabe quem está certo no conflito. Será que é o atirador? O Datena torce para o mesmo time que ele?